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Desafio

A mudança chama desafios - olhar para si e para as situações em volta e descobrir como equilibrar esses dois mundos distintos e interligados. 

De "Caminhos para uma consciência mais elevada", Ken O'Donnell

Fuga

NO INÍCIO... O ENTUSIASMO

No início de um novo projeto, tudo tem vigor e tudo nos entusiasma. Inúmeras possibilidades se abrem diante de nós; nossa esperança alça vôos, e nossa energia e animação são ilimitadas. Porém, conforme os problemas vão aparecendo, o entusiasmo inicial talvez comece a se desgastar. 

O futuro perde algumas das suas promessas, e nossa vontade e determinação podem vacilar. Parece muito mais fácil procurarmos formas de evitar o trabalho do que deixarmos inspirar pelos desafios que ele oferece.


RETENDO ENERGIA

Quando o trabalho nos faz solicitações difíceis, nossa opção pode ser a de reter a nossa energia. Como não nos colocamos no trabalho, nossa energia se torna dispersa e confusa, e começamos a divagar, de um dia para outro. 

Vemo-nos buscando desculpas para não trabalhar de modo eficiente: não estamos nos sentindo bem ou precisamos de mais tempo. assim que distrações aparecem, logo acorremos a elas, fazendo pausas frequentes ou saindo para fazer coisas desnecessárias, talvez parando pelo caminho para conversar com um amigo. 

No final do dia, foi muito pouco o que o nosso tempo rendeu.  No entanto, se encarássemos nosso trabalho de forma direta, talvez fôssemos descobrir que ele é bem menos ameaçador do que tememos; perdemos, porém a oportunidade de ter essa percepção.

FUGIR OU ENCARAR?

Frequentemente, escolhemos fugir de um problema em vez de encará-lo honestamente. Todavia, ao fazer essa escolha, privamo-nos da oportunidade de crescer e de aprofundar nosso autoconhecimento.  Talvez acreditemos poder resolver nossos problemas escapando deles, mas eles simplesmente não vão embora. 

Podemos tentar fazer mudanças radicais em nosso modo de vida: mudar de emprego, obter um divórcio ou arranjar novos amigos. Na superfície, essas mudanças parecem resolver nossos problemas; mais cedo ou mais tarde, porém, o novo estilo de vida pode se mostrar tão decepcionante quanto aquele que deixamos para trás.


APRENDEMOS A FUGIR, DESDE PEQUENOS

Fugir de nossas dificuldade é um hábito que aprendemos quando crianças. Quando uma criança se depara com algo que não deseja, ela usa toda uma série de manobras para evitar a situação, tais como chorar, esconder-se ou brigar. Se o pais se mostram complacentes com esse comportamento, considerando-o natural e tipicamente infantil, acabam reforçando uma atitude que poderá vir, mais tarde a prejudicar o filho na vida.

A não ser que sejamos ensinados a encarar nossos problemas diretamente e a trabalhar com eles, os padrões de fuga se repetirão na escola, com os amigos e com a família; eles podem passar a ser um modo de agir aceito como natural.


EVITAR RESPONSABILIDADES

Evitar responsabilidades é uma maneira comum de escapar de situações difíceis e exigentes. Guardamos nossa energia, fazendo menos do que somos capazes. Quando surgem problemas, alegamos haver muitas limitações que nos impedem de funcionar eficazmente, ou talvez culpemos os outros pela nossa ineficiência. 


VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL?

Podemos até conseguir convencê-los de que fizemos o melhor que podíamos. Como sabemos que não estamos empregando toda a nossa energia no trabalho, e que os resultados acabarão por refletir isto, usamos uma série de artifícios e jogos para dar a impressão de que estamos trabalhando da melhor maneira possível.

Se não damos suporte ao nosso trabalho e um insucesso parece provável, podemos até tentar nos convencer que não existia nada que éramos, de fato, capazes de fazer.


ANDANDO EM CÍRCULOS?

Podemos nos sentir aliviados quando conseguimos fugir dos nossos problemas mas, na realidade, fugimos muito pouco. Os problemas continuam a aparecer sob outras formas, seja no trabalho, seja nos nossos relacionamentos pessoais. É como se estivéssemos correndo sobre uma esteira rolante, sempre passando pelas mesmas cenas, sem nunca chegar a lugar algum.

A fim de quebrar este padrão de fuga, precisamos examinar nossas atitudes e sentimentos cuidadosamente, e assumir uma forma mais direta e honesta de lidar com o nosso trabalho e com a vida.


ESQUIVANDO-SE

Ao observarmos nossos padrões de fuga, vemos que quase tudo pode nos oferecer um meio para nos esquivarmos. 

No trabalho, as interrupções nos proporcionam várias oportunidades de evitar coisas que preferíamos não fazer. As atividades dos momentos de lazer podem, facilmente, se tornar um substitutivo que nos exime de lidar com os nossos problemas. Conversar com um amigo sobre nossas dificuldades pode nos manter afastados de encontrar soluções dentro de nós mesmos.

Quando examinamos nossas ações e hábitos com honestidade, talvez descubramos que mesmo as ações mais simples podem ser motivadas por um desejo de fuga.


COMPREENDENDO NOSSO ESCAPISMO

Uma vez que tenhamos compreendido como tentamos escapar dos nossos medos e dificuldades, podemos decidir mudar esse padrão. Da próxima vez que você se deparar com um problema e se sentir buscando uma maneira de contorná-lo, pode tomar uma decisão consciente de redirecionar sua energia, entrar no problema e encontrar uma solução.

