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A Lembrança de Si
P.- A lembrança de si ou a auto-observação são incompatíveis com o desistir e o estar aqui?
R: A lembrança de si é, na verdade, uma técnica muito perigosa. Pode tanto consistir na observação de nós mesmos e de nossos atos, como um gato faminto observa um rato, quanto pode ser um gesto inteligente de estarmos onde estamos. Toda a questão se resume em que, se tivermos alguma ideia de relação - estou vivendo esta experiência, estou fazendo isto - o "eu" e o "isto" são, igualmente, muito fortes.
De uma forma ou de outra, haverá conflito entre "eu" e "isto". É mais ou menos como dizer que "isto" é a mãe, e "eu", o pai. Com a presença destes dois extremos tão polarizados, estamos fadados a dar origem a alguma coisa. Daí que a ideia toda consiste em fazer com que "isto" não esteja presente, pois neste caso "eu" tampouco estará. Ou, então, que "eu" não esteja presente e, portanto, "isto" também não.
Não se trata de nos dizermos isto, mas sim de senti-lo, uma experiência efetiva. Precisamos afastar o observador que vigia os dois extremos. Afastado o observador, a estrutura toda cai por terra.
A dicotomia só subsiste enquanto houver um observador que mantenha o quadro todo em pé. Precisamos remover o observador e a complicadíssima burocracia que ele cria para se certificar de que nada vai escapar ao quartel-general. Afastado o observador, abre-se um espaço enorme, pois ele e a sua burocracia ocupam demasiado lugar. Se eliminarmos o filtro do "eu" e "outro", o espaço torna-se vivo, preciso e inteligente. O espaço contém a precisão incrível de poder trabalhar com as situações nele existentes. Na realidade, não precisamos do "vigia" ou do "observador" para nada.
Chögyam Trungpa Rinpoche
ALÉM DO MATERIALISMO ESPIRITUAL
Perguntas a Eckhart Tolle - A vida onírica (dos sonhos)
'Nós temos a capacidade de controlar as nossas mentes enquanto estamos dormindo? Apesar de eu conseguir ficar presente durante a maior parte do dia, do momento em que eu pego no sono até o momentoem que eu acordo, minha mente tagarela sem parar.'
Eu suponho que a pessoa que fez apergunta esteja falando sobre sua vida onírica.
'...do momento em que eu pego no sono até o momentoem que eu acordo, minha mente tagarela sem parar.'
Bem, ela não vai estar tagarelando durante o sono profundo. Cada ser humano, como você sabe, tem períodos de sono profundo, em que não há nenhuma atividade mental, quandoa mente se conecta com a fonte,mas você não fica sabendo.
Então, eu suponho que você esteja dizendo que tem uma vida onírica muito ativa. Não há muito que você possa fazer, exceto pegar nosono com o máximo de presença que você puder.
Então nos últimos 15 minutos, pelo menos, antes de dormir, não se engaje em atividades mentais, televisão, não... ouvir ao rádio, não... mesmo ler um livro, não...vá para dentro do corpo, ou use qualquer outro ponto de acesso para a presença. Ou simplesmente entre no estado de presença diretamente. E vá dormir a partir da presença.
Este pode não ser o seu caso, maspode ser o caso de algumas pessoas, não confunda a supressão dos pensamentos com estar presente. Algumas pessoas são capazes de suprimir o pensamento, o que requer um esforço, e você fica um pouco contraído quando você faz isso.
Em outras palavras, algumas pessoas conseguem se forçara parar de pensar.Mas isso não é presença verdadeira, você não pode se forçar a ficar presente, não é por força, não há nenhuma contração nesse estado e nem mesmo um esforço. Deixe-me demonstrar, porque as palavras às vezes não são suficientes...
Se você se força a parar de pensar, o corpo se contrai um pouco e você está reprimindo algo, e você faz assim, e pode até parar de respirar por algum tempo. E se você se contiver e parar de respirar durante um tempo, você pode conseguir parar de pensar, enquanto você faz isso.
Algumas pessoas chamam isso de meditação. E algumas pessoas se aperfeiçoaram tanto nisso que elas conseguem sentar durante uma ou duas horas assim.
