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Sentimentos
Independentemente do que acontece fora, podemos aprender a tomar a responsabilidade pelo que sentimos e deixar de culpar os outros. Ao invés de ficarmos irritados, feridos ou com raiva diante da preguiça, desonestidade ou atraso dos outros, podemos optar por permanecer estáveis em resposta ao comportamento das pessoas.
Mesmo se algo aconteceu no passado, não deveríamos culpar o passado pelos sentimentos que temos hoje. Nossos sentimentos hoje são nossa responsabilidade e escolha. Tudo que acontece externamente é um estímulo - experiências passadas, situações presentes, movimentos planetários. Seja qual for o estímulo, a resposta é criada por nós mesmos.
Mas eu, a alma, já sou paz, amor, contentamento. Nada do que está fora precisa ser perfeito para que possamos experimentar nossas próprias qualidades. Já as temos.
BK Shivani
Ajudar Pessoas e a Vida: Como Fazê-lo de Forma Definitiva?
De que maneira podemos ajudar as pessoas
ou a vida de uma maneira geral?
Segundo consta, existem várias maneiras de fazer isto. Por exemplo, pode-se ajudar as pessoas a “serem felizes” como mostrado aqui, ou seja, “Seja feliz fazendo com que os outros sejam felizes”. Em geral, esta idéia é apresentada dizendo que nossos sonhos de felicidade se realizarão se ajudarmos os outros a realizarem os seus sonhos.
Segundo consta, existem várias maneiras de fazer isto. Por exemplo, pode-se ajudar as pessoas a “serem felizes” como mostrado aqui, ou seja, “Seja feliz fazendo com que os outros sejam felizes”. Em geral, esta idéia é apresentada dizendo que nossos sonhos de felicidade se realizarão se ajudarmos os outros a realizarem os seus sonhos.
Mais claramente, nestas palavras esconde-se a preocupação e o medo
da não realização dos sonhos, o que condiciona o ato da ajuda, na
crença de que a obtenção do que se sonha realmente trará a felicidade.
No entanto, isto não acontece, pois a felicidade individual não depende
de nada que é externo. Ela, por si só, é o caminho e não o fim.
Outro
exemplo é a da ajuda emotiva e comovente a catástrofes naturais e
acontecimentos assemelhados. Neste caso a sensação de incômodo por trás
destes, criam ajudas humanitárias que muitas vezes escondem sentimento
de culpa, uma vez que a própria sociedade em seus princípios e valores
dizimou e tem dizimado muito mais vidas que qualquer catástrofe natural.
Para
isto, basta compreender o verdadeiro significado das guerras e da
miséria, como também seus reais motivos. Em geral, a idéia por trás
deste tipo de ajuda é a de “sinto-me feliz e bondoso por ter ajudado
pessoas”. Estes sentimentos levam uma forma de alívio a um sentimento de
incômodo interior pela percepção de uma situação desagradável que não
se deseja a si ou a qualquer ente querido.
Então,
mais uma vez, o sentimento de medo por trás deste incômodo gera o ato
da ajuda, tornando-nos condicionados a ele. Este condicionamento nos
aprisiona e nos torna facilmente manipuláveis. O medo, de certa forma,
está presente
nestes atos, o que precisa ser revisto com cuidado para que realmente
se possa ajudar mais positivamente a vida de uma maneira geral, neste
mundo.
Isto
não quer dizer que não se deva ajudar pessoas ou vidas que venham a
precisar, mas sim, dizer que qualquer que seja a ajuda realizada por
condicionamento, ela não contribui para consciência de quem realmente se
é, ou auto-conhecimento, para que se desencadeie a transformação para
um mundo melhor.
Ao
contrário, esta ajuda que trabalha num jogo de sentimentos que resulta
de ação e reação não busca uma consciência, visão e uma verdadeira
compreensão dos acontecimentos do mundo. Ela não traz a compreensão
individual de quem se é, para, a partir daí, entender e compreender a natureza e toda a vida existente num sentido mais amplo.