Embora você possa no início, sentir resistência com relação a isto, os sentimentos positivos que aparecem quando você encara o trabalho e a vida de forma honesta, fortalecerão sua capacidade de se por frente a desafios no futuro e o incentivarão a crescer.


A ENERGIA DA SUPERAÇÃO

Quando pesamos com honestidade nossa motivação, nossas atitudes, forças e fraquezas, começamos a enxergar um lado mais profundo da nossa natureza, do qual podemos extrair uma energia vital que empresta verdadeiro significado às nossas vidas.

Quando soubermos aproveitar as oportunidades que o trabalho nos oferece de nos defrontarmos com as nossas dificuldades e superá-las, seremos capazes de desafiar até mesmo os problemas mais severos com habilidade, descontração e competência.


CAMINHO: MUDAR NOSSO INTERIOR

Nossa inquietude, nosso constante desejo de fuga se arrefecerá quando percebermos que a única mudança efetiva que nos é dada realizar ocorre dentro de nós mesmos. Descobrimos que a alegria e a satisfação se encontram dentro de nós; basta nos darmos tempo para procurá-las.

Quando fazemos isto, aprendemos a superar a tendência de fugir às nossas responsabilidades. Substituímos essa tendência por uma abertura em relação aos outros, por uma perspectiva equilibrada diante da vida e por uma capacidade mansa, mas persistente, de realizar tudo o que nos propomos.

Este ó caminho para se viver uma vida saudável e satisfeita, para saborear os desafios que ampliam o nosso potencial, aumentando os benefícios disponíveis a todos nós.



Tarthang Tulku
O Caminho da Habilidade: 
formas suaves para um trabalho bem-sucedido






Ajudar Pessoas e a Vida: Como Fazê-lo de Forma Definitiva?



De que maneira podemos ajudar as pessoas ou a vida de uma maneira geral? 

Segundo consta, existem várias maneiras de fazer isto. Por exemplo, pode-se ajudar as pessoas a “serem felizes” como mostrado aqui, ou seja, “Seja feliz fazendo com que os outros sejam felizes”. Em geral, esta idéia é apresentada dizendo que nossos sonhos de felicidade se realizarão se ajudarmos os outros a realizarem os seus sonhos.

Mais claramente, nestas palavras esconde-se a preocupação e o medo da não realização dos sonhos, o que condiciona o ato da ajuda, na crença de que a obtenção do que se sonha realmente trará a felicidade. No entanto, isto não acontece, pois a felicidade individual não depende de nada que é externo. Ela, por si só, é o caminho e não o fim.

Outro exemplo é a da ajuda emotiva e comovente a catástrofes naturais e acontecimentos assemelhados. Neste caso a sensação de incômodo por trás destes, criam ajudas humanitárias que muitas vezes escondem sentimento de culpa, uma vez que a própria sociedade em seus princípios e valores dizimou e tem dizimado muito mais vidas que qualquer catástrofe natural.

Para isto, basta compreender o verdadeiro significado das guerras e da miséria, como também seus reais motivos. Em geral, a idéia por trás deste tipo de ajuda é a de “sinto-me feliz e bondoso por ter ajudado pessoas”. Estes sentimentos levam uma forma de alívio a um sentimento de incômodo interior pela percepção de uma situação desagradável que não se deseja a si ou a qualquer ente querido.

Então, mais uma vez, o sentimento de medo por trás deste incômodo gera o ato da ajuda, tornando-nos condicionados a ele. Este condicionamento nos aprisiona e nos torna facilmente manipuláveis. O medo, de certa forma, está presente nestes atos, o que precisa ser revisto com cuidado para que realmente se possa ajudar mais positivamente a vida de uma maneira geral, neste mundo.

Isto não quer dizer que não se deva ajudar pessoas ou vidas que venham a precisar, mas sim, dizer que qualquer que seja a ajuda realizada por condicionamento, ela não contribui para consciência de quem realmente se é, ou auto-conhecimento, para que se desencadeie a transformação para um mundo melhor.

Ao contrário, esta ajuda que trabalha num jogo de sentimentos que resulta de ação e reação não busca uma consciência, visão e uma verdadeira compreensão dos acontecimentos do mundo. Ela não traz a compreensão individual de quem se é, para, a partir daí, entender e compreender a natureza e toda a vida existente num sentido mais amplo.

É por isso que as guerras e a miséria acontecem, tirando a vida de milhares de seres, sendo que as pessoas preferem não pensar sobre estes acontecimentos.

É por isso que se acha uma atitude desumana os maus tratos a um animal de estimação, quando “admite-se como normal”, a morte, maus tratos, subjugação e toda a violência gerada a outros animais sencientes de vidas como as nossas, por interesses individuais do ser humano.

É neste aspecto que qualquer forma de ajuda condicionada pelo medo jamais trará consciência da verdadeira importância da vida no sentido geral, para que, assim, este ato tenha uma abrangência maior a todos os seres do mundo de maneira a dizimar toda e qualquer forma de violência que tanto sofrimento tem causado.

Baseado nisto sobre ajudar pense o seguinte:

Não se deixe levar por emoções e comoções generalizadas ou massificadas que sejam promovidas por meios de comunicação, ou instituições parecidas, que nitidamente tentam explorar a fraqueza presente em nossos medos para manipular e conseguir realizar seus próprios interesses. Perceba que não é a emoção que identifica a verdadeira necessidade da ajuda, mas sim, a compreensão e a consciência do valor da vida e da natureza em toda sua forma.

