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Conhecimentos essenciais


Teoricamente, o “conhecido” seria para nós o corpo físico, a parte mais visível do homem, mas... realmente conhecemos nosso corpo? 

Como bem afirma o investigador I. K. Taimni:

“Muitas pessoas educadas e sensatas não conhecem nem sequer os fatos mais elementares acerca de seu corpo, e se lhes pergunta em que lado fica o fígado, não conseguem responder. Podem dar informação correta sobre a constituição do Sol e dos elementos presentes nele; sabem tudo o que se refere ao motor de um automóvel, mas ignoram o que se refere ao corpo físico com o qual tem de trabalhar durante toda sua existência nesta terra. Este é um comentário triste sobre nosso sistema educacional que nos entope a cabeça com todo tipo de conhecimentos inúteis sobre o não essencial, e descuida quase por completo das coisas que mais importam na vida”. 

O Ser Humano 
Monografia 2 
Opus Philosophicae Initiationis

Corpo físico, um instrumento


O nosso dever é, indubitavelmente, submeter o corpo a uma certa preparação, visto que ele constitui um instrumento indispensável para nos orientarmos em direção ao verdadeiro Caminho.

Devemos compreender, antes de mais nada, que nós não fomos feitos para o corpo, mas sim o corpo para nós; devemos utilizar-nos dele, mas não devemos, de modo nenhum, prestar-nos a servi-lo.

O corpo é um instrumento que tem de ser purificado, aperfeiçoado, moldado numa forma própria e constituído pelos elementos mais aptos a torná-lo o instrumento dos mais sublimes desígnios do homem no plano físico. Tudo quanto se fizer com esse objetivo em vista, deve ser alvo de maior interesse e incitamento.

A própria natureza do corpo físico faz dele uma coisa fácil de se transformar num servo ou num instrumento. Possui certas particularidades que nos ajuda a desenvolvê-lo, a guiá-lo e a amoldá-lo, segundo o nosso desejo. Uma dessas particularidades consiste na sua prontidão em seguir uma certa linha de conduta, logo que a ela tenha sido habituado, trabalhando para isso com o mesmo afã e o mesmo gosto com que antes se dedicara a outra tarefa muito diferente. Se o corpo adquiriu qualquer mau hábito, oporá indubitavelmente uma resistência tenaz a todas as tentativas para modificar esse hábito; porém, se o forçarmos a ceder, se for vencido o obstáculo com que nos embarga o caminho, se o homem obrigar a agir segundo o seu desejo, não tardará muito que o corpo se conforme espontaneamente a um novo hábito que o homem lhe imponha, enveredando para bom o caminho com a mesma complacência com que enveredara para o mau.

Excertos de O Homem e seus Corpos
Annie Besant

MEDITAÇÃO: priorizando e mantendo a atenção em tudo que fazemos



(...) Sendo a meditação um ato de plena atenção, o que inicialmente devemos conscientizar e depois buscar praticar é que não podemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e, sendo assim, temos que, a todo instante aprender a priorizar, escolher e, após cada priorização e escolha, nos envolver por completo em cada ação em que estejamos comprometidos, sejam elas pessoais, profissionais, no cumprimento de nossos deveres como cidadão, ser humano, ou até como seres espirituais, se assim acreditamos, e com esse proceder estaremos na medida de nosso gradativo treino melhorando nossos desempenhos e assim também nossa contribuição nas mais diversas áreas da vida e pelas quais tanto nos cobramos e nos pressionamos, roubando-nos a paz.

Para que esse estado seja alcançado, já que não podemos dizer que sejamos de forma natural plenamente atentos, devemos aprender e educar-nos, se julgarmos que tal prática possa nos parecer benéfica.

Sentamos de forma correta, respiramos naturalmente, sem esforço e só com isso já relaxamos o corpo físico e diminuímos muitas tensões. Já aqui mais facilmente conseguimos concentrar e orientar nosso pensar. Até aqui também podemos dizer que fizemos uma seqüência de priorizações e escolhas. Escolhemos meditar, escolhemos estar atentos a cada movimento de sentar, respirar, concentrar. Esta sequência repetidas vezes como todo processo de educação vai inicialmente ser feita no ato de meditar, até que aos poucos é levada naturalmente para todos os nossos atos e aí sim podemos dizer que nossas atitudes são cada vez mais plenas, seguras, gerando então satisfação e distanciando-nos dos estados de conflito, dos estados em que, ao contrario, nos dividimos a todo instante, dispersamos a atenção e força de ação e, conseqüentemente, geramos desgaste, cansaço.

Podemos dizer, finalizando, que meditar é o ato de unificar nosso corpo, emoções e pensar, comprometendo-os ao mesmo instante, direcionadamente a cada ato, criando melhores resultados, e portanto, satisfação e plenitude.


Telma Jábali Barretto
http://www.rajayoga.com.br/artigos.php?id=33

Corpo físico



(...) Corpo físico (...) não consiste apenas de sua parte densa, visível e palpável, mas também de uma parte etérica, que está para a parte densa assim como o forro está para o paletó.

Do ajuste da parte etérica com a densa e da harmonia de suas relações dependerá a boa ou má saúde física, a resistência do organismo e a sensibilidade de seu sistema nervoso.

Daí toda uma técnica para a disciplinação dos órgãos físicos, o refinamento dos hábitos físicos e o seu alinhamento com os corpos internos. 


Annie Besant
O Homem e Seus Corpos
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