É
por isso que as guerras e a miséria acontecem, tirando a vida de
milhares de seres, sendo que as pessoas preferem não pensar sobre estes
acontecimentos.
É
por isso que se acha uma atitude desumana os maus tratos a um animal de
estimação, quando “admite-se como normal”, a morte, maus tratos,
subjugação e toda a violência gerada a outros animais sencientes de
vidas como as nossas, por interesses individuais do ser humano.
É
neste aspecto que qualquer forma de ajuda condicionada pelo medo jamais
trará consciência da verdadeira importância da vida no sentido geral,
para que, assim, este ato tenha uma abrangência maior a todos os seres
do mundo de maneira a dizimar toda e qualquer forma de violência que
tanto sofrimento tem causado.
Baseado nisto sobre ajudar pense o seguinte:
Não
se deixe levar por emoções e comoções generalizadas ou massificadas que
sejam promovidas por meios de comunicação, ou instituições parecidas,
que nitidamente tentam explorar a fraqueza presente em nossos medos para
manipular e conseguir realizar seus próprios interesses. Perceba que
não é a emoção que identifica a verdadeira necessidade da ajuda, mas
sim, a compreensão e a consciência do valor da vida e da natureza em
toda sua forma.
Deste
jeito, a ajuda tem um sentido verdadeiro de amor que não faz perder a
visão sobre os problemas e causas que ocorrem neste presente momento, no
mundo.
Lembre-se
que a melhor forma de ajuda que podemos dar às pessoas é aquela que
pode levá-las a paz e a serenidade para uma melhor compreensão de si
mesmas, e assim, promover suas próprias evoluções naturais como seres
vivos.
A
ajuda material tem sua importância e é algo pode de ser feito de
maneira natural sem que se perca a compreensão e consciência de todas as
realidades que provocam dor e sofrimento no mundo. Ou seja, a mudança
para um mundo melhor não depende apenas da ajuda material que sempre tem
um caráter provisório, mas, antes de mais nada, da visão aberta para o
mundo presente com todos seus problemas, sabendo que a solução começa na
mudança individual de cada um pelo reconhecimento de seu próprio ser. A
consciência trazida pela manifestação natural de quem se é provoca
mudanças individuais que levam em conta o verdadeiro valor da vida e da
natureza, promovendo a paz e o amor entre todos os seres.
Enfim,
não deixe o medo comandar a atitude da ajuda. Perceba a existência
dele. Ao ser tomado pelas emoções trazidas por estes acontecimentos
tristes, observe-se atentamente sem julgamento ou qualquer forma de
pensamento. Apenas se observe e nada mais. Num dado momento ele vai
cessar. Ao fazer isto, você está se conectando ao seu interior e a algo
profundo em você. Longe do condicionamento da presença do medo,
verifique se o que aconteceu podia ser evitado.
Se
sim, pergunte-se quais as mudanças pode realizar em você mesmo para
colaborar com o fim destes acontecimentos. Vá mais longe e questione-se
sobre outras formas de acontecimentos deste tipo no presente momento que
causam dores e sofrimentos às varias formas de vidas sencientes no
mundo. E novamente verifique quais as mudanças que pode efetuar em você
mesmo para colaborar com o fim destes acontecimentos.
Estas
mudanças são o tesouro e verdadeira ajuda para um mundo melhor. Nelas
há impregnado um princípio de consciência que não pode ser manipulado,
pois ele é fruto da verdadeira liberdade
de pensar que vem do interior. A ajuda que vem destas mudanças são
verdadeiramente significativas e definitivas. Consciente de tudo isso,
caso queira, verifique que tipo de ajuda material pode realizar nesta
situação.
Neste
momento esta ajuda não tem mais o caráter condicionado por sentimentos,
mas sim, o de um ato que vem da consciência da necessidade, sofrimento
ou dor do outro que no fundo significa parte da natureza e de nós
mesmos. Esta mesma consciência estará presente em nossas vidas em todo
momento para olharmos as coisas e buscarmos mudanças interior, que cada
vez mais proporcione uma forma de ajuda definitiva para eliminar com toda forma de sofrimento e violência existente no mundo.
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