Deste jeito, a ajuda tem um sentido verdadeiro de amor que não faz perder a visão sobre os problemas e causas que ocorrem neste presente momento, no mundo.

Lembre-se que a melhor forma de ajuda que podemos dar às pessoas é aquela que pode levá-las a paz e a serenidade para uma melhor compreensão de si mesmas, e assim, promover suas próprias evoluções naturais como seres vivos.

A ajuda material tem sua importância e é algo pode de ser feito de maneira natural sem que se perca a compreensão e consciência de todas as realidades que provocam dor e sofrimento no mundo. Ou seja, a mudança para um mundo melhor não depende apenas da ajuda material que sempre tem um caráter provisório, mas, antes de mais nada, da visão aberta para o mundo presente com todos seus problemas, sabendo que a solução começa na mudança individual de cada um pelo reconhecimento de seu próprio ser. A consciência trazida pela manifestação natural de quem se é provoca mudanças individuais que levam em conta o verdadeiro valor da vida e da natureza, promovendo a paz e o amor entre todos os seres.

Enfim, não deixe o medo comandar a atitude da ajuda. Perceba a existência dele. Ao ser tomado pelas emoções trazidas por estes acontecimentos tristes, observe-se atentamente sem julgamento ou qualquer forma de pensamento. Apenas se observe e nada mais. Num dado momento ele vai cessar. Ao fazer isto, você está se conectando ao seu interior e a algo profundo em você. Longe do condicionamento da presença do medo, verifique se o que aconteceu podia ser evitado.

Se sim, pergunte-se quais as mudanças pode realizar em você mesmo para colaborar com o fim destes acontecimentos. Vá mais longe e questione-se sobre outras formas de acontecimentos deste tipo no presente momento que causam dores e sofrimentos às varias formas de vidas sencientes no mundo. E novamente verifique quais as mudanças que pode efetuar em você mesmo para colaborar com o fim destes acontecimentos.

Estas mudanças são o tesouro e verdadeira ajuda para um mundo melhor. Nelas há impregnado um princípio de consciência que não pode ser manipulado, pois ele é fruto da verdadeira liberdade de pensar que vem do interior. A ajuda que vem destas mudanças são verdadeiramente significativas e definitivas. Consciente de tudo isso, caso queira, verifique que tipo de ajuda material pode realizar nesta situação.

Neste momento esta ajuda não tem mais o caráter condicionado por sentimentos, mas sim, o de um ato que vem da consciência da necessidade, sofrimento ou dor do outro que no fundo significa parte da natureza e de nós mesmos. Esta mesma consciência estará presente em nossas vidas em todo momento para olharmos as coisas e buscarmos mudanças interior, que cada vez mais proporcione uma forma de ajuda definitiva para eliminar com toda forma de sofrimento e violência existente no mundo.

O observador é a coisa observada

Ao percebermos a verdade de que o observador é a coisa observada, não há então dualidade e, por conseguinte, não há conflito. Para que possa haver uma revolução total na mente, deve desaparecer totalmente o observador, porque o observador é a coisa observada. Só há transformação total quando o observador é a coisa observada, pois o observador nada pode fazer em relação àquilo que observa. 

Jiddu Krishnamurti

Transformação do ego – estar num corpo material vivendo coisas imateriais




A gente teria que estar vivendo e aprofundando muitas coisas que não são materiais.

Estar num corpo material como este nosso e estar vivendo coisas imateriais, isso não é muito simples, porque a própria natureza da matéria não está facilitando isto. Então tem um trabalho nosso na matéria. E nós temos que ir aprofundando certas coisas, temos que ir tendo presentes as leis imateriais.

Temos que ter presente que existe uma vida fora desta matéria, e que à medida que nos coligamos com ela vamos transformando esta matéria, é todo um trabalho.

O ego humano é um concentrado de matéria – matéria mental, matéria astral e matéria etérica/física.

Então, isso somos nós, nossa personalidade.

Enquanto este ego, enquanto este núcleo material não está controlado, esse ego não está fazendo aquilo que a sua consciência está indicando, esse ego tem que ser trabalhado, porque, nessa altura da evolução, no nosso nível evolutivo, o ego não pode desaparecer ainda.

É graças ao ego que a alma pode estar encarnada.

Porque senão não existe um ego que se mantenha encarnação materializado, material, egóico, egoísta, isso tudo que precisa pra uma alma estar encarnada não consegue se juntar e permanecer, é preciso o ego pra isso.

Mas aí, a alma vai também trabalhando lá no seu nível, a alma vai aprendendo, a alma vai conseguindo se introduzir nesse material, e cabe a ela ir transformando o ego. Aquela parte do ego que é, digamos, completamente transformada, sublimada, a alma absorve. A alma absorve, não é mais o ego aí. É um ego transformado. A alma absorve e leva aquilo com ela. O que ficou aqui, vai ser descartado de alguma maneira e voltar pra algum reservatório de materiais. Mas aquilo que foi sublimado, transformado, a alma leva. Senão não há evolução. Senão se rompe um elo.