E então isso segura os pensamentos, mas no momento em que você se solta, e sai da sua 'meditação', sua mente está ainda mais ativa do que antes, porque você estava segurando a tampa da chaleira fervendo.
Mas a verdadeira presença é simplesmente um afloramento natural de consciência,no qual não existe contração do corpo, e não existe um esforço que deva ser exercido, mas você simplesmente permite que a presença aflore, desta forma:
E este é um estado de abertura. Neste estado, os pensamentos tendem a se dissolver rapidamente. Muito diferente do estado de fechamento, a tampa fechada, deste.
Então, certifique-se de que você não esteja procurando apresença através de um ato de força, de exercer de um força de vontade, porque isso não é presença.
A presença é poderosa, porém branda, amena, aberta!
Algumas pessoas têm uma vida onírica mais ativa, outras menos,é claro que todo mundo sonha, mais ou menos, algumas pessoas lembram-se de seus sonhos, outras quase nunca, e quanto mais atenção você der a seus sonhos, depois de acordar, mais você tende a sonhar.
E pode haver um período na vida de uma pessoa em que prestar atenção aos sonhos seja proveitoso. Tal como como é praticado na terapia junguiana, Pode haver períodos na sua vida em que você possa aprender com os sonhos, podem haver mensagens lá. E quanto mais atenção você der a eles, mais a vida onírica irá responder.
Mas eu acredito que isso seja um período na vida de uma pessoa. E então você segue adiante. E então a vida onírica se torna de menor importância, ou talvez ainda ocasionalmente você tenha um sonho cheio de insights.
A prática importante é a presença na vida diária. Então, finalmente, o resto irá cuidar de si mesmo, e os sonhos tendem a tornarem-se mais pacíficos também. E pode ser que você até diminua a sua quantidade de sonhos. Não que isso importe mais...
Os sonhos são menos necessários para te trazer insights importantes, quando você está presente, porque em presença, os insights tendem a chegar muito diretamente. Então você precisa menos da mediação das imagens oníricas, porque você já está conectado com a fontede todos os insights e da sabedoria.
O engraçado é que se você for a um terapeuta junguiano, depois de um tempo você começa a ter sonhos junguianos. Não é estranho? Não que não seja válido, simplesmente é assim que funciona, porque a vida, ou a consciência, responde às suas expectativas.
Eckhart Tolle
http://www.youtube.com/watch?v=bmPefnSEvsU
União com a Alma
Aquele que procura alcançar a União [com a Alma] tem duas coisas a fazer:
1. Obter o controle da versátil natureza psíquica;
2. Impedir que a mente assuma as diversas formas que tão facilmente assume.
Essas duas coisas produzem o controle do corpo emocional (DESEJO) e o controle do corpo mental (MENTE).
> O desejo incontrolado e uma mente desgovernada vedam a luz da alma e anulam a consciência espiritual.
> Quando a natureza inferior é controlada, a superior pode se manifestar.
> Quando isso é consumado, o Iogue se conhece como realmente é: vê o ego; compreende a verdadeira natureza da Alma; identifica-se com a Realidade Interna e não mais com as formas que a esconde; conquista a consciência espiritual; desperta para o reconhecimento do Deus interno.
De "A Luz da Alma", Tomo I, Alice Bailey
Raja Ioga - Ciência da União
A Raja Ioga dá os meios pelos quais se pode:
> Estabelecer CONTATO CONSCIENTE COM A ALMA;
> Adquirir CONHECIMENTO DO EU e manter seu CONTROLE SOBRE O NÃO-EU;
> Sentir, na vida diária, o PODER DA ALMA;
> CONTROLAR A NATUREZA PSÍQUICA INFERIOR e demonstrar as FACULDADES PSÍQUICAS SUPERIORES;
> Pôr o CÉREBRO EM RELAÇÃO COM A ALMA;
> Intensificar a "LUZ NA CABEÇA" de modo que o homem se torne uma "CHAMA VIVENTE";
> Achar o caminho.
