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Mente desperta


A possibilidade de um homem mudar a si mesmo,
se aperfeiçoar, se recriar, controlar o ambiente e dominar o próprio destino
é a conclusão a que chega toda mente que esteja bem desperta para
o poder do pensamento correto em ação construtiva.

Larsen

O Agora

Quando a atenção está concentrada no aqui e agora, passado e futuro desaparece. Eles precisam desaparecer porque: o passado e o futuro só podem existir na mente.

Pense nisso. O passado é uma lembrança.

O futuro é imaginação.

Apenas o agora existe.


Arthur Jeon
Calma no Caos

Poder Interior


Que você torne seu poder interior mais forte do que as forças externas. Hoje em dia somos influenciados por muitas situações, pelo ambiente ao nosso redor e pela atmosfera do mundo. Às vezes, dizemos e fazemos coisas que não queríamos dizer ou fazer, mas sentimos que as situações nos “fizeram fazer”. Mais do que culpar a atmosfera, eu posso aumentar meu poder interior até que ele se torne maior do que a força externa das situações. Meu poder interior aumenta sempre que eu volto minha atenção para dentro de forma concentrada. 

365 Beautiful Thoughts, Brahma Kumaris, Canadá

Concentração

A dispersão é um amplificador dos problemas e das dificuldades. Quanto mais dispersão, mais desperdício de energia e mais distanciamento do foco.

A identificação de soluções de problemas, ou da raiz das dificuldades geralmente é simples, mas um instrumento se mostra importante: a concentração.

Sem concentração não se vai a lugar nenhum. E há o risco de se passar próximo da solução sem, nem mesmo se aperceber dela.

A concentração é vital no processo de elevação.Sua ausência acarreta ansiedade e desgastes. Sua prática leva a possibilidades magníficas: a expansão é uma delas. Só com concentração pode haver a expansão.

Voltar-se para dentro é um passo no caminho da maestria de sua própria vida.

De fato, a maestria de nossas vidas passa pelo reconhecimento e aprendizado de nossos valores intrínsecos, de nossas qualidades inatas, de nossos poderes latentes e de talentos pessoais que devem ser desenvolvidos.Isso tudo só pode aflorar após o reconhecimento destes aspectos, e de saber como fazer uso deles.


A concentração nos ajuda nessa caminhada.

Quando formos capazes de experimentar tudo isso em essência, em forma de semente concentrada, conscientes do que ela contém, é que a expansão de toda aquela energia poderá acontecer, levando o brilho da luz que nos envolve a todos aqueles que conosco entrarem em contato, através de qualidades, valores, poderes ou talentos.

Estaremos cientes da origem das manifestações – a semente, e da íntima ligação entre esta e tudo que dela foi gerado.No fundo, na nossa essência, somos sementes e nossas manifestações são formas de expansão.

A perda da concentração e tudo que acarretou essa perda nos levou a nos conectar com cada aspecto manifestado e não com o que foi responsável por tal manifestação.

O momento da nova era é o de restabelecer conexão com a semente que a tudo gerou. Começando por buscar isso interiormente.

A essência ainda tem seu aroma vivo. Quanto mais nos aproximarmos dela, mais o sentiremos.Esse aroma não é físico e não necessitamos usar instrumentos externos para sua busca.

O coração identifica essa mensagem de forma clara.Ele contém o saber, para identificar e nos mostrar a essência que buscamos. A concentração dos pensamentos deve ser dirigida ao aconchego do coração, para lá repousar e se deixar estar, como que viajantes confortavelmente acomodados em um veículo que os levará à essência buscada.

Com o acessar desta essência e através de “insights” surgidos naturalmente, haverá seu desdobramento em qualidades, potencialidades , virtudes e talentos.

Quando a concentração se manifesta, os frutos acontecem. A expansão da luminosidade, que a tudo pode clarear, nasce de uma fonte de luz.

Devemos colocar a nossa mente à disposição de nosso coração e não o contrário. O coração está capacitado a nos conduzir a essa fonte de luz que, como num lance de mágica, pode dar clareza a tudo que antes estava obscuro ou confuso.

Mas, para o desenvolvimento da prática da concentração, os pensamentos devem ser retirados das aparências do mundo exterior. Esse é o esforço maior que deve ser praticado, de tempos em tempos: voltar-se para dentro, concentrando-se como um cristal que guarda toda sua essência dentro de si, e então, depois, expandir sua luz ao mundo exterior, através de sua própria expressividade natural.