Então, o ego nós temos que olhar como algo salvável, pelo menos em parte. Então não pode tratar o ego a ponta pés. Você sabe o que o ego é: um concentrado de coisas materiais que está aí, dentro do carma material e tudo. E você tem que cuidar disso. Cuidar não no sentido de fazer o que ele quer, não de seguir a tendência dele, mas tratá-lo de forma que ele vai se transformando. E a uma certa altura, se todo ele não se transforma, o que não se transformar vai ficar aí, e aquilo que se transformou será elevado.

Então, existe um trabalho com o ego.  Agora, nesse trabalho, você tem que, a uma certa altura, atrair forças imateriais, senão o ego não tem como se transformar.

Se você fica só enchendo o ego de matéria, vivendo as leis materiais com ele, só isso, você tem que ir introduzindo aí um contato dele com coisas imateriais, com leis imateriais. E aí, nesse ponto, a mente é muito importante. A mente é que deve começar a fazer esse trabalho.

E você tem que fazer o trabalho sobre você mesmo, cuidando de você mesmo a essa altura. Estar cuidando em função do que você vai ser. Você está cuidando disso em função do que você vai ser (depois que certas coisas estiverem resolvidas).

E é aqui que entram as energias do novo mundo, porque com as energias deste mundo, com os Raios do 1º ao 7º, que colaboraram e que manifestaram este mundo, aqui, a uma certa altura, começam a entrar outros Raios, outras energias, que não são como essas 7, que estão aqui criando e formando este mundo, possibilitando que este mundo exista; mas aí tem que entrar outras energias.

E é nesse ponto evolutivo que nós estamos. Nós estamos no ponto evolutivo de começarmos a receber outras energias além dessas que manifestaram tudo que está aí no mundo. Tudo o que está aí foi manifestado pelos 7 Raios, que nós chamamos de Raios Materiais. Agora precisa que a gente comece a se abrir e ter devoção, ter amor, ter interesse, ter intenção de começar a entrar em outras energias, para acabar de resolver este processo aqui.

E, além desses 7 Raios, que nós já conhecemos, já estudamos, já vivemos, teríamos que começar a viver outros 5, que vão em ordem.

Primeiro são 7; quando você já chegou numa boa relação com esses 7, quando você já chegou a uma compreensão de como agir dentro dessas 7 energias, você necessita para sua evolução ir entrando em contato com outras energias, que até agora não estiveram presentes – estiveram aguardando.

E esses outros 5 Raios são considerados Raios Imateriais. Então, pra você começar a trabalhar uma vida imaterial, neste plano material com este corpo material, com esta tua mentalidade material, pra você começar a trabalhar uma coisa nova, você precisa se abrir a outros Raios. E esses outros Raios para nós são um título, são uma definição. E nós através dessa definição temos que encontrar uma porta, ir além da definição.

Nós sabemos, por exemplo, que o 8º Raio, que vem logo depois do 7º, é o Inter-Relacionamento dos Universos.

Os Universos se inter-relacionam. Isso é uma energia universal cósmica. E nós já temos que entrar nesse Raio – Inter-Relacionamento entre Universos. Isto é um nome de um Raio que, para nós, deve dizer alguma coisa.

Mas eu tenho que pegar este nome, tenho que pegar isto que eu entendo como “inter-relacionamento dos universos” e temos que ver se os universos se inter-relacionam, e se está tudo em ordem, com o quê que eu devo me relacionar? Como é que eu faço pra colocar isso na minha vida? Eu tenho que, no mínimo, pensar no Universo. No mínimo. Eu tenho que no mínimo estender a minha compreensão desta Terra, deste Planeta, para uma coisa mais universal.

Então eu vou me trabalhando, eu vou entrando neste Raio, e à medida que vou me trabalhando, eu não vou me comportando só como ser terrestre, porque os seres terrestres são muito pouco evoluídos diante de outros seres que existem neste mesmo Sistema Solar. Então eu vou ter que ter uma relação com isto.

Porque existe uma lei, existe um Raio, Inter-Relacionamento entre isso tudo. Existe um Raio que possibilita você entrar em contato com outro Universo. O Raio existe.

Então você fica prisioneiro desta Terra ou fica prisioneiro deste Universo porque você não conhece a Lei. A Lei que possibilita estar em relação com outros Universos.

E o nosso Universo é muito pequenininho. Nosso Universo é um ovinho. O nosso Universo Mental é uma coisa mínima. Então nós temos que entrar em relacionamento com outros Universos.

A nossa mente, mínima como é, tem que entrar em relacionamento com outra mente um pouco mais ampla, pra que ela vá aumentando; e eu aqui já estou treinando uma relação, estou treinando um inter-relacionamento.

E depois tem outra energia que nós teríamos que já ir nos relacionando com ela, que é a Energia da Onipresença.

Porque existe dentro da Lei a possibilidade de você estar em todas as partes. Você veja, nós temos instrutores que estão com a consciência focada em outros planetas e que estão em contato conosco. O que quer dizer isso? Quer dizer que são onipresentes. Estão presentes lá no Plano onde estão e estão presentes aqui; onipresença. Porque os nossos instrutores que não são deste mundo mas estão presentes aqui como se fossem daqui. Isto é onipresença.

Outro dia alguém teve a impressão que Misuk estava no outro Planeta com uma tarefa e estava falando com ele aqui. Isso é onipresença. Isso é estar presente em todos os lugares. Isso é uma Lei.

Só que não é nada de material, isso. Isso é um Raio Imaterial. A gente saber desse assunto de Misuk, por exemplo, já quer dizer que a gente está com a portinha aberta, porque a grande maioria nunca ouviu falar em Misuk e muito menos nisso. Então, quem já ouviu falar numa coisa dessas é sinal que já tem uma portinha, já tem uma frestinha aí pra entrar no Raio da Onipresença, senão não poderiam ouvir falar nisso.

