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Percepção e Liberdade


Tudo que parece nos prender e nos iludir vem da nossa própria percepção equivocada.

A mente construiu sua própria prisão e sua própria teia de enganos. Portanto, assim que a verdadeira natureza da mente é realizada, ela é vista como tendo estado sempre essencialmente livre; naquele instante, ela se libera por seu próprio poder.


Francisca Fremantle 
VAZIO LUMINOSO  
http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=1170

Mente desperta


A possibilidade de um homem mudar a si mesmo,
se aperfeiçoar, se recriar, controlar o ambiente e dominar o próprio destino
é a conclusão a que chega toda mente que esteja bem desperta para
o poder do pensamento correto em ação construtiva.

Larsen

Mente treinada

As possibilidades de treinar o pensamento são infinitas; suas consequências são eternas.

No entanto, poucos se dão ao trabalho de dirigir o pensamento para canais que lhes tragam benefícios. Em vez disso, deixam tudo ao acaso.

Marden

Rompa completamente com o passado e veja o que acontece

Alejandra Caballero 

Penso que é essencial algumas vezes entrar em retiro, parar com tudo que você tem feito, parar com suas crenças e experiências completamente e olhar para elas de novo. 

Não continuar repetindo como máquinas se você crê ou não. Vocês deveriam deixar o ar fresco entrar em suas mentes. Não deveriam? Isso significa que você deve estar inseguro, não deve? Se você pudesse fazer isso, estaria aberto para os mistérios da natureza e para as coisas que sussurram a nossa volta, que de outro modo você não alcançaria; alcançaria o deus que está esperando para chegar, a verdade que não pode ser convocada, mas chega por si mesma. 

Mas não estamos abertos para o amor, e outros processos mais sutis que estão acontecendo dentro de nós, porque estamos todos muito enclausurados em nossos próprios desejos. Certamente, é bom se retirar de tudo isso. Deixar de ser membro de alguma sociedade. Deixar de ser brâmane, hindu, cristão, muçulmano. Deixar sua adoração, rituais, retirar-se completamente de tudo isto e ver o que acontece. 

Num retiro, não mergulhe em alguma outra coisa, não pegue algum livro e fique absorto em novo conhecimento e novas aquisições. Rompa completamente com o passado e veja o que acontece, e vocês verão deleite. Verão vastas amplitudes. Quando seu coração está aberto, então a realidade pode chegar. Então os sussurros de seus próprios preconceitos, seus próprios ruídos não são ouvidos. 

Por isso é bom fazer um retiro, sair e interromper a rotina, não apenas a rotina da existência exterior, mas a rotina que a mente estabelece para sua própria segurança e conveniência. Tentem senhores, aqueles que têm a oportunidade.

J. Krishnamurti
http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20120802.php?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JKOnline_DailyQuotes_PT+%28JKOnline+RSS+PT%29

Pode haver uma mente feliz?

Artavazd Talalyan


(...)


Maharaj: O que você considera estar errado com sua mente? 

Q: É inquieta, ávida pelo agradável e tem medo do desagradável.

M: O que está errado com a sua busca do agradável e fugir ao desagradável? Entre os bancos de dor e prazer o rio da vida flui. É só quando a mente se recusa a fluir com a vida, e fica presa nos bancos, que se torna um problema. Ao fluir com a vida eu quero dizer aceitação - deixar vir o que vem e ir o que vai. Não desejar, não temer, observar o real, como e quando isso acontece, pois você não é o que acontece, você é a quem isso acontece. Em última análise, até mesmo o observador você não é. Você é a potencialidade máxima de que a consciência toda abrange, é a manifestação e a expressão.

(...)

Q: Nossa questão é: pode haver uma mente feliz?

M: O desejo é a memória do prazer e o medo é a memória da dor. Ambos fazem a mente inquieta. Momentos de prazer são apenas lacunas no fluxo de dor. Como pode a mente ser feliz? 

Q: Isso é verdade quando desejamos prazer ou esperamos a dor. Mas há momentos de alegria inesperada, imprevista. Alegria pura, não contaminada pelo desejo - não procurada, imerecida, dada por Deus.

M: Ainda assim, a alegria é só alegria contra um fundo de dor.


I'm That - Dialogues of Sri Nisargadatta Maharaj 
The Living Present

Sua mente é como um gramofone repetindo uma canção que você ouviu



(...) Você vai ao escritório, faz seu trabalho, e volta, seguindo dia a dia o mesmo antigo padrão; e não quer nenhuma perturbação desse padrão o que significa que você está superficialmente satisfeito. 

Quando é perturbado superficialmente, busca mais satisfação, assim sua vida permanece no nível superficial. 

Embora você possa meditar, ler as escrituras, pensar em Deus, é tudo na superfície. Sua mente é como um gramofone repetindo uma canção que você ouviu. Não é nem mesmo sua canção, é a canção de outro; e pode nem haver “sua canção”, mas apenas “a canção”. 

Assim, é muito importante compreender não só o consciente, mas também a mente inconsciente. A mente inconsciente é muito mais poderosa, muito mais insistente, muito mais diretiva e conservadora do que a mente consciente; porque o consciente é simplesmente a mente educada que se ajustou ao meio ambiente. 

