Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens
O Segredo da Ação (Karma)
O homem ideal é aquele que em meio do maior silêncio e solidão encontra atividade intensa, e em meio da maior atividade sente o silêncio e a tranquilidade do deserto. Um homem assim aprendeu o
segredo da restrição: governa-se a si mesmo.
Enquanto anda pelas ruas de uma grande cidade repleta de tráfico, sua mente está tranquila como se estivesse em uma caverna aonde não pudesse chegar um único som, e trabalha intensamente todo o tempo.
Este é o ideal do Karma-Yoga, e se o tiverdes alcançado, tereis aprendido realmente o segredo da ação.
Swami Vivekananda
Karma-Yoga
o silêncio do sim do silêncio
Neste exato momento, você tem a oportunidade de cessar o insaciável fluxo dos desejos e abrir os olhos para a sutil realidade de que há uma alegria inerente, que independe absolutamente dos acontecimentos externos. Existe um ponto de maturidade em que deve ficar claro para você que a sua alegria não tem nada a ver com o lado de fora.
Do lado de fora, tudo o que te é dado, pode ser tirado. Então, de verdade, não há nada que possa ser “seu” – nem mesmo este “você” que você pensa ser. Milhares de coisas acontecem com o seu corpo e atravessam a sua mente à revelia de qualquer decisão sua.
Essa percepção traz quietude e alegria à sua vida. Por mais conquistas que você obtenha, sem essa percepção ainda haverá frustração. No entanto, diante da percepção da Consciência que você é, os desejos surgem e não mais ditam uma direção a seguir. Tudo pode vir e ir, na mesma intensidade e aceitação.
Aquiete-se e diga-me: o que está faltando à você neste mínimo instante? Organize o simples fato de que os desejos sejam frutos da mente e deixe que isso aconteça sem envolvimento ou interferência. Desprenda-se do fluxo imposto pelo mundo e entregue-se ao “sim” do Silêncio.
Satyaprem
Sobre a crença em Deus
Pergunta: A crença em Deus foi sempre poderoso incentivo para uma vida melhor. Por que negais a Deus? Por que não procurais reanimar a fé do homem na ideia de Deus?
Krishnamurti: Consideremos este problema com amplitude e de maneira inteligente.
Eu não nego Deus; seria absurdo fazê-lo. Só o homem que não conhece a realidade se entretém com palavras sem significação. O homem que diz que sabe, não sabe. O homem que conhece a realidade, momento por momento, não tem meios de comunicar essa realidade. A crença é negação da verdade, a crença é um obstáculo à verdade.
Crer em Deus não é achar a Deus. Nem o crente nem o descrente acharão a Deus.
Porque a realidade é o desconhecido, e vossa crença ou descrença do desconhecido é simples autoprojeção, e por conseguinte não é real. Sei que credes e sei que isso tem muito pouca significação na vossa vida. Há muitas pessoas que crêem; milhões crêem em Deus e encontram consolo nisso. Em primeiro lugar, por que credes? Credes porque isso vos dá satisfação, consolo, esperança, e dizeis que essas coisas dão sentido à vida. Na realidade, vossa crença tem muito pouca significação, porque credes e explorais.
Credes e matais, credes em um Deus universal e vos assassinais mutuamente. O rico também crê em Deus; explora impiedosamente, acumula dinheiro, e depois manda construir uma igreja ou se torna filantropo.
Os homens que lançaram a bomba atómica sobre Hiroxima disseram que Deus os acompanhava; os que voavam da Inglaterra para destruir a Alemanha, diziam que Deus era seu co-pilôto. Os ditadores, os primeiros ministros, os generais, os presidentes, todos falam de Deus e têm fé imensa em Deus. Estão prestando algum serviço tornando melhor a vida do homem? As mesmas pessoas que dizem crer em Deus, devastaram a metade do mundo, e o deixaram em completa miséria. A intolerância religiosa, dividindo os homens em fiéis e infiéis, conduz a guerras religiosas. Isso mostra nosso estranho senso político.
A crença em Deus é "poderoso incentivo para uma vida melhor" ? Por que precisais de um incentivo para viver melhor? Ora, por certo, vosso incentivo deve ser vosso próprio desejo de viver com pureza e simplicidade, não achais?
Se conferis tanta importância ao incentivo, não estais interessado em tornar a vida possível para todos: estais interessado unicamente no vosso incentivo, que é diferente do meu incentivo — e brigaremos por causa dos nossos incentivos.