De "A Luz da Alma", Tomo I, Alice Bailey
Qualidades Inatas da Alma
Tudo o que vejo tem o que pode ser chamado de valor adquirido e valor inato ou inerente. O valor adquirido é aquele que foi assimilado diretamente por associação durante a existência. O valor inato é o que sempre é, independentemente da aparência. Por exemplo, o valor adquirido do ouro muda com as oscilações do mercado. Seu valor real ou inato prende-se ao fato de ser um dos minerais mais bonitos. Ele é extremamente dúctil e maleável, por exemplo. Se me perguntassem quais são as qualidades principais presentes num relacionamento harmonioso com alguém, eu poderia imediatamente responder: amor, paciência, tolerância, entendimento, empatia, e assim por diante. Como sei disso? Será puramente pela experiência? Posso me lembrar de realmente ter experimentado completa e constantemente alguma dessas qualidades em algum relacionamento? Provavelmente não.
Nesse caso, de onde vem essa ânsia pelo certo senão de um sentido inato do que é correto ou bom? Como posso julgar ou perceber o nível de paz, amor ou felicidade de uma situação senão por uma projeção dessas mesmas qualidades que estão dentro de mim? É como se elas se juntassem como uma régua sutil para medir o que acontece a minha volta de forma que os ajustes internos necessários possam ser feitos de acordo com a situação. Se é bom ou ruim, pacífico ou confuso, minhas próprias qualidades inatas pelo menos me aconselham sobre o que está acontecendo.
O problema é que elas estão em estado latente e não se traduzem muito facilmente em ação. Apesar de essas qualidades serem a base de meus ideais, quando estou enfraquecido sou incapaz de aplicá-las deliberadamente de acordo com as exigências do momento. Elas precisam ser fortalecidas.
Assim, um dos benefícios mais imediatos na prática da meditação é melhorar o funcionamento desse medidor interno. Minhas qualidades inatas estão simplesmente esperando uma chance de se manifestar. Como uma lâmpada sem corrente, a possibilidade de acender minhas qualidades existe, mas elas precisam ser conectadas com uma fonte de força. Isso é exatamente o que a meditação faz.
Os atributos inatos são propriedades imutáveis. É impossível retirar o azul do céu ou a doçura do mel. O azul e o doce fazem parte da constituição imutável do céu e do mel.
Do mesmo modo, independentemente do que eu me tenha tornado como ser, meus atributos inatos profundos ainda são os mesmos que sempre existiram em mim. É o meu âmago interior de qualidade que, de fato, me inspira a buscar o ideal em tudo o que faço. Se me perguntassem sobre uma lista de qualidades que são importantes em um relacionamento entre duas pessoas, coisas como respeito, honestidade, sinceridade, abertura e outras automaticamente brotariam na mente. Mesmo se eu nunca as experimentei em memória viva, ainda assim, eu as busco. O impulso de buscar e de sonhar vem de minha própria reserva de atributos inatos, que só está esperando para ser descoberta e trazida para a atividade prática.
As qualidades inatas da alma são as fundamentais. Elas são tão básicas que constituem o alicerce de todas as virtudes e poderes.
*Paz *Verdade *Felicidade
*Amor *Pureza *Poder *Equilíbrio
Elas são como as cores primárias, e as virtudes são as secundárias. Assim como o verde é feito do azul mais o amarelo, as virtudes, como paciência, tolerância, coragem, doçura, e assim por diante, são a combinação dessas qualidades básicas. Alguns exemplos:
Paciência — paz, amor e poder
Coragem — poder e verdade
Discernimento — verdade, paz e equilíbrio
O objetivo da meditação Raja Yoga é fortalecer meus próprios atributos inatos de forma que meu comportamento possa ser naturalmente virtuoso.
http://bkwsu.org/brazil/news-and-media-pt/articles-pt/Understanding%20Spiritual%20Knowledge-pt/typea.2007-02-21.2771837721-pt?set_language=pt
Verdade
Uma das primeiras lições que necessitamos aprender é que nossas mentes,
sendo até então incapazes de responder às intuições ocultas, tornam impossível
para nós, dizer com segurança que tal condição seja esta, aquela ou uma outra;
que, até que possamos atuar em nossa consciência de alma, não temos
condições para afirmar o que é e o que não é; que, até nos termos submetido ao
necessário treino, não estaremos em posição de afirmar ou negar coisa alguma.