(...) Se posso sugerir, olhem suas próprias mentes; não ouçam apenas as minhas palavras, mas através de minhas palavras, observe a operação de seu próprio pensar e descubra você mesmo. Estou descrevendo o quadro, mas é seu quadro, não meu. 

Se você realmente olhar para si mesmo, verá uma mudança radical acontecendo apesar de sua mente consciente. É como uma semente que, sendo lançada em solo fértil, rompe pela terra e brota. Então, posso eu respeitosa e persistentemente pedir que você ouça de modo que pela atividade de ouvir, descubra os fatos reais, a verdade sobre você mesmo. A descoberta dessa verdade vai libertar a mente. 

J. Krishnamurti
Collected Works, Volume IX. Colombo 3rd Public Talk 20th January 1957
http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20120526.php?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+JKOnline_DailyQuotes_PT+%28JKOnline+RSS+PT%29

Autotransformação

O padrão da vida é a frustração: ele lança uma sombra sobre o nosso lazer e o nosso trabalho. Embora nossa vida possa parecer feliz na superfície, talvez uma sensação de profunda insatisfatoriedade ou de incompletude persista abaixo desta superfície; uma sensação para a qual não conseguimos encontrar uma causa definida.  Todavia, quando refletimos, vemos que esta sensação vem do fato de sabermos que não estamos usando nossa vida de modo tão produtivo quanto poderíamos.

É tão fácil adiar aquilo que sabemos ser importante ou mesmo significativo para as nossas vidas. Mas esperar pelo futuro é como esperar por um ônibus que nunca vem. A menos que comecemos logo a fazer o que sentimos ser importante, não vamos chegar a parte alguma. Colocarmo-nos em ação, porém, não é uma tarefa fácil, porque significa assumirmos o comando das nossas vidas e aprendermos a ser honestos com nós mesmos, de uma forma a que não estamos acostumados.
Sem que percebêssemos, desenvolvemos padrões de comportamento que vieram a adquirir força própria. 
Mais tarde, notamos, com surpresa, que esta força, num sentido real, assumiu a direção de nossa vida de uma forma quase que automática,  e notamos que nos permitimos perder o controle sobre os rumos da nossa vida.  Nossas oportunidades nos escapam, e este escapar forma um padrão; o resto de nossa vida pode consistir simplesmente em viver segundo padrões que não tem nenhum propósito real.

Essa perda de controle ocorre de formas sutis, mas definidas. Por exemplo, deixar de fazer aquilo que sabemos que devemos fazer reforça em nós um 


PADRÃO DE ESQUIVA. 
Essa relutância torna-se um hábito. Começamos automaticamente a evitar qualquer coisa que seja, mesmo ligeiramente, difícil ou desagradável - oportunidades produtivas e desafiadoras podem ficar perdidas, pois o padrão de esquiva toma as decisões por nós. À medida  que o padrão se fortalece, mais ainda enfraquecemo-nos.

Conforme o tempo passa, estes padrões ficam cada vez mais fortes e continuam ao longa da vida (...). Sem que nos déssemos conta, esta estruturação de padrões passou a fazer parte de nós.



COMO PODEMOS DESFAZER ESSES PADRÕES?
Primeiro, precisamos reconhecê-los, simplesmente. 

Segundo, pela identificação dos nossos hábitos, podemos eliminar o poder velado que eles têm de determinar nossa vida. Isso pode por fim às nossas desculpas e dar início a uma responsabilidade honesta e ativa por nossa vida - em substituição a tendência de ansiar positivamente por um lugar perfeito, (...) onde a vida se isenta de problemas.


MUDANÇA GRADUAL
Não podemos mudar do dia para a noite, mas podemos começar um processo que vá adquirindo impulso, um processo que nos dará uma qualidade sólida e autêntica, que ajuda a tornar-nos mais vitais, mais equilibrados. 



COMECE E SIGA ATÉ A CAUSA
Começamos pelo rompimento dos padrões de esquiva. Podemos nos concentrar, com regularidade, sobre o trabalho que não queremos fazer, e então meditar informalmente sobre as emoções que surgem ao realizarmos este trrabalho - emoções como raiva ou frustração.

Fique com uma destas emoções; sinta seu sabor por meio da meditação. Pratique até que um sentimento surja por trás da emoção original, um sentimento que se manifesta, a princípio, como um aperto físico ou tensão. À medida que continua a penetrar em sua resistência, talvez o sentimento se itensifique. Por fim, você reconhecerá como sendo medo esse sentimento.


O QUE NOS DIRIGE?

O medo é fugidio. A maioria de nós não aceita de pronto que o medo dirija nossas escolhas e as nossas ações. A sensação de estarmos no controle da nossa vida faz parte de nossa tão querida autoimagem, uma autoimagem que queremos proteger. Sentimo-nos seguros com nossos padrões estabelecidos; tememos o incerto e o desconhecido como ameaças a estes padrões. Quando cedemos a este medo, mesmo sem estar ciente dele, nós o reforçamos. Assim, o medo cria mais medo e se transforma em uma sutil força propulsora. 

