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Como ajudar o próximo


Ajudar os outros aliviando suas necessidades físicas é muito importante, porém o auxílio é tanto maior quanto maior é a necessidade e duradouro o auxílio. Se as necessidades de um homem podem ser aliviadas durante uma hora, devemos ajudá-lo; se podem ser remediadas por um ano, o auxílio será maior; porém se for eliminado para sempre, este será, sem dúvida, o melhor auxílio que lhes será prestado.

O conhecimento espiritual é o único que pode destruir nossas misérias para sempre; os demais só satisfazem as necessidades por algum tempo. O conhecimento do espírito é o único que consegue destruir para sempre o desejo; assim, o auxílio espiritual é o mais elevado auxílio que se pode oferecer ao homem.

Quem dá conhecimento espiritual é o maior benfeitor do gênero humano, e por isto vemos que foram sempre os homens de maior poder que auxiliaram a humanidade em suas necessidades espirituais, porque a espiritualidade é a verdadeira base de nossa vida.

Swami Vivekananda
Karma Yoga

Relação com os Outros


AJUDARMO-NOS

Muitas vezes queremos ajudar o outro. Temos a tentação de consertar o problema dos outros. 
Até entendermos que ninguém precisa ser salvo do seu caminho, não podemos ajudar mutuamente. Ou ainda, em vez de nos ajudarmos, é melhor acompanharmo-nos nossos processos de mudança. Cada um tem suas lições para aprender e cada um deve salvar-se a si mesmo. Quando alguém lhe oferece ajuda, é fácil se agarrar a ele ou ela e acreditar que o salvará de suas dificuldades. Porém, ninguém pode salvá-lo. É você que tem que dar o passo.

Se você quiser iluminar o caminho de alguém, aumenta sua própria luz.

Muitas vezes basta estar presente e escutar se o outro precisa, mas não faça nada, não comece a dar conselhos. Acompanhe com sua presença, com o seu silêncio e com o seu abraço. Assim você o faz de espelho, para que ele veja a si mesmo. A solução está dentro dele. O que tiver que transformar, melhorar ou aplicar na vida dele, ele o fará quando chegar o momento. Não devemos forçar.
Lembre-se de que segundo Freud, o que mais no incomoda nos outros é, na verdade, um reflexo oculto de nós mesmos. É a projeção nos outros de aspectos que nos incomodam da nossa própria personalidade, mas que não reconhecemos como nossos de uma maneira consciente. Nesses casos, ajudar o outro é uma forma de fugir dessas características nossas.
Às vezes, não podemos tolerar ver o outro sofrer e querer evitar que ele sofra. De vez em quando o sofrimento é necessário para limpar-se, para reconhecer, para querer mudar e transformar. Não conhecemos as razões profundas do sofrimento do outro.

O EXPERIMENTO DAS MARIPOSAS
Em certa ocasião foi feita uma experiência com mariposas. Para sair do casulo elas devem fazer um enorme esforço, parece que quase sentem uma dor e sofrem para conseguir furar o casulo. Então um pesquisador cortou com muito cuidado o casulo para ajudar a mariposa a sair dali sem sofrer. Vez e outra, as mariposas às quais ele havia facilitado a saída com esse método, morriam.

A descoberta foi que a mariposa, com o esforço que faz para sair do casulo, movimenta os líquidos do seu corpo até as asas, o que as fortalece, lhes dá vitalidade e assim poderá usá-las e voar. Mas, se ajudarmos a sair sem esforço, ela morre, pois fica inválida. Devemos ter cuidado para, ao ajudar alguém para que não sofra, não o tornarmos inválido.


Mirian Subirana
Criatividade para Reinventar Sua Vida: mudanças, intuição e alquimia espiritual

Como saber se estamos na tarefa certa?

Quando o que estamos fazendo faz bem para os outros, estamos na tarefa certa naquele momento.

A tarefa certa não é aquela que nós gostamos de fazer. E nem aquela que estamos fazendo com muito prazer e com muita alegria. A tarefa certa é aquela necessária para os outros. E nós somos colocados ali porque naquele momento nós somos os mais indicados, por diferentes circunstâncias (que nem sempre são nossas, por nossa causa).

Como a gente sabe que está fazendo bem para o outro? 


A energia indica isso. A energia vitaliza o trabalho, você percebe que estão acontecendo evoluções e que à medida que cumpre a tarefa, está havendo transformações em você.

Trigueirinho
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.php?cod=3399

Ajudar Pessoas e a Vida: Como Fazê-lo de Forma Definitiva?



De que maneira podemos ajudar as pessoas ou a vida de uma maneira geral? 

Segundo consta, existem várias maneiras de fazer isto. Por exemplo, pode-se ajudar as pessoas a “serem felizes” como mostrado aqui, ou seja, “Seja feliz fazendo com que os outros sejam felizes”. Em geral, esta idéia é apresentada dizendo que nossos sonhos de felicidade se realizarão se ajudarmos os outros a realizarem os seus sonhos.

Mais claramente, nestas palavras esconde-se a preocupação e o medo da não realização dos sonhos, o que condiciona o ato da ajuda, na crença de que a obtenção do que se sonha realmente trará a felicidade. No entanto, isto não acontece, pois a felicidade individual não depende de nada que é externo. Ela, por si só, é o caminho e não o fim.

Outro exemplo é a da ajuda emotiva e comovente a catástrofes naturais e acontecimentos assemelhados. Neste caso a sensação de incômodo por trás destes, criam ajudas humanitárias que muitas vezes escondem sentimento de culpa, uma vez que a própria sociedade em seus princípios e valores dizimou e tem dizimado muito mais vidas que qualquer catástrofe natural.