E a outra é a Transfiguração.

Já estudamos bastante, durante muitos anos, quando se formaram esses Centros, primeira coisa que se fez foi retirar a carne, retirar os produtos animais, isso é o ABC da purificação. Havia todas as possibilidades das pessoas se purificarem e foram se purificando até o ponto em que puderam e que quiseram. Depois disso então veio uma energia, veio uma graça, e você começava a ser transmutado, depois que você já fez tudo que cabia a você fazer na purificação, você começa a ser transmutado. E quando a Lei da Transmutação consegue agir, consegue mudar o seu material, a Lei da Transmutação vem e muda o seu material, transforma o seu material, transforma a energia do seu material, aí começa a entrar um Raio Imaterial, que é o Raio da Transfiguração.

Então, depois de um indivíduo purificado e transmutado, existe uma Lei que o leva a ser transfigurado. Ele como indivíduo vai ser transfigurado. Aí vai começar um processo que vai muito além da transmutação. E ele transfigurado causa um efeito, ele tem um processo de serviço, um processo de radiação que já está mais coligado com as energias superiores. E aí, esses raios se continuam a se aproximar se nós continuamos a nos abrir a eles, vamos entrando na Escola da Onisciência, isto é, onisciência quer dizer você se estender um pouco mais além da sua capacidade de estar consciente nas coisas. Então você vai se ampliando nisso.

Isso é um trabalho que deve estar acontecendo com a humanidade, com alguns está acontecendo.

E depois, aqui entra em seguida o 5º desses Raios Imateriais, aquele que Muriel, quando estava encarnado como Padre Pio, demonstrou. Muriel, como Padre Pio, vivia o Raio da Libertação.

Então, o Raio da Libertação é uma das manifestações de Muriel. Tanto assim que Muriel, sendo o Raio da Libertação, trabalha para nos libertar.

Se algum de nós entra em contato com uma mensagem de Muriel, ou entra em contato com um pensamento de Muriel, já está se libertando. Porque aquilo é a própria libertação.

E esse Raio está muito ativo, inclusive porque está trabalhando para nos libertar de todos esses vínculos, essas amarras, essas coisas materiais que nós temos, para podermos estar em contato com outros universos, estarmos presentes em outros lugares, com a nossa consciência. Tudo isso é o Raio da Libertação que Muriel está estimulando, está representando.

E cada vez que nós formamos um contato com Muriel, nós estamos recebendo libertação, estamos sendo libertados; e esse raio da libertação é muito importante neste momento, é fundamental; através de uma energia como esta é que nós já vamos entrando em contato com isto.

E Muriel era essência de Padre Pio. Então, você viu como em volta de Padre Pio se construiu tanta coisa aonde os seres humanos, escravos, chegavam lá e entravam em contato com algo que ajudava a libertá-los.

 Então, essa busca de contato com Muriel, isso significa você se abrir para a libertação; agora, não há libertação se nós continuamos amarrados. E é um certo tipo de nó que cabe a nós desfazer. Desfazer de certos nós, aqueles mais duros de repente vieram porque Muriel é um exército de energias, e cada energia tem uma tarefa. Então nós não estamos deificando Muriel, nós estamos trazendo Muriel como a libertação que nós precisamos. Então não tem que deificar Muriel. Porque acima de Muriel, como ele sabe, tem muitas coisas. Mas a nossa porta de entrada é essa libertação. E o que nós temos pra fazer isto é sermos devotos de Muriel, sermos colaboradores de Muriel, porque se ele está te libertando, você ajude a um outro, você pelo menos não amarre o outro, você não prenda o outro, você está ajudando Muriel, você está colaborando com Muriel. E é um instrutor que está aí muito ativo, porque nós precisamos de libertação e ele é a libertação.

Nós estamos precisando de formação interna. Formação intelectual, mental, isso nós já temos o suficiente.

Não que sejamos muito bem formados, mas já temos o suficiente pra perceber que precisamos de uma formação interna. Porque a nossa casca aqui fora já está sociável, digamos. Então, agora, precisa começar uma formação interna.

Os atributos do monastério vão sair todos, de forma que a gente tem aí um amplo estudo pra fazer.

Temos o estudo dos Raios, os 7 Raios, que já estudamos de muitas maneiras, mas agora teríamos que ver os 7 Raios em função de começarmos a entrar nos outros 5.

Temos que ver nos 7 Raios o quê que eles têm de chave para nós. Se vocês vão por exemplo estudar o 7º Raio, que é o Raio da organização, da ordem, o Raio do Cerimonial, vocês ali vão ter chaves que antes dos Raios Imateriais se aproximarem vocês nem viam. Então você vai ver ali no 7º Raio a organização de um outro Plano, com a experiência que você possa ter, com a ordem, com a organização aqui neste Plano.

Enfim, para nós estarmos mais próximos dos Raios Imateriais, precisava que a gente revisse os 7 Materiais para ver o que ficou pra trabalhar ali, porque ficaram coisas pra trabalhar em todos.

Então precisa ver o que ficou para trabalhar ali que a gente consiga ver pra gente preparar o terreno pra começar a perceber esses outros.