O que talvez nos pareça uma situação sobre a qual não temos nenhum controle pode, na verdade, ser apenas nosso medo de enfrentar o que está dentro de nós. Este medo pode permear toda a nossa vida.


O QUE NOS MOLDA?
Quando entramos em contato com nosso medo e o reconhecemos como tal, podemos ver que a maioria de nossas racionalizações, ou nossos insignificantes gostos e aversões, mesmo as peculiaridades de personalidade que tanto apreciamos, são simplesmente esquemas de sustentação da personalidade que servem para esconder o fato de que cedemos ao medo. 



ROMPENDO PADRÕES
Estas propensões, aparentemente inofensivas, mostram seu real poder como padrões de força em ação (karma) - padrões que tem encoberto tão astutamente nossa verdadeira motivação que perdemos a capacidade de ser efetivamente honestos com nós mesmos. Quando adquirimos essa compreensão, precisamos pô-la em prática, pois é a esta altura que temos conhecimento e a oportunidade de romper nossas limitações.

A fim de quebrarmos estes padrões, é preciso que experimentemos nosso medo diretamente. Podemos desafiar o próprio conceito de medo, penetrando-o por meio da meditação. Entramos dentro de nosso medo. À medida que nossa consciência ingressa na emoção, deixamos de rotulá-la como medo, e damo-nos conta do  que estamos sentindo é simplesmente energia. A tensão circundante então se quebra, permitindo-nos relaxar e libertar essa energia. Essa libertação deixa-nos calmos e em paz conosco.


VIDA UMA ENORME OPORTUNIDADE
Quando atravessamos o medo na meditação, podemos aprender a ser eficazes em situações nas quais, antes não conseguíamos sequer agir. Podemos romper com nosso "não querer fazer". Precisamos apenas contatar a sensação dessas situações de forma direta: com paciência, tranquilidade, confiança. Este padrão é genuinamemte sadio e capacita-nos, a determinar nossas ações e nossas vidas.Ao compreender os padrões do karma (ação), fazemos da vida uma enorme oportunidade. A existência humana é preciosa; quando nos libertamos das nossas resposta automáticas, podemos entender o potencial ilimitado dela.



POR FIM....

É apenas uma questão de encontrarmos os locais de silêncio que estão além dos padrões, de entrarmos em contato com nossa verdadeira natureza e, então, nutrimos seu crescimento.  Realizamos isto ao aprender a ser honestos com nós mesmos. Embora este rompimento de velhos padrões não aconteça em um dia, ele virá quando, a cada momento, aprendermos a manter o equilíbrio em nossas vidas.


Tartang Thulku
A Expansão da Mente

Perguntas a Eckhart Tolle - A vida onírica (dos sonhos)


'Nós temos a capacidade de controlar as nossas mentes enquanto estamos dormindo? Apesar de eu conseguir ficar presente durante a maior parte do dia, do momento em que eu pego no sono até o momentoem que eu acordo, minha mente tagarela sem parar.'

Eu suponho que a pessoa que fez apergunta esteja falando sobre sua vida onírica.

'...do momento em que eu pego no sono até o momentoem que eu acordo, minha mente tagarela sem parar.'

Bem, ela não vai estar tagarelando durante o sono profundo. Cada ser humano, como você sabe, tem períodos de sono profundo, em que não há nenhuma atividade mental, quandoa mente se conecta com a fonte,mas você não fica sabendo.

Então, eu suponho que você esteja dizendo que tem uma vida onírica muito ativa. Não há muito que você possa fazer, exceto pegar nosono com o máximo de presença que você puder.

Então nos últimos 15 minutos, pelo menos, antes de dormir, não se engaje em atividades mentais, televisão, não... ouvir ao rádio, não... mesmo ler um livro, não...vá para dentro do corpo, ou use qualquer outro ponto de acesso para a presença. Ou simplesmente entre no estado de presença diretamente. E vá dormir a partir da presença.

Este pode não ser o seu caso, maspode ser o caso de algumas pessoas, não confunda a supressão dos pensamentos com estar presente. Algumas pessoas são capazes de suprimir o pensamento, o que requer um esforço, e você fica um pouco contraído quando você faz isso.

Em outras palavras, algumas pessoas conseguem se forçara parar de pensar.Mas isso não é presença verdadeira, você não pode se forçar a ficar presente, não é por força, não há nenhuma contração nesse estado e nem mesmo um esforço. Deixe-me demonstrar, porque as palavras às vezes não são suficientes...

Se você se força a parar de pensar, o corpo se contrai um pouco e você está reprimindo algo, e você faz assim, e pode até parar de respirar por algum tempo. E se você se contiver e parar de respirar durante um tempo, você pode conseguir parar de pensar, enquanto você faz isso. 

Algumas pessoas chamam isso de meditação. E algumas pessoas se aperfeiçoaram tanto nisso que elas conseguem sentar durante uma ou duas horas assim.

E então isso segura os pensamentos, mas no momento em que você se solta, e sai da sua 'meditação', sua mente está ainda mais ativa do que antes, porque você estava segurando a tampa da chaleira fervendo.