Para isto, basta compreender o verdadeiro significado das guerras e da miséria, como também seus reais motivos. Em geral, a idéia por trás deste tipo de ajuda é a de “sinto-me feliz e bondoso por ter ajudado pessoas”. Estes sentimentos levam uma forma de alívio a um sentimento de incômodo interior pela percepção de uma situação desagradável que não se deseja a si ou a qualquer ente querido.

Então, mais uma vez, o sentimento de medo por trás deste incômodo gera o ato da ajuda, tornando-nos condicionados a ele. Este condicionamento nos aprisiona e nos torna facilmente manipuláveis. O medo, de certa forma, está presente nestes atos, o que precisa ser revisto com cuidado para que realmente se possa ajudar mais positivamente a vida de uma maneira geral, neste mundo.

Isto não quer dizer que não se deva ajudar pessoas ou vidas que venham a precisar, mas sim, dizer que qualquer que seja a ajuda realizada por condicionamento, ela não contribui para consciência de quem realmente se é, ou auto-conhecimento, para que se desencadeie a transformação para um mundo melhor.

Ao contrário, esta ajuda que trabalha num jogo de sentimentos que resulta de ação e reação não busca uma consciência, visão e uma verdadeira compreensão dos acontecimentos do mundo. Ela não traz a compreensão individual de quem se é, para, a partir daí, entender e compreender a natureza e toda a vida existente num sentido mais amplo.

É por isso que as guerras e a miséria acontecem, tirando a vida de milhares de seres, sendo que as pessoas preferem não pensar sobre estes acontecimentos.

É por isso que se acha uma atitude desumana os maus tratos a um animal de estimação, quando “admite-se como normal”, a morte, maus tratos, subjugação e toda a violência gerada a outros animais sencientes de vidas como as nossas, por interesses individuais do ser humano.

É neste aspecto que qualquer forma de ajuda condicionada pelo medo jamais trará consciência da verdadeira importância da vida no sentido geral, para que, assim, este ato tenha uma abrangência maior a todos os seres do mundo de maneira a dizimar toda e qualquer forma de violência que tanto sofrimento tem causado.

Baseado nisto sobre ajudar pense o seguinte:

Não se deixe levar por emoções e comoções generalizadas ou massificadas que sejam promovidas por meios de comunicação, ou instituições parecidas, que nitidamente tentam explorar a fraqueza presente em nossos medos para manipular e conseguir realizar seus próprios interesses. Perceba que não é a emoção que identifica a verdadeira necessidade da ajuda, mas sim, a compreensão e a consciência do valor da vida e da natureza em toda sua forma.

Deste jeito, a ajuda tem um sentido verdadeiro de amor que não faz perder a visão sobre os problemas e causas que ocorrem neste presente momento, no mundo.

Lembre-se que a melhor forma de ajuda que podemos dar às pessoas é aquela que pode levá-las a paz e a serenidade para uma melhor compreensão de si mesmas, e assim, promover suas próprias evoluções naturais como seres vivos.

A ajuda material tem sua importância e é algo pode de ser feito de maneira natural sem que se perca a compreensão e consciência de todas as realidades que provocam dor e sofrimento no mundo. Ou seja, a mudança para um mundo melhor não depende apenas da ajuda material que sempre tem um caráter provisório, mas, antes de mais nada, da visão aberta para o mundo presente com todos seus problemas, sabendo que a solução começa na mudança individual de cada um pelo reconhecimento de seu próprio ser. A consciência trazida pela manifestação natural de quem se é provoca mudanças individuais que levam em conta o verdadeiro valor da vida e da natureza, promovendo a paz e o amor entre todos os seres.

Enfim, não deixe o medo comandar a atitude da ajuda. Perceba a existência dele. Ao ser tomado pelas emoções trazidas por estes acontecimentos tristes, observe-se atentamente sem julgamento ou qualquer forma de pensamento. Apenas se observe e nada mais. Num dado momento ele vai cessar. Ao fazer isto, você está se conectando ao seu interior e a algo profundo em você. Longe do condicionamento da presença do medo, verifique se o que aconteceu podia ser evitado.

Se sim, pergunte-se quais as mudanças pode realizar em você mesmo para colaborar com o fim destes acontecimentos. Vá mais longe e questione-se sobre outras formas de acontecimentos deste tipo no presente momento que causam dores e sofrimentos às varias formas de vidas sencientes no mundo. E novamente verifique quais as mudanças que pode efetuar em você mesmo para colaborar com o fim destes acontecimentos.

Estas mudanças são o tesouro e verdadeira ajuda para um mundo melhor. Nelas há impregnado um princípio de consciência que não pode ser manipulado, pois ele é fruto da verdadeira liberdade de pensar que vem do interior. A ajuda que vem destas mudanças são verdadeiramente significativas e definitivas. Consciente de tudo isso, caso queira, verifique que tipo de ajuda material pode realizar nesta situação.

Neste momento esta ajuda não tem mais o caráter condicionado por sentimentos, mas sim, o de um ato que vem da consciência da necessidade, sofrimento ou dor do outro que no fundo significa parte da natureza e de nós mesmos. Esta mesma consciência estará presente em nossas vidas em todo momento para olharmos as coisas e buscarmos mudanças interior, que cada vez mais proporcione uma forma de ajuda definitiva para eliminar com toda forma de sofrimento e violência existente no mundo.

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