Agora, pelas coisas que tem acontecido e pelas coisas que nós temos percebido, o Raio da Libertação está muito presente. Porque o Raio da Libertação sabe muito bem que nós precisamos ser libertos pra podermos dar certos passos. Então esse Raio começa a fazer isto em nós.

Agora, nós teríamos que amar os Raios.

Esses Raios não são coisas de receita. Esses Raios nós temos que amar, isso tudo é com amor que se faz. Nesse Sistema Solar é com amor. Então você tem que amar a Libertação. Você tem que amar a Transfiguração. Tem que amar isso. Nunca dizer “isto não é pra mim”. Você tem que amar isto. Porque isto está presente e isto é um princípio de uma formação interna.

Agora que os Raios Materiais são conhecidos, nós temos que ir lá e pagar as dívidas que temos com cada um, verificar o que falta pra nós, assumirmos mais aqueles Raios Materiais pra irmos merecendo a chegada dos outros. E aí começa a nossa formação interna.

Porque os outros são internos, são imateriais. É uma formação que vai se dar dentro de nós. Mas atenção aí para entrarmos numa devoção um pouquinho mais limpa. Entrar numa devoção pela libertação mais limpa, uma devoção mais universal. Eu devo me libertar pra ser um liberto para libertar a outros. Eu devo me libertar para poder ser mais puro. Para poder servir melhor. Sempre pra poder servir melhor. E não para si próprio. Enfim.

E tudo isso é energia do novo mundo, esses Raios bem amados por nós. Se nós chegarmos realmente a amar isso tudo, nós vamos acabar nos consagrando. Mas isso já é um assunto um pouquinho mais pra lá. Nós nos consagramos, isso já é uma conseqüência de você estar já amando muito os Raios Imateriais. Porque dentro dos 7 Raios Materiais você não consegue se consagrar; então é preciso que esses Raios se aproximem, que você os ame, que você coloque o seu amor em coisas que são para serem amadas neste momento e aí começa a acontecer alguma coisa. E de repente alguém se consagrou; e se alguém se consagrou, vai servir um pouco mais do que quem não se consagrou.

Nós temos um folhetinho aí que se chama “Consagrados e Servidores”. Ali está bem nítido “Consagrado e Servidor”. É um folhetinho que dá a nossa situação de servidores – servidores entre aspas, porque servidores também têm vários graus, mas digamos servidores; e aí que nós estamos então vendo a diferença entre o que nós somos e o consagrado, que é o nosso destino, que é a nossa meta.

Nós todos teríamos que nos consagrar para que a humanidade tivesse a possibilidade de dar um passo. Então temos sempre muito trabalho. Só que agora é um trabalho que começa a ser interior. Isso tudo não é trabalho físico. Trabalho físico nós já temos bastante e agora temos que começar um trabalho interior, que não impede que a gente faça o trabalho físico e que vai dar outra qualidade ao nosso trabalho.

Se você está fazendo um trabalho interior, o que você faz fisicamente tem outra energia; aí o seu trabalho físico, o seu trabalho externo, o seu trabalho de vida, vai receber energia de seu trabalho interior e aí vai mudar.

Vocês estão vendo como a nova Terra e a nova Humanidade é algo bastante amplo, que precisa mexer aí em muitos pontos, mas começa com você dispensando todas as coisas inúteis e depois tomar cuidado pra não continuar vivendo demais como ego. Se observar bem pra ver o que é do ego e o que não é. E faça sua opção em cada ação, em cada momento.


Conversas especiais – 48                                                    
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011

Qual é o propósito para o Centro Planetário?


Os Centros Planetários, cada um tem a sua tarefa específica. Mas é uma tarefa comum a todos – em qualquer Centro Planetário aquilo está acontecendo. Isto é, o Centro Planetário tem a possibilidade, tem a força, tem a função de estar atraindo ou recebendo energias cósmicas. O Centro Planetário está recebendo e transformando para dá-las ao planeta. Isso faz um Centro Planetário.

Agora, no fazer esse trabalho, no receber energia, no prepará-las e no irradiá-las, colocá-las no planeta, aí está a sua tarefa, que uma é diferente da outra. Então, há certos tipos de energias que vão para certos Centros Planetários e não para outro (no outro é um outro tipo de energia cósmica - cada um faz o seu trabalho); podem entrar no planeta por meio dos Centros Planetários.

Quando nós vamos viver na aura de um Centro Planetário, nós não vamos lá para viver a vida comum, a vida terrestre, a vida humana, a vida normal das pessoas; porque senão estaríamos desperdiçando aquela energia que está lá. Porque no Centro Planetário está uma energia cósmica que deve ser trabalhada para que ela possa se estender para o planeta. Então, quem está num Centro Planetário vivendo ali, está ali como um receptor, como um transformador, como um ser a serviço; não dessa energia comum que está circulando na superfície da Terra.

Um Centro Planetário que se manifesta na superfície, naquela manifestação, não há uma vida humana comum e normal. Impossível, aquilo não representa o Centro Planetário.

Então, nós temos que, estando na aura de um Centro Planetário como seres humanos, sem dúvida nenhuma mudar de vida, mudar tudo. Senão não merecemos estar ali. Estamos contaminando o que se passa ali. Estamos impedindo que o que se passa ali tenha uma tarefa, tenha uma função, isso depende de quem está ali vivendo. Quem está ali vivendo, não está ali para fazer a vida comum. Vida comum pode fazer fora dali, em qualquer lugar do planeta, mas não ali.