Mas a verdadeira presença é simplesmente um afloramento natural de consciência,no qual não existe contração do corpo, e não existe um esforço que deva ser exercido, mas você simplesmente permite que a presença aflore, desta forma:

E este é um estado de abertura. Neste estado, os pensamentos tendem a se dissolver rapidamente. Muito diferente do estado de fechamento, a tampa fechada, deste.

Então, certifique-se de que você não esteja procurando apresença através de um ato de força, de exercer de um força de vontade, porque isso não é presença.

A presença é poderosa, porém branda, amena, aberta!

Algumas pessoas têm uma vida onírica mais ativa, outras menos,é claro que todo mundo sonha, mais ou menos, algumas pessoas lembram-se de seus sonhos, outras quase nunca, e quanto mais atenção você der a seus sonhos, depois de acordar, mais você tende a sonhar.

E pode haver um período na vida de uma pessoa em que prestar atenção aos sonhos seja proveitoso. Tal como como é praticado na terapia junguiana, Pode haver períodos na sua vida em que você possa aprender com os sonhos, podem haver mensagens lá. E quanto mais atenção você der a eles, mais a vida onírica irá responder.

Mas eu acredito que isso seja um período na vida de uma pessoa. E então você segue adiante. E então a vida onírica se torna de menor importância, ou talvez ainda ocasionalmente você tenha um sonho cheio de insights.

A prática importante é a presença na vida diária. Então, finalmente, o resto irá cuidar de si mesmo, e os sonhos tendem a tornarem-se mais pacíficos também. E pode ser que você até diminua a sua quantidade de sonhos. Não que isso importe mais...

Os sonhos são menos necessários para te trazer insights importantes, quando você está presente, porque em presença, os insights tendem a chegar muito diretamente. Então você precisa menos da mediação das imagens oníricas, porque você já está conectado com a fontede todos os insights e da sabedoria.

O engraçado é que se você for a um terapeuta junguiano, depois de um tempo você começa a ter sonhos junguianos. Não é estranho? Não que não seja válido, simplesmente é assim que funciona, porque a vida, ou a consciência, responde às suas expectativas.

Eckhart Tolle
http://www.youtube.com/watch?v=bmPefnSEvsU





União com a Alma

Aquele que procura alcançar a União [com a Alma] tem duas coisas a fazer: 

1. Obter o controle da versátil natureza psíquica;

2. Impedir que a mente assuma as diversas formas que tão facilmente assume.

Essas duas coisas produzem o controle do corpo emocional (DESEJO) e o controle do corpo mental (MENTE).

> O desejo incontrolado e uma mente desgovernada vedam a luz da alma e anulam a consciência espiritual.

> Quando a natureza inferior é controlada, a superior pode se manifestar.

> Quando isso é consumado, o Iogue se conhece como realmente é: vê o ego; compreende a verdadeira natureza da Alma; identifica-se com a Realidade Interna e não mais com as formas que a esconde; conquista a consciência espiritual; desperta para o reconhecimento do Deus interno.

De "A Luz da Alma", Tomo I, Alice Bailey

Verdade


Uma das primeiras lições que necessitamos aprender é que nossas mentes, sendo até então incapazes de responder às intuições ocultas, tornam impossível para nós, dizer com segurança que tal condição seja esta, aquela ou uma outra; que, até que possamos atuar em nossa consciência de alma, não temos condições para afirmar o que é e o que não é; que, até nos termos submetido ao necessário treino, não estaremos em posição de afirmar ou negar coisa alguma. 

Nossa atitude deveria ser aquela de uma inquirição razoável e nosso interesse, o do filósofo que investiga, desejoso de aceitar uma hipótese na base de sua possibilidade, mas não desejoso de aceitar como verdade provada coisa alguma, antes de conhecermos o fato por nós mesmos e em nós mesmos.

(...) O valor destas instruções está em sua totalidade e deve ser encontrado na infra-estrutura ou esqueleto subjacente das afirmações coordenadas e correlatas que devem ser consideradas como um todo e não em detalhe e isto por duas razões: 


1. A linguagem, como foi dito antes, oculta a verdade e não a revela. Se a verdade é reconhecida, é porque o estudante que investiga encontrou um ponto de verdade em si mesmo, que serve para iluminar seus passos à medida que ele lenta e gradualmente se esforça para diante. 


2. Há muitos tipos de mentes e não se deve esperar que a informação dada, por exemplo, neste Tratado, agrade a todos. Deve-se lembrar que todas as pessoas são unidades de consciência exaladas de uma das sete emanações de Deus. Por isso, mesmo suas mônadas, ou aspectos espirituais, são inerentemente diferentes, tal como, no prisma (que é um), há sete cores diferenciadas. Mesmo isto é assim, somente por causada natureza, do ponto de vista e do aparelho de percepção do homem, cujo olho registra e diferencia as intensidades variadas de luz vibratória. Estes sete grupos subsidiários, por sua vez, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, novamente, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, todos igualmente corretos, mas todos apresentando um ângulo de visão sutilmente diferente. Quando a realização acima está acoplada com fatores tais como os diferentes pontos na evolução, as variadas nacionalidades e as características diversas, as distinções inerentes surgidas através da inter-relação entre o corpo físico envolvido e o meio ambiente, tomar-se-á patente que nenhuma aproximação com assuntos abstrusos tais como a natureza do espírito e da alma pode ter uma definição geral nem se submeter a uma terminologia universal.