Se vivemos felizes e unidos, não porque cremos em Deus, mas porque somos humanos, compartilharemos os diferentes meios de produção, a fim de produzirmos, para todos, as coisas necessárias. Em virtude da nossa falta de inteligência, aceitamos a ideia de uma superinteligência, a que chamamos Deus; mas esse Deus, essa superinteligência, não nos dará uma vida melhor. O que conduz a uma vida melhor é a Inteligência; e não pode haver inteligência se há crenças, se há divisões de classes, se os meios de produção se encontram nas mãos de poucos, se há nacionalidades isoladas e governos soberanos.
Tudo isso indica, por certo, evidente falta de inteligência, e é isso que nos está privando de uma vida melhor, e não a falta de crença em Deus.
Todos vós credes, de diferentes maneiras, mas vossa crença não tem realidade alguma. A realidade é o que sois, o que fazeis, o que pensais, e vossa crença em Deus é apenas uma fuga do vosso viver monótono, estúpido, e cruel.
Além disso, a crença, invariavelmente, separa os homens: temos o hinduísta, o budista, o cristão, o comunista, o capitalista, etc. A crença, a ideia, divide, não une os homens. Será possível unir certo número de pessoas em um grupo, mas este grupo se oporá a outro grupo. Ideias e crenças nunca são unificadoras, ao contrário, são fatores de desavença, desintegração e ruína. Por conseguinte, vossa crença em Deus só está, na verdade, espalhando misérias pelo mundo. Ainda que vos tenha trazido momentâneo conforto, na realidade ela trouxe mais sofrimentos e mais destruição, sob a forma de guerras, fome, divisões de classe, e as crueldades de certos indivíduos. Vossa crença, pois, é sem eficácia.
Se deveras crêsseis em Deus, se isso fosse uma experiência real, vossos semblantes irradiariam afeto, e não estaríeis destruindo vossos semelhantes.
Mas, que é a realidade, que é Deus? Deus não é a palavra; a palavra não é a coisa.
Para conhecer aquilo que é imensurável, independente do tempo, a mente deve estar livre do tempo, o que significa que deve estar livre de todo pensamento, de todas as ideias relativas a Deus. Que sabeis de Deus ou da verdade? De fato nada sabeis daquela realidade. O que conheceis são só palavras, experiências de outrem, ou alguns momentos de experiências um tanto vagas, de vós mesmos. Isso, naturalmente, não é Deus, não é a realidade, não está fora da esfera do tempo.
Para conhecer o que está além do tempo, é preciso compreender o processo do tempo, sendo o tempo pensamento, processo de "vir a ser", acumulação de conhecimentos. Aí está todo o fundo que constitui a mente; a mente, ela própria, é o fundo, consciente e inconscientemente, coletiva e individualmente. A mente, por conseguinte, deve estar livre do conhecido, o que significa que deve estar de todo silenciosa, sem ter sido posta em silêncio.
A mente que alcança o silêncio como resultado, como consequência de determinada ação, exercício, disciplina, não é mente silenciosa. A mente que é constrangida, controlada, moldada, posta numa forma e obrigada a ficar quieta, não é mente tranquila. Podeis conseguir, por certo período de tempo, forçar a mente a um silêncio superficial, mas essa mente não é tranquila. A tranquilidade só pode vir quando se compreende todo o processo de pensamento, porque, compreender o processo é pôr-lhe fim, e o fim do processo de pensamento é o começo do silêncio.
Só quando a mente se acha em silêncio completo, não só na superfície, mas no fundo, de ponta a ponta, tanto nos níveis superficiais como nos níveis mais profundos da consciência — só então pode o desconhecido manifestar-se na existência.
O desconhecido não é passível de ser experimentado pela mente; só o silêncio pode ser experimentado; nada mais senão o silêncio. Se a mente experimenta algo que não seja silêncio, está apenas projetando seus próprios desejos e portanto não está em silêncio; enquanto a mente não está silenciosa, enquanto o pensamento, sob qualquer forma, consciente ou inconsciente, se acha em movimento, não pode haver silêncio. Silêncio é liberdade, é estar livre do passado, do saber, da memória, tanto consciente como inconsciente.
Quando a mente está silenciosa de todo, quando não está em uso, quando há o silêncio que não é produto de esforço, só então se manifesta o atemporal, o eterno. Esse estado não é um estado de lembrança; não há nele entidade que se recorda, que experimenta.
Por consequência, Deus ou a verdade — ou como quiserdes chamá-lo — é algo que se manifesta de momento a momento, e isso só pode acontecer num estado de liberdade e espontaneidade, e não quando a mente foi disciplinada, de acordo com uma padrão.