Quem está ali não deve intencionalmente estar fazendo a vida comum. Porque ali é outra vida que se tem que construir, que se tem que deixar existir. Enfim, quem está dentro de um Centro Planetário encarnado na superfície está ali como um receptor, como um transmissor, está ali a serviço realmente.

Então, um Centro Planetário manifestado na superfície não deve parecer vida comum. Ali deve fazer outro tipo de vida. Um tipo que ajude a atrair uma nova vida sobre a Terra.

É uma prova muito grande para aqueles que são colocados dentro da aura de um Centro Planetário. Isso é uma prova. Como nós nos comportamos, como nós usamos aquilo.

E a vida de quem está sobre um Centro Planetário ou na sua aura é uma vida que não deve ter compromisso algum ou o mínimo possível com a vida comum. Então, tudo aquilo que se faz na vida comum não deve estar ali naquele lugar.

Claro que puro não pode ser – basta você ter um telefone celular dentro de um lugar como esse, aquilo está emitindo uma coisa que não tem nada a ver com o que deveria acontecer aqui. Isso é um trabalho muito árduo. Porque nós, estando inseridos nesta vida de superfície, temos que fazer as nossas escolhas internas. Então, digamos que você está inserido num lugar como este e esse lugar tem que ter ligações, esse lugar tem que ter contatos. E alguns contatos têm que ter o seu ritmo. Você sabe que está desobedecendo usando o telefone celular.  E você tem consciência que está desobedecendo com todos os argumentos para desobedecer, “porque você ainda não desenvolveu telepatia mental, então você precisa muito mais do telefone celular”. 

Você então comece a procurar equilibrar aquilo. Comece a experimentar. Comece a se comportar não como gente comum que usa o telefone celular por aí. Você comece a se comportar diferente. Você comece a se por disponível pra um outro tipo de contato. E claro que seria ajudado. Agora, às vezes, pra você fazer outros tipos de contato precisa que outros estejam também no mesmo trabalho.

Bom, vocês estão percebendo que nós temos que começar do zero, né? Quando estamos em cima de um Centro Planetário. Tem que começar do zero porque daqui nada serve. Aqui tudo é o comum. E aí que está a nossa intenção, a nossa habilidade, a nossa maturidade, as nossas escolhas, e aí você vai lidando com tudo isso, vai lidando.

Você não pode estar uma pessoa correta e ideal da noite pro dia, porque são encarnações de erros, são encarnações de coisas fora da lei.

Então aquilo tem que ter o seu ritmo. Mas nós não podemos perder esse sentido. Então, mesmo que eu tenha consciência que isto aqui está irradiando alguma coisa que não serve – porque não serve -, e eu estou usando isto aqui, eu tenho que ter consciência de que eu estou usando uma coisa que não serve. Então eu tenho que, dentro de mim, fazer algo que pelo menos equilibre isto.

Eu tenho que ir tomando posições que equilibrem tudo isto que está acontecendo em parte porque deve acontecer; porque eu devo ter feito algo pra estar vivendo aqui desse jeito. Não estou aqui como vítima.

Se eu estou usando celular, se eu estou usando isto e outras coisas, estou usando sapato de couro, se eu estou fazendo tudo isso, é porque eu plantei isso tudo. E estou colhendo.

Então agora você vai viver isto até você chegar a um certo nível de equilíbrio para depois mudar de atividade. Mas aí você precisa estar equilibrando as coisas; equilibrando sempre com o 4º Raio – na sua frente, porque ele que é o Raio Harmonioso, é o Raio que está aqui para fazer harmonia através de conflito. 


Conversas especiais – 48                                                    
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011

Chamados para reflexão



Aceita ir sem saber se voltará
Aqui vocês vão ter que pensar. Porque isso pode evocar em vocês muitas coisas. Então fica uma reflexão para o dia de hoje.
Aceita retornar sem trazer cargas desnecessárias
Onde nós vamos nós recolhemos coisas, atraímos coisas. Tem pessoas que chegam cheias de pacotes mas tem pessoas que chegam cheias de outros pacotes que não são físicos que recolheram lá fora e trouxeram tudo para dentro de casa.
Aceita ir sem saber se voltará
Aceita retornar sem trazer cargas desnecessárias
Veja como teremos que estar atentos pois basta que você se locomova que colha um pensamento que estava por ali perambulando, aquele pensamento fica na sua mente e você volta pra sua casa, você trouxe para sua casa uma coisa desnecessária. (...) Esses impulsos mexem com pontos que a gente nem atina, mas são pontos que devem ser resolvidos e trabalhados em nós.
Molda-se diante da necessidade para suprí-la sem demora
Nós estamos diante de uma necessidade e ali temos que nos moldar um pouco porque aquela necessidade que estamos percebendo, a necessidade que estamos observando nos modifica um pouco. Só que aquilo deve nos modificar no sentido de nós podemos suprir aquela necessidade e não por outros motivos. Você pode estar em contato com uma necessidade e ela te abalar muito, ela fazer com que você fique desarmonizado de tê-la visto. Não, você está diante de uma coisa você tem que se trabalhar naquele momento no sentido de transformar aquilo se for preciso.
Olhe só esses três itens quanto trabalho teremos aqui não? Mas essas coisas precisam ficar na nossa consciência e nós irmos não nos esquecendo delas, procurando nos lembrar. E às vezes tem que repetir, às vezes tem que ouvir denovo, tem que ler de novo, sempre no sentido de estar se transformando para você se moldar ao ponto de poder suprir aquelas coisas. Então se você encontra uma coisa e diz "Olha quanta necessidade tem aqui". Sim, você observou, e daí o que você fez? Você viu aquilo, você viu algo que pode te levar à muita transformação. Se você se transforma, você já vai poder lidar com aquilo diferente ou vai poder até fazer com que aquilo não exista mais porque você se transformou e não precisa mais estar diante daquela necessidade. Necessidade vem para mudar alguma coisa. Se você olha, observa e se molda logo, não há mais razão daquilo existir.