De "Um Tratado sobre Magia Branca - Tomo I" - Alice Bailey

"Só em liberdade podemos descobrir o que é o verdadeiro, o que é Deus"

Consideremos a crença em Deus, a crença em algo, é religião. Pensamos que crer é ser religioso. Compreende?

Se não acreditamos, nos considerarão ateus, seremos condenados pela sociedade. Uma sociedade condenará os que acreditam em Deus, e outra sociedade condenará aos que não acreditam. Ambas são a mesma coisa.

Assim, pois, a religião se torna uma questão de crença; e a crença atua e exerce sua influência sobre a mente.

Desse modo, a mente jamais pode ser livre. Porém, só em liberdade podemos descobrir o que é o verdadeiro, o que é Deus; não podemos fazê-lo mediante nenhuma crença, porque nossa própria crença projeta o que pensamos que deve ser Deus, o que pensamos que deve ser a verdade.

Krishnamurti
http://nossaluzinterior.blogspot.com.br/2012/02/mais-alem-da-crenca.html

As 37 condições que levam à budeidade (Parte 1) - As quatro considerações



Para tornar-se um Buda são necessárias 37 condições, todas discutidas em detalhes nos Agamas. Aqui, iremos apenas esboçá-las, mostrando sua relação com a cessação e a contemplação.

As quatro primeiras condições denominam-se "quatro considerações":

1. Consideração de que o corpo é impuro. Esse é um ato de cessação.

2. Consideração de que, em última instância, todas as impressões dos sentidos levam apenas ao sofrimento. Esse é um ato de cessação.

3. Consideração de que todas as atividades da mente são impermanentes e mutantes. Esse é um ato de cessação.

4. Consideração de que todos os fenômenos se inter-relacionam e nenhum tem natureza própria. Esse é um ato de contemplação.


Hsing Yün
Purificando a Mente: a meditação no Budismo chinês

Sobre a crença em Deus


Pergunta: A crença em Deus foi sempre poderoso incentivo para uma vida melhor. Por que negais a Deus? Por que não procurais reanimar a fé do homem na ideia de Deus?

Krishnamurti: Consideremos este problema com amplitude e de maneira inteligente. 

Eu não nego Deus; seria absurdo fazê-lo. Só o homem que não conhece a realidade se entretém com palavras sem significação. O homem que diz que sabe, não sabe. O homem que conhece a realidade, momento por momento, não tem meios de comunicar essa realidade. A crença é negação da verdade, a crença é um obstáculo à verdade.

Crer em Deus não é achar a Deus. Nem o crente nem o descrente acharão a Deus. 

Porque a realidade é o desconhecido, e vossa crença ou descrença do desconhecido é simples autoprojeção, e por conseguinte não é real. Sei que credes e sei que isso tem muito pouca significação na vossa vida. Há muitas pessoas que crêem; milhões crêem em Deus e encontram consolo nisso. Em primeiro lugar, por que credes? Credes porque isso vos dá satisfação, consolo, esperança, e dizeis que essas coisas dão sentido à vida. Na realidade, vossa crença tem muito pouca significação, porque credes e explorais. Credes e matais, credes em um Deus universal e vos assassinais mutuamente. O rico também crê em Deus; explora impiedosamente, acumula dinheiro, e depois manda construir uma igreja ou se torna filantropo. Os homens que lançaram a bomba atómica sobre Hiroxima disseram que Deus os acompanhava; os que voavam da Inglaterra para destruir a Alemanha, diziam que Deus era seu co-pilôto. Os ditadores, os primeiros ministros, os generais, os presidentes, todos falam de Deus e têm fé imensa em Deus. Estão prestando algum serviço tornando melhor a vida do homem? As mesmas pessoas que dizem crer em Deus, devastaram a metade do mundo, e o deixaram em completa miséria. A intolerância religiosa, dividindo os homens em fiéis e infiéis, conduz a guerras religiosas. Isso mostra nosso estranho senso político. 

A crença em Deus é "poderoso incentivo para uma vida melhor" ? Por que precisais de um incentivo para viver melhor? Ora, por certo, vosso incentivo deve ser vosso próprio desejo de viver com pureza e simplicidade, não achais?

Se conferis tanta importância ao incentivo, não estais interessado em tornar a vida possível para todos: estais interessado unicamente no vosso in­centivo, que é diferente do meu incentivo — e brigaremos por causa dos nossos incentivos.

Se vivemos felizes e unidos, não porque cremos em Deus, mas porque somos humanos, compartilharemos os diferentes meios de produção, a fim de produzirmos, para todos, as coisas necessárias. Em virtude da nossa falta de inteligência, aceitamos a ideia de uma superinteligência, a que chamamos Deus; mas esse Deus, essa superinteligência, não nos dará uma vida melhor. O que conduz a uma vida melhor é a Inteligência; e não pode haver inteligência se há crenças, se há divisões de classes, se os meios de produção se encontram nas mãos de poucos, se há nacionalidades isoladas e governos soberanos. 