Herbert Santos

Intuição.com – Você na Nova Era

Sobre Meditação

Para meditar, no sentido mais profundo da palavra, temos de ser íntegros, morais. Não se trata da moralidade de um padrão, de uma prática, ou da ordem social, mas sim da moralidade que brota naturalmente, inevitavelmente, suavemente, quando começamos a compreender-nos a nós próprios, quando estamos atentos aos nossos pensamentos e sentimentos, às nossas atividades, desejos, ambições, etc. -atentos sem qualquer escolha, observando apenas. 

Dessa observação nasce a ação correta, que não tem nada a ver com conformismo ou com uma ação de acordo com um ideal. 

Então, quando isso existe profundamente em nós, com a sua beleza e austeridade na qual não há nenhuma rigidez - rigidez só existe quando há esforço -, quando tivermos observado todos os sistemas, todos os métodos, todas as promessas e olhado para eles objetivamente, sem gostar ou não gostar, então podemos recusar tudo isso completamente, para que a mente fique liberta do passado; então podemos prosseguir na descoberta do que é meditação. 

Assim, perguntamos: Pode a totalidade da mente - que inclui o cérebro - ficar quieta? 

Muitas pessoas têm feito essa pergunta - pessoas verdadeiramente sérias - mas não conseguiram achar-lhe a resposta. Recorreram a artifícios, pois lhes disseram que a mente pode quietar-se mediante a repetição de palavras. Já experimentastes isto: recitar "ave-marias' ou aquelas palavras sânscritas que certas pessoas trazem da Índia - mantras; repetir certas palavras para quietar a mente? Não importa qual seja a palavra, mas deve ser recitada com ritmo: coca-cola, qualquer palavra - repeti-a muitas vezes, e vereis como a mente se torna quieta. Mas essa mente aquietada está embotada; não é uma mente sensível, vigilante, ativa, viva, apaixonada, "intensa". 

A mente embotada, embora diga: "Tive experiências extraordinárias, transcendentais", está enganando a si própria. A solução, portanto, não se encontra na repetição de palavras, nem no forçar a mente; muitos artifícios já têm sido impostos à mente a fim de aquietá-la. Entretanto, sabemos em nosso íntimo que, se a mente está quieta, não há mais nada que fazer, porque existe então a verdadeira percepção. 

Como pode a mente - inclusive o cérebro - ficar completamente quieta? Recomendam alguns respirar adequadamente, tomando profundas inspirações, para oxigenar mais o sangue. A mente vulgar, limitada, pode - à força de respirarmos muito profundamente, dia após dia - tornar-se quieta; mas continua a ser o que é: vulgar e limitada.

(...) Que cumpre então fazer? Quem faz esta pergunta? Vê-se muito claramente que nossa vida está em desordem, tanto interior como exteriormente; e a ordem, entretanto, é necessária, e deve ser tão perfeita como a ordem matemática.

Mas a ordem só pode ser estabelecida pela observação da desordem, e não pelo ajustar-nos a um plano de ordem, conforme um outro a concebe ou nós mesmos a concebemos. Do ver, do estar cônscio da desordem, resulta a ordem. 

(...) A mente que está quieta, sem ter sido forçada a quietar-se, é sobremodo ativa, sensível, desperta. Mas, quando se pergunta "como", cria-se a separação entre o observador e a coisa observada. 

Ao compreendermos que não há método, nem sistema, nem mantra, nem instrutor, nem nada; neste mundo, que possa ajudar-nos a quietar-nos; quando percebemos a verdade de que só a mente quieta vê - a mente fica tranquila. 

Krishnamurti
http://ventosdepaz.blogspot.com/2012/02/sobre-meditacao-krishnamurti.html

Concentração e Atenção


Você sabe o que é concentração - desde a infância nós somos treinados a concentrar-nos. Concentração é reduzir toda nossa energia a um determinado ponto e segurá-la neste ponto. 

Um garoto na escola olha pela janela para os pássaros e as árvores, para o movimento das folhas ou para um esquilo subindo na árvore. E o professor diz: "Você não está prestando atenção, concentre-se no livro", ou "Escute o que eu estou dizendo". Isso é para dar muito mais importância à concentração do que à atenção. 

Se eu fosse o professor, eu o ajudaria a observar; eu o ajudaria a observar este esquilo por completo; observar o movimento do rabo, como suas garras se movem, tudo. Então, se ele aprende a observar com atenção, ele prestará atenção ao livro. 