Buscando a Verdade
Trigueirinho
Palestra proferida em 27/Jul/2011

Formação interna através da mudanças de hábitos e costumes

(...) nós temos uma lembrança que nos diz que nós teríamos que mudar nossos hábitos e nossos costumes, isto é, tudo que é hábito, tudo que é costume, trata-se de mudar. 


Mudar não quer dizer eliminar aquilo pois às vezes aquilo faz parte de um processo nosso. Mas mudar de ponto naquilo. Se nós temos um hábito, se temos um costume, observemos aquilo e digamos "eu preciso mudar de ponto aqui". Se aquele hábito ou costume não pode ser eliminado, pelo menos que ele seja transformado até que a gente chegue num ponto que a gente esteja mais liberto dele. Assim vamos nos transformando e transformando nossa vida no geral porque um hábito/costume determina muitas coisas em nossa vida. Nós, por estarmos habituados ou acostumados a certas coisas, às vezes nos cristalizamos em algum ponto e ali poderia estar acontecendo outra coisa em determinado momento, mas nossos hábitos/costumes impedem que aquilo aconteça. 


No nosso processo de formação interna teríamos examinar muito isso. Os instrutores insistem que nós não criemos hábitos. Mesmo a oração diária ou a oração cíclica nós teríamos muito cuidado para vivermos aquilo mas sem criar um hábito que nos leve à fazer aquilo mecanicamente. Eu posso fazer um ciclo de oração ou posso orar todos dias, mas saber separar isto de ter criado um hábito, de ter criado um condicionamento, porque não se trata de eu ficar condicionado por fazer oração, se trata de eu orar realmente não porque estou condicionado. Cada vez que eu vou começar a orar, não vou fazer pois meus corpos já se habituaram a orar naquele momento, naquele dia, não é para isso que estou orando. Não estou querendo me habituar a nada, me condicionar a nada, pelo contrário. Embora eu faça um ciclo de orações ou embora eu ore todos os dias, cada vez que eu vou fazer aquilo é como se fosse pela primeira vez. É como se eu nunca tivesse feito e ali fosse me colocar completamente nu diante daquilo. Ali eu vou começar uma coisa. Não importa que eu já tenha feito nove dias o trabalho. Ali é como se fosse a primeira vez. 


Nós teríamos que nos trabalhar nesse sentido e isso faz parte da mudança de hábitos e de costumes, a gente não ficar ali porque se habituou a fazer naquele horário. Aquilo ficou mecânico, não te renova. Cada dia deve ser a primeira vez. Cada dia é a possibilidade de você fazer descobertas. Pois você está repetindo alguma coisa que pode ser um mantra, está repetindo algo que está coligado com um profundo processo de transformação, mas se aquilo se tornou um hábito não está fazendo nada em você, está só te disciplinando, te acalmando os corpos, levando seus corpos a ficarem ali numa certa posição, em uma certa reverência. É um hábito. Mas a oração vai muito além disso. Quando falamos em um ciclo de orações não estamos a ficar condicionado a fazer uma oração naquele ciclo e fazer aquilo mecanicamente pois vai acabar mecânico aquilo e não serve para nada.


É preciso que a gente reflita sobre isso e que se observe. Não só refletir, pois a gente reflete, compreende mas precisa refletir e fazer, refletir e mudar. Ai é que está o valor.




Buscando a Verdade
Trigueirinho
Palestra proferida em 27/Jul/2011
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.php?cod=12221

Uso dos Raios na transformação de crianças sem disciplina



Nós podemos dizer que tipo de raio se pode trabalhar com uma criança que é desordenada e que não tem disciplina?

Bom, existe o Raio da Harmonia. Existe o 4º Raio, que está presente em uma música. Em vez de estar com a televisão ligada, em vez de estar falando coisas inúteis, você coloque lá na sua casa uma música harmoniosa, introduza o 4º Raio lá. Você introduza a música harmoniosa e você estará usando o 4º Raio lá com a criança – e o 4º Raio é que estará fazendo o trabalho. O 4º Raio está aí para isto: manifestar a harmonia.

Então, você ponha uma música, tenha um pensamento harmonioso, fale coisas harmoniosas, harmonize a sua fala e aí você estará introduzindo o 4º Raio ali. E um Raio atrai os outros.

Se você tem uma criança nessas condições, use o segundo. Use o amor para fazer isto. Coloque a música com amor. Não coloque a música mecanicamente, como se você fosse um aparelho de som. Você coloca a música com amor – aí já tem dois raios: o 4º e o 2º. Aí você percebe a hora de desligar a música, a hora de abaixar, a hora de “levantar”, aí você já tem o 3º Raio. Então você já tem o 2º, o 3º e o 4º trabalhando ali. E essa criança tem que mudar, porque já tem 3 Raios trabalhando ali. E você vai ver a criança se transformar. Mas você precisa estar disposta a servir. Estar disposta a estar ali em função de servir isto.


Conversas especiais – 48
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011
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