Tudo isso indica, por certo, evidente falta de inteligência, e é isso que nos está privando de uma vida melhor, e não a falta de crença em Deus. 

Todos vós credes, de diferentes maneiras, mas vossa crença não tem realidade alguma. A realidade é o que sois, o que fazeis, o que pensais, e vossa crença em Deus é apenas uma fuga do vosso viver monótono, estúpido, e cruel. 

Além disso, a crença, invariavelmente, separa os homens: temos o hinduísta, o budista, o cristão, o comunista, o capitalista, etc. A crença, a ideia, divide, não une os homens. Será possível unir certo número de pessoas em um grupo, mas este grupo se oporá a outro grupo. Ideias e crenças nunca são unificadoras, ao contrário, são fatores de desavença, desintegração e ruína. Por conseguinte, vossa crença em Deus só está, na verdade, espalhando misérias pelo mundo. Ainda que vos tenha trazido momentâneo conforto, na realidade ela trouxe mais sofrimentos e mais destruição, sob a forma de guerras, fome, divisões de classe, e as crueldades de certos indivíduos. Vossa crença, pois, é sem eficácia. 

Se deveras crêsseis em Deus, se isso fosse uma experiência real, vossos semblantes irradiariam afeto, e não estaríeis destruindo vossos semelhantes. Mas, que é a realidade, que é Deus? Deus não é a palavra; a palavra não é a coisa. 

Para conhecer aquilo que é imensurável, independente do tempo, a mente deve estar livre do tempo, o que significa que deve estar livre de todo pensamento, de todas as ideias relativas a Deus. Que sabeis de Deus ou da verdade? De fato nada sabeis daquela realidade. O que conheceis são só palavras, experiências de outrem, ou alguns momentos de experiências um tanto vagas, de vós mesmos. Isso, naturalmente, não é Deus, não é a realidade, não está fora da esfera do tempo. 

Para conhecer o que está além do tempo, é preciso compreender o processo do tempo, sendo o tempo pensamento, processo de "vir a ser", acumulação de conhecimentos. Aí está todo o fundo que constitui a mente; a mente, ela própria, é o fundo, consciente e inconscientemente, coletiva e individualmente. A mente, por conseguinte, deve estar livre do conhecido, o que significa que deve estar de todo silenciosa, sem ter sido posta em silêncio.

A mente que alcança o silêncio como resultado, como consequência de determinada ação, exercício, disciplina, não é mente silenciosa. A mente que é constrangida, controlada, moldada, posta numa forma e obrigada a ficar quieta, não é mente tranquila. Podeis conseguir, por certo período de tempo, forçar a mente a um silêncio superficial, mas essa mente não é tranquila. A tranquilidade só pode vir quando se compreende todo o processo de pensamento, porque, compreender o processo é pôr-lhe fim, e o fim do processo de pensamento é o começo do silêncio. 

Só quando a mente se acha em silêncio completo, não só na superfície, mas no fundo, de ponta a ponta, tanto nos níveis superficiais como nos níveis mais profundos da consciência — só então pode o desconhecido manifestar-se na existência. 

O desconhecido não é passível de ser experimentado pela mente; só o silêncio pode ser experimentado; nada mais senão o silêncio. Se a mente experimenta algo que não seja silêncio, está apenas projetando seus próprios desejos e portanto não está em silêncio; enquanto a mente não está silenciosa, enquanto o pensamento, sob qualquer forma, consciente ou inconsciente, se acha em movimento, não pode haver silêncio. Silêncio é liberdade, é estar livre do passado, do saber, da memória, tanto consciente como inconsciente.

Quando a mente está silenciosa de todo, quando não está em uso, quando há o silêncio que não é produto de esforço, só então se manifesta o atemporal, o eterno. Esse estado não é um estado de lembrança; não há nele entidade que se recorda, que experimenta. Por consequência, Deus ou a verdade — ou como quiserdes chamá-lo — é algo que se manifesta de momento a momento, e isso só pode acontecer num estado de liberdade e espontaneidade, e não quando a mente foi disciplinada, de acordo com uma padrão. 

Deus não é produto da mente, não é resultado de autoprojeção; só pode surgir quando há virtude, que é liberdade. Virtude é enfrentar o fato, o que é. E enfrentar o fato é um estado de bem-aventurança. Só quando a mente está repleta de felicidade, tranquila, imóvel, sem nenhuma projeção de pensamento, consciente ou inconsciente — só então se manifesta o Eterno. 

 Krishnamurti
A Primeira e Última Liberdade
http://nossaluzinterior.blogspot.com/2010/02/sobre-crenca-em-deus.html

Se o que você deseja é ser estimulado, psicologicamente, você é dependente


Para se ter energia física, você deve naturalmente tomar alimentos adequados, ter a justa proporção de repouso, etc. Mas, há também a energia psicológica, a qual se dissipa de várias maneiras. Para ter essa energia psicológica, a mente busca por estímulos.