Krishnamurti

MEDITAÇÃO: priorizando e mantendo a atenção em tudo que fazemos



(...) Sendo a meditação um ato de plena atenção, o que inicialmente devemos conscientizar e depois buscar praticar é que não podemos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e, sendo assim, temos que, a todo instante aprender a priorizar, escolher e, após cada priorização e escolha, nos envolver por completo em cada ação em que estejamos comprometidos, sejam elas pessoais, profissionais, no cumprimento de nossos deveres como cidadão, ser humano, ou até como seres espirituais, se assim acreditamos, e com esse proceder estaremos na medida de nosso gradativo treino melhorando nossos desempenhos e assim também nossa contribuição nas mais diversas áreas da vida e pelas quais tanto nos cobramos e nos pressionamos, roubando-nos a paz.

Para que esse estado seja alcançado, já que não podemos dizer que sejamos de forma natural plenamente atentos, devemos aprender e educar-nos, se julgarmos que tal prática possa nos parecer benéfica.

Sentamos de forma correta, respiramos naturalmente, sem esforço e só com isso já relaxamos o corpo físico e diminuímos muitas tensões. Já aqui mais facilmente conseguimos concentrar e orientar nosso pensar. Até aqui também podemos dizer que fizemos uma seqüência de priorizações e escolhas. Escolhemos meditar, escolhemos estar atentos a cada movimento de sentar, respirar, concentrar. Esta sequência repetidas vezes como todo processo de educação vai inicialmente ser feita no ato de meditar, até que aos poucos é levada naturalmente para todos os nossos atos e aí sim podemos dizer que nossas atitudes são cada vez mais plenas, seguras, gerando então satisfação e distanciando-nos dos estados de conflito, dos estados em que, ao contrario, nos dividimos a todo instante, dispersamos a atenção e força de ação e, conseqüentemente, geramos desgaste, cansaço.

Podemos dizer, finalizando, que meditar é o ato de unificar nosso corpo, emoções e pensar, comprometendo-os ao mesmo instante, direcionadamente a cada ato, criando melhores resultados, e portanto, satisfação e plenitude.


Telma Jábali Barretto
http://www.rajayoga.com.br/artigos.php?id=33

Exercício de Meditação (2): mantendo a concentração durante o dia todo


(...) como é que eu faço para estar concentrado o dia todo enquanto estou fazendo outras coisas?

Claro a gente não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo, mas nós podemos por exemplo (uma sugestão que no meu caso funcionou bem): quando se acorda de manhã cedo, quando se percebe que o corpo físico despertou, que o cérebro físico voltou a essa atividade normal o nosso primeiro pensamento pode ser "eu vou passar esse dia atento, nesse dia que começa agora eu vou ficar atento a tudo e eu estou disposto a me concentrar em tudo que eu fizer nesse dia".

Eu me coloco isso logo de manhã antes de começar o dia e depois quando eu começo as minhas primeiras atividades externas eu estou concentrado porque eu me propus isso, porque eu sei que a uma certa hora que está marcada eu vou ter um exercício de meditação. Já acordo de manhã nesta atitude embora eu não passe aquele tempo, que precede o exercício, exatamente fazendo o exercício. Meu corpo físico se levanta da cama e nós fazemos várias coisas, antes de chegar no exercício de meditação. Mas todas aquelas coisas que são feitas, são todas feitas concentradamente, isto é, eu sabendo o que estou fazendo, eu acompanhando todos os meus movimentos, acompanhando todos os meus gestos, seguindo todas as minhas reações e percebendo todos os meus pensamentos. Isso é uma colocação que eu faço de manhã, quando acordo.

Isso não se quer dizer que a gente vai fazer todos os movimentos perfeitos porque ninguém é perfeito. Se fossemos perfeitos não estaríamos encarnados, estaríamos em outros níveis. Não quer dizer que nós vamos fazer os movimentos perfeitos, não quer dizer que todos nossos sentimentos serão puros e eu também não posso pretender só por causa da minha proposição, ter pensamentos ordenados. Não posso pretender isso porque desde que minha mente existe ela andou como ela queria, como ela pode se ordenar no momento que eu decido? Isso também é um trabalho bastante complexo.

Eu me disponho a fazer isso o dia todo e diante do material que eu encontrar, os meus gestos, meu mental, meu emocional é isso que eu vou iluminar, é sobre isso que eu vou pedir aquela luz que eu sei que tenho dentro de mim; é sobre isso que eu vou irradiar aquele amor que eu já sei na hora que eu acordo de manhã que estou cercado dele.

(...) Então eu começo a minha vida cotidiana. Aí vou ver que meu gesto está desarmônico, que meu corpo físico não está correspondendo, que o meu emocional não está como eu desejava, que meu mental também não está ponto, mas aí eu já estou fazendo meu trabalho: eu estou iluminando, eu estou rodeando isso de amor, eu estou observando, eu estou percebendo o que está acontecendo comigo.


