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Mantralizar a serviço

(...) E aqui uma pessoa teve um sonho onde havia um portal azul. E ela viu várias coisas através desse portal. E ao chegar perto do portal que ela estava vendo, ela ouviu o mantra OM.  E quando ela ouviu esse mantra OM, uma energia inundou todo o seu ser com muita força. E ela sentiu o benefício desse mantra durante algum tempo. E ela perguntou o que vem a ser isto.

Bom, pode estar sugerindo que você use esse mantra e experimente. Agora, cuidado para não desgastar o mantra. Porque ficar fazendo “OOOOOM” o tempo todo, isso é fácil. Mas você está na realidade desgastando o mantra com isso. Então, você tenha a consciência de que vai praticar o mantra que lhe foi indicado, o mantra que lhe fez bem nos planos sutis, nos planos internos, então você vai procurar se manter na vibração deste mantra.

Você o pronuncia até chegar a pronunciá-lo de forma que você sinta aquele mesmo bem. Aí você está pronunciando o mantra direito. Porque quando você pronuncia o mantra direito, seja qual for, nós nos sentimos bem, logo em seguida.

Se você pronuncia o mantra e não sentiu nada, você aprenda a pronunciar os mantras. Primeiro aprenda. E depois não vá desgastar os mantras à toa. Você procure incorporar aquele mantra, você encontrará o caminho. Se você quiser você encontrará o caminho.

Porque os mantras estão aí para serem usados; mas você precisa aprender a usá-los. Precisa estar realmente amando aquele trabalho. Precisa estar se dedicando àquele trabalho, se possível em benefício deste mundo. Porque este mundo é que precisa de coisas. Então você vai pronunciar isto em benefício do mundo.

É um som que vai atrair energias, que vai atrair harmonia, que vai formar harmonia. E que vai ficar aí no espaço, essa harmonia que você está fazendo. Então, se você pronuncia o OM, você vai preencher este espaço de harmonia. Isto vai trabalhar. Enquanto estiver energizado, isto vai trabalhar.
Se você pronuncia o mantra com uma relativa energia, ele fica aí no espaço trabalhando alguns momentos e logo se desfaz. Agora, se aquilo for pronunciado com mais energia, ele vai durar mais tempo. Ele não vai se dissolver tão brevemente. Ele vai permanecer. E quando você pronuncia o mantra de verdade, aquilo fica trabalhando muito tempo com o seu som. O som daquilo fica trabalhando muito tempo.

Quando você faz uma reunião de mantras, você está organizando, você está produzindo, você está criando um instrumento de trabalho potentíssimo, que quando acaba a reunião de mantras, aquele instrumento que você criou, aquela força fica agindo. E se for uma reunião de mantras bem feita, com todas aquelas forças reunidas, com todas aquelas intenções reunidas, essa reunião de mantras trabalha dias (...).

Então, quando você está trabalhando com os mantras, você está criando instrumentos. Instrumentos de harmonia. Instrumentos de beleza. E aquilo fica trabalhando, fica no ar, fica agindo, segundo a forma como você o criou. Compreende?

E esse mantra OM tem funções e tem possibilidades muito grandes, que estão muito além da nossa compreensão. Então, se você cria um mantra OM realmente a serviço, aquilo vai ficar trabalhando, vai ficar agindo muito tempo.

Os trabalhos com os mantras é um dos trabalhos mais importantes neste momento. Agora, nós precisamos ter consciência, uma consciência aplicada no trabalho.  



Conversas especiais – 48
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011

Formação interna através da mudanças de hábitos e costumes

(...) nós temos uma lembrança que nos diz que nós teríamos que mudar nossos hábitos e nossos costumes, isto é, tudo que é hábito, tudo que é costume, trata-se de mudar. 


Mudar não quer dizer eliminar aquilo pois às vezes aquilo faz parte de um processo nosso. Mas mudar de ponto naquilo. Se nós temos um hábito, se temos um costume, observemos aquilo e digamos "eu preciso mudar de ponto aqui". Se aquele hábito ou costume não pode ser eliminado, pelo menos que ele seja transformado até que a gente chegue num ponto que a gente esteja mais liberto dele. Assim vamos nos transformando e transformando nossa vida no geral porque um hábito/costume determina muitas coisas em nossa vida. Nós, por estarmos habituados ou acostumados a certas coisas, às vezes nos cristalizamos em algum ponto e ali poderia estar acontecendo outra coisa em determinado momento, mas nossos hábitos/costumes impedem que aquilo aconteça. 


No nosso processo de formação interna teríamos examinar muito isso. Os instrutores insistem que nós não criemos hábitos. Mesmo a oração diária ou a oração cíclica nós teríamos muito cuidado para vivermos aquilo mas sem criar um hábito que nos leve à fazer aquilo mecanicamente. Eu posso fazer um ciclo de oração ou posso orar todos dias, mas saber separar isto de ter criado um hábito, de ter criado um condicionamento, porque não se trata de eu ficar condicionado por fazer oração, se trata de eu orar realmente não porque estou condicionado. Cada vez que eu vou começar a orar, não vou fazer pois meus corpos já se habituaram a orar naquele momento, naquele dia, não é para isso que estou orando. Não estou querendo me habituar a nada, me condicionar a nada, pelo contrário. Embora eu faça um ciclo de orações ou embora eu ore todos os dias, cada vez que eu vou fazer aquilo é como se fosse pela primeira vez. É como se eu nunca tivesse feito e ali fosse me colocar completamente nu diante daquilo. Ali eu vou começar uma coisa. Não importa que eu já tenha feito nove dias o trabalho. Ali é como se fosse a primeira vez. 


Nós teríamos que nos trabalhar nesse sentido e isso faz parte da mudança de hábitos e de costumes, a gente não ficar ali porque se habituou a fazer naquele horário. Aquilo ficou mecânico, não te renova. Cada dia deve ser a primeira vez. Cada dia é a possibilidade de você fazer descobertas. Pois você está repetindo alguma coisa que pode ser um mantra, está repetindo algo que está coligado com um profundo processo de transformação, mas se aquilo se tornou um hábito não está fazendo nada em você, está só te disciplinando, te acalmando os corpos, levando seus corpos a ficarem ali numa certa posição, em uma certa reverência. É um hábito. Mas a oração vai muito além disso. Quando falamos em um ciclo de orações não estamos a ficar condicionado a fazer uma oração naquele ciclo e fazer aquilo mecanicamente pois vai acabar mecânico aquilo e não serve para nada.


É preciso que a gente reflita sobre isso e que se observe. Não só refletir, pois a gente reflete, compreende mas precisa refletir e fazer, refletir e mudar. Ai é que está o valor.




Buscando a Verdade
Trigueirinho
Palestra proferida em 27/Jul/2011
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.php?cod=12221
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