Deus não é produto da mente, não é resultado de autoprojeção; só pode surgir quando há virtude, que é liberdade. Virtude é enfrentar o fato, o que é. E enfrentar o fato é um estado de bem-aventurança. Só quando a mente está repleta de felicidade, tranquila, imóvel, sem nenhuma projeção de pensamento, consciente ou inconsciente — só então se manifesta o Eterno.
A Primeira e Última Liberdade
http://nossaluzinterior.blogspot.com/2010/02/sobre-crenca-em-deus.html
Silêncio, a oração mais elevada
De acordo com Teresa de Ávila, a oração mais elevada é a do silêncio. (...) Jesus nos ensinou ao dizer:
"Quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará" (Mt 6:6).
Em outras palavras, Jesus recomenda que retiremos nossa consciência para a caverna de nosso coração, para a essência de nosso ser, fechemos as portas dos sentidos e da mente, um óbvio paralelo ao recolhimento da quinta etapa do processo de ioga de Patanjali (pratyahara), e permaneçamos em silêncio, sem palavras e pensamentos, criando as condições para que a pura luz de buddhi, a intuição, possa filtrar-se dos planos mais elevados, de onde tudo vê em segredo, atravessando nossa mente totalmente aquietada, para finalmente deixar sua impressão em nosso cérebro, registrando assim o conhecimento superior, a recompensa do Pai, em nossa consciência.
Os Ensinamentos de Jesus e a Tradição Esotérica Cristã - Cap. 21 - Oração e Meditação http://www.levir.com.br/raul.php?msg=41
Algumas notas sobre a voz
1. "A Respiração, Voz, Eu e a Palavra é a síntese dos sete sentidos." (Doutrina Secreta, vol I, pg. 205.)
2. A voz que você ouve é o requerente é:
a) A voz do silêncio.
b) A voz das nuvens.
c) A voz mansa e delicada.
3. Teremos de desenvolver o sentido oculto da orelha.
a) A audição é o primeiro sentido que se desenvolve ocultamente.
b) Corresponde a primeira atividade de Deus. "Deus disse"
c) precede a visão.
"Eu tenho ouvido falar de você, ouvido ouvido, mas agora meus olhos te vêem." (Jó)
"Se você não ouve, você não pode ver."
4. Se as vozes são silenciadas, a voz pode ser ouvida.
a) As vozes do mundo que nos rodeia. Os sons do plano físico.
b) As vozes de nossos desejos.
c) As vozes de outros homens.
5) "Eles dizem. O que eles dizem? Vamos dizer!
6) A voz do de opinião e de doutrina em matéria de religião ou filosofia.
7) A voz de nossos próprios pensamentos.
Conseqüentemente, a linguagem tem de ser convertida em som.
As palavras têm de transformar em A PALAVRA.
O destino é guiado pela voz celestial do protótipo invisível ou o nosso homem interior astral. " (Doutrina Secreta, vol II, pg. 584.)
Alice Bailey
ESTUDIOS SOBRE LA "DOCTRINA SECRETA"
Parte 1: Sonido y Lenguaje
Trabalho de limpeza psíquica do ambiente
(...) nos dias que dedicamos ao silêncio nós podemos nos valer muito desses dias, pois estando quietos não produzindo ruídos com nossa voz, isso vai ajudando que o ambiente se desanuvie de todas as vibrações de falas, falas inúteis. Então o ambiente vai se arejando se nós fazemos um dia de silêncio num lugar como este. É como se fizéssemos uma espécie de limpeza, uma limpeza psíquica mesmo.
Em um dia se dissolve muita coisa. Em um dia muita coisa sai do ar, se desprende das paredes e passa por uma transformação.
Buscando a Verdade
Trigueirinho
Palestra proferida em 27/Jul/2011
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.php?cod=12221
O silêncio
"O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa.
O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil,
o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar"
(José Saramago)
O silêncio da inteligência
(...)
Então na meditação não há controlador, não há atividade da vontade, que é o desejo. Então o cérebro, todo o movimento do cérebro sem contar com a sua própria atividade, que tem o seu próprio ritmo, fica completamente quieto, silencioso.
Não é o silêncio cultivado pelo pensamento. É o silêncio da inteligência, silêncio da inteligência suprema. Nesse silêncio aquilo que não tem nome vem, o inominável é. O que é sagrado, imóvel, não tocado pelo pensamento, pelo empenho, pelo esforço. É a via da inteligência que é a via da compaixão. Então o que é sagrado é eterno. Isso é meditação. Uma vida assim é uma vida religiosa. Nisso há grande beleza.
Mind Without Measure, Krishnamurti
Assinar:
Postagens (Atom)