Frequentar a igreja, assistir partidas de futebol, entregar-se à literatura, ouvir música, assistir reuniões do mesmo gênero desta aqui — todas essas coisas lhe estimulam; e se o que você deseja é ser estimulado, isso significa que, psicologicamente, você é dependente. 

A busca de estímulo, em qualquer forma que seja, implica dependência de alguma coisa — de uma bebida, uma droga, um orador, ou de entrar numa igreja; e, certamente, a dependência de estímulo não apenas embota a mente, mas também ocasiona dissipação de energia. Assim, para conservarmos nossa energia, deve desaparecer toda espécie de dependência ou estímulo; e, para ocorrer o desaparecimento da dependência, precisamos nos tornar conscientes dela.

Se, para ter estímulo, uma pessoa depende de sua mulher ou de seu marido, de um livro, de seu cargo no escritório, de ir aos cinemas — qualquer que seja o gênero de estímulo — deve, em primeiro lugar, estar consciente disso. O aceitar simplesmente os estímulos e com eles viver, dissipa a energia e deteriora a mente. Mas, se a pessoa se torna consciente dos estímulos e descobre o significado que tem em sua vida, dessa maneira poderá ficar livre deles.

Pelo autopercebimento — que não é autocondenação, etc., porém, estar simplesmente consciente, sem escolha, de si próprio pode um homem conhecer todas as formas de influência, todas as formas de dependência, todas as formas de estímulo; e esse próprio movimento da ação de aprender lhe dá a energia necessária para se libertar de todas as dependências e de todos os estímulos.

Krishnamurti
http://nossaluzinterior.blogspot.com/2012/01/voce-e-psicologicamente-dependente.html

Sobre Meditação

Para meditar, no sentido mais profundo da palavra, temos de ser íntegros, morais. Não se trata da moralidade de um padrão, de uma prática, ou da ordem social, mas sim da moralidade que brota naturalmente, inevitavelmente, suavemente, quando começamos a compreender-nos a nós próprios, quando estamos atentos aos nossos pensamentos e sentimentos, às nossas atividades, desejos, ambições, etc. -atentos sem qualquer escolha, observando apenas. 

Dessa observação nasce a ação correta, que não tem nada a ver com conformismo ou com uma ação de acordo com um ideal. 

Então, quando isso existe profundamente em nós, com a sua beleza e austeridade na qual não há nenhuma rigidez - rigidez só existe quando há esforço -, quando tivermos observado todos os sistemas, todos os métodos, todas as promessas e olhado para eles objetivamente, sem gostar ou não gostar, então podemos recusar tudo isso completamente, para que a mente fique liberta do passado; então podemos prosseguir na descoberta do que é meditação. 

Assim, perguntamos: Pode a totalidade da mente - que inclui o cérebro - ficar quieta? 

Muitas pessoas têm feito essa pergunta - pessoas verdadeiramente sérias - mas não conseguiram achar-lhe a resposta. Recorreram a artifícios, pois lhes disseram que a mente pode quietar-se mediante a repetição de palavras. Já experimentastes isto: recitar "ave-marias' ou aquelas palavras sânscritas que certas pessoas trazem da Índia - mantras; repetir certas palavras para quietar a mente? Não importa qual seja a palavra, mas deve ser recitada com ritmo: coca-cola, qualquer palavra - repeti-a muitas vezes, e vereis como a mente se torna quieta. Mas essa mente aquietada está embotada; não é uma mente sensível, vigilante, ativa, viva, apaixonada, "intensa". 

A mente embotada, embora diga: "Tive experiências extraordinárias, transcendentais", está enganando a si própria. A solução, portanto, não se encontra na repetição de palavras, nem no forçar a mente; muitos artifícios já têm sido impostos à mente a fim de aquietá-la. Entretanto, sabemos em nosso íntimo que, se a mente está quieta, não há mais nada que fazer, porque existe então a verdadeira percepção. 

Como pode a mente - inclusive o cérebro - ficar completamente quieta? Recomendam alguns respirar adequadamente, tomando profundas inspirações, para oxigenar mais o sangue. A mente vulgar, limitada, pode - à força de respirarmos muito profundamente, dia após dia - tornar-se quieta; mas continua a ser o que é: vulgar e limitada.

(...) Que cumpre então fazer? Quem faz esta pergunta? Vê-se muito claramente que nossa vida está em desordem, tanto interior como exteriormente; e a ordem, entretanto, é necessária, e deve ser tão perfeita como a ordem matemática.

Mas a ordem só pode ser estabelecida pela observação da desordem, e não pelo ajustar-nos a um plano de ordem, conforme um outro a concebe ou nós mesmos a concebemos. Do ver, do estar cônscio da desordem, resulta a ordem. 

(...) A mente que está quieta, sem ter sido forçada a quietar-se, é sobremodo ativa, sensível, desperta. Mas, quando se pergunta "como", cria-se a separação entre o observador e a coisa observada. 

Ao compreendermos que não há método, nem sistema, nem mantra, nem instrutor, nem nada; neste mundo, que possa ajudar-nos a quietar-nos; quando percebemos a verdade de que só a mente quieta vê - a mente fica tranquila. 