A Meditação - Parte 1
Palestra proferida em 01/01/1984
Trigueirinho
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.html?cod=3192

O silêncio

"O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar" (José Saramago)

Exercício de Meditação (1) : a atenção aos conteúdos internos


(...) vamos com os olhos fechados nos imaginar cheios de luz, totalmente iluminados por dentro. Essa luz muito intensa que brilha no nosso centro. Vamos agora começar a perceber que estamos totalmente cercados de amor.

Esse uso da imaginação criativa ajuda muito a tarefa de um exercício porque a energia segue o pensamento. Isto é uma lei. Então bem conscientes que nós somos Luz por dentro e que estamos cercados de Amor vamos dissolver todos os pontos de tensão no corpo físico.

Agora vamos começar a olhar por alguns instante como se nós estivéssemos diante de uma tela cinematográfica. Vamos observar por alguns instantes os nossos próximos pensamentos. Vamos olhar os pensamentos que passam na nossa mente. Porque nas nossas mentes passam pensamentos isso é inevitável. Não se trata de nós abolirmos os pensamentos nem de querer que a mente fique fixa, pois isso traria consequências que não são a finalidade do trabalho meditativo. O que está sendo colocado para nós fazermos é estarmos diante de nossa mente com pensamentos passando como se estivéssemos em um cinema olhando um filme. E a medida que esses pensamentos passam nós vamos trabalhar no sentido de não ter nenhuma reação perante esses pensamentos, simplesmente vê-los passar como são. Não ter nenhum sentimento de aprovação nem de reprovação desses pensamentos. Ficar completamente imparcial diante dessas coisas que passam.

Esse trabalho de nos imaginar cheios de luz e completamente circundado de amor isso seria uma contribuição do nosso eu consciente, de nossas personalidade, ao trabalho de meditação. Isso é uma contribuição bem inicial para nossa quietude e para nossa tranquilização. Em seguida quando fechamos os olhos, observamos o que passa na nossa mente, isso é o trabalho que dispomos para começarmos a trabalhar. Seria inútil querer começar com outro material, com um material do outro ou aquilo que diz os livros de meditação. Então nós constatamos que temos um determinado material para ser trabalhado e que esse material sendo trabalhado, a nossa mente vai melhorar de vibração. A vibração de nossa mente vai ficar mais elevada.

(...) cada um viu o material a ser trabalhado, o estágio inicial. Para nós trabalharmos nesse sentido sabemos que temos que trabalhar isso o dia todo a vida toda. Não é só no momento em que a gente senta para fazer isso porque se todo resto do dia vocês estiverem dando alimento para esta mente ou deixando que os produtos desta mente corram à esmo, descontrolados, vocês não vão conseguir nem sequer visualizar direito o que está se passando aí na hora que sentarem para trabalhar.

Então nós estamos nesse momento fazendo uma constatação muito importante, isto é, que nem todos de nós conseguiram sequer ver esse filme porque os pensamentos se acumulam e passam em uma tal desordem, todos acumulados, todos desconexos. Nós chegamos à uma ótima constatação. Constatamos que fazer esse trabalho assim seria impossível, seria uma luta para o resto da vida, uma luta contra esse tumulto mental.

Estamos aqui vendo que não é só no momento de fazer o exercício que a gente trabalha. Se vocês fizessem isso só nesse momento, na hora que vocês marcassem, vocês com o tempo iriam ficar irritados consigo mesmos, iam ficar desanimados dizendo "que confusão é essa, não sou capaz, o que é que eu faço?", algum até deprimidos por uma coisa que não deveriam ficar deprimidos pois isso é assim mesmo. Só que a solução não é forçar isto no momento do exercício pois senão a gente vai ficando cada vez mais desencorajado. E de repente a mente pode ficar paralizada e nos dar a ilusão que ficou quieto ai então a gente entra por um caminho bastate indesejado pois pensa que conseguiu o controle da mente. Na realidade está controlado pela "ilusão de que controlou a mente" o que é pior do que se não tivesse feito nada, seria melhor deixar a coisa como está, do que entrar nesse tipo de ilusão.

Estamos constatando que não adiantaria vivermos o tempo todo desatentos, vivendo o tempo todo em desordem e querendo fazer isso quando sentamos para fazer o exercício.


A Meditação - Parte 1
Trigueirinho
Palestra proferida em 01/01/1984
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.html?cod=3192
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