Krishnamurti
http://ventosdepaz.blogspot.com/2012/02/sobre-meditacao-krishnamurti.html

Como controlar o pensamento


Pensar é uma atividade que, na maior parte da humanidade, fixa a mente em coisas concretas, externas e visíveis. 

Quando a pessoa ainda não aprendeu que pode controlar o pensamento, este se torna desenfreado. E, quanto mais desenfreado, mais a mente se fixa em coisas externas e concretas e mais difícil se torna concentrá-la em coisas abstratas, elevadas. Assim, a mente se distrai, se dispersa e se mantém voltada para o que os sentidos apresentam. E muitas vezes a pessoa nem se dá conta da própria dispersão. 

Quem está consciente do próprio estado de dispersão e está em uma busca espiritual, quer concentrar-se, porque só assim consegue centralizar a energia mental e direcioná-la para os níveis mais elevados da existência. 

Entretanto, para conseguir concentrar-se, não basta simplesmente querer, nem mesmo fazer exercícios sistemáticos. A concentração só ocorre de fato quando a pessoa renuncia àquilo que a atrai, agrada ou contenta e se volta prioritariamente para a busca espiritual. 

No passado foram criados muitos exercícios de concentração adequados para a mente daqueles tempos. Mas em geral os que faziam os exercícios tinham uma vida organizada, harmoniosa, sadia e disciplinada. 

Não é o caso da maioria das pessoas de hoje. Atualmente, nossa civilização estimula o consumismo e uma forma de vida desordenada, comandada pelos desejos. Se alguém fizer hoje os exercícios de concentração criados no passado e viver como a maioria vive em nossos dias, cedendo aos apelos dos desejos, não conseguirá concentrar-se porque lhe faltará certo ascetismo na vida diária, imprescindível para a concentração. 

Além disso, com o passar dos tempos, a consciência e a mente humanas se desenvolveram e os vários níveis de consciência na mente se aproximaram. Portanto, os antigos exercícios de concentração não são mais adequados à mente atual. 

Quando se pratica o ascetismo, ou seja, quando se renuncia a tudo o que dispersa, quando se repele tudo o que não leva aos níveis espirituais, quando se controlam os próprios impulsos no dia a dia, a concentração pode finalmente ocorrer. 

Extraído do livro “Trabalho Espiritual com a Mente” – Trigueirinho 
Editora Pensamento 
Págs. 19 a 21
http://www.trigueirinho.org.br/textos/php/controlar_o_pensamento.php

Mente em conflito

A mente em conflito jamais descobrirá o verdadeiro. Poderá tagarelar incessantemente acerca de Deus, da bondade, da espiritualidade e tudo o mais, mas só a mente que compreendeu de maneira completa a natureza do conflito e, por conseguinte, se acha fora dele, só ela pode receber aquilo a que se não pode dar nome, aquilo que não pode ser medido.

Krishnamurti





O resultado de acolhermos os bons pensamentos

O resultado de só acolhermos pensamentos bons e úteis e de nos recusarmos a admitir pensamentos maus, será afluírem à nossa mente cada vez mais pensamentos bons, ao passo que os maus se abstém de aparecer.

O nosso mental, repleto de pensamentos bons e úteis, atuará como um ímã sobre todos os pensamentos semelhantes que nos circundam.

Quanto aos pensamento maus, sentir-se-ão repelidos por uma ação automática da própria mente, visto nos recusarmos obstinadamente a admiti-los.

A característica do corpo mental será portanto atrair todos os pensamentos bons que erram na atmosfera e repelir todos os pensamentos perversos; submeter os bons a um processo de aperfeiçoamento, tornando-os mais ativos e assim se irá enriquecendo com o material mental acumulado deste modo, ano a ano.

O homem e seus Corpos
Annie Besant

Como preparar a mente para receber e compreender a vontade?

A vontade vem do Mundo Interior, dos Planos Internos, dos planos superiores. Então a mente, para receber a vontade, deve estar receptiva ao mundo interior. 

Essa mente está num corpo mental. Se nós começarmos a usar excessivamente o lado concreto, dedutivo, analítico da mente, ela vai perdendo a flexibilidade. Parece que raciocinando e analisando a mente se torna flexível, mas é o contrário. A mente se torna flexível e aberta é exatamente quando ela deixa de praticar as coisas, os dons da mente concreta – raciocínios, deduções, análises.

Então, a mente vai se abrindo e ficando flexível é quando ela tem a força e a inspiração de ir deixando essas qualidades de lado e i-las substituindo pela recepção das impressões superiores. Este é o caminho da mente e é assim que a preparamos para receber a vontade.

A evolução da mente, do corpo e do sofrimento e reflexões sobre iniciação
Trigueirinho
Palestra proferida em fevereiro de 2003

Observar o nosso interior

O conhecimento da mente, da natureza interna do homem, do pensamento, jamais será conseguido se não tivermos, antes, desenvolvido o poder de observar o que acontece dentro de nós.

Swami Vivekananda
Raja Yoga
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