Nossa atitude deveria ser aquela de uma inquirição razoável e nosso interesse, o
do filósofo que investiga, desejoso de aceitar uma hipótese na base de sua
possibilidade, mas não desejoso de aceitar como verdade provada coisa alguma,
antes de conhecermos o fato por nós mesmos e em nós mesmos.
(...) O valor destas instruções está em sua totalidade e deve ser encontrado na infra-estrutura ou esqueleto subjacente das afirmações coordenadas e correlatas que devem ser consideradas como um todo e não em detalhe e isto por duas razões:
1. A linguagem, como foi dito antes, oculta a verdade e não a revela. Se a verdade é reconhecida, é porque o estudante que investiga encontrou um ponto de verdade em si mesmo, que serve para iluminar seus passos à medida que ele lenta e gradualmente se esforça para diante.
2. Há muitos tipos de mentes e não se deve esperar que a informação dada, por exemplo, neste Tratado, agrade a todos. Deve-se lembrar que todas as pessoas são unidades de consciência exaladas de uma das sete emanações de Deus. Por isso, mesmo suas mônadas, ou aspectos espirituais, são inerentemente diferentes, tal como, no prisma (que é um), há sete cores diferenciadas. Mesmo isto é assim, somente por causada natureza, do ponto de vista e do aparelho de percepção do homem, cujo olho registra e diferencia as intensidades variadas de luz vibratória. Estes sete grupos subsidiários, por sua vez, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, novamente, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, todos igualmente corretos, mas todos apresentando um ângulo de visão sutilmente diferente. Quando a realização acima está acoplada com fatores tais como os diferentes pontos na evolução, as variadas nacionalidades e as características diversas, as distinções inerentes surgidas através da inter-relação entre o corpo físico envolvido e o meio ambiente, tomar-se-á patente que nenhuma aproximação com assuntos abstrusos tais como a natureza do espírito e da alma pode ter uma definição geral nem se submeter a uma terminologia universal.
(...) O valor destas instruções está em sua totalidade e deve ser encontrado na infra-estrutura ou esqueleto subjacente das afirmações coordenadas e correlatas que devem ser consideradas como um todo e não em detalhe e isto por duas razões:
1. A linguagem, como foi dito antes, oculta a verdade e não a revela. Se a verdade é reconhecida, é porque o estudante que investiga encontrou um ponto de verdade em si mesmo, que serve para iluminar seus passos à medida que ele lenta e gradualmente se esforça para diante.
2. Há muitos tipos de mentes e não se deve esperar que a informação dada, por exemplo, neste Tratado, agrade a todos. Deve-se lembrar que todas as pessoas são unidades de consciência exaladas de uma das sete emanações de Deus. Por isso, mesmo suas mônadas, ou aspectos espirituais, são inerentemente diferentes, tal como, no prisma (que é um), há sete cores diferenciadas. Mesmo isto é assim, somente por causada natureza, do ponto de vista e do aparelho de percepção do homem, cujo olho registra e diferencia as intensidades variadas de luz vibratória. Estes sete grupos subsidiários, por sua vez, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, novamente, produzem um aspecto, mentalidade e contato variados, todos igualmente corretos, mas todos apresentando um ângulo de visão sutilmente diferente. Quando a realização acima está acoplada com fatores tais como os diferentes pontos na evolução, as variadas nacionalidades e as características diversas, as distinções inerentes surgidas através da inter-relação entre o corpo físico envolvido e o meio ambiente, tomar-se-á patente que nenhuma aproximação com assuntos abstrusos tais como a natureza do espírito e da alma pode ter uma definição geral nem se submeter a uma terminologia universal.
De "Um Tratado sobre Magia Branca - Tomo I" - Alice Bailey
Trabalho mundano e o trabalho espiritual
(...) A Vida no mundo e a vida no espírito não são incompatíveis. O trabalho, ou a ação, não é contrário ao conhecimento de Deus, porém, na verdade, se realizado sem apego, é um instrumento para ele.
Por outro lado, a renúncia significa renúncia do ego, do egoísmo - não da vida. A finalidade, tanto do trabalho como da renúncia, é conhecer o Eu* interiormente e Brahman** exteriormente, e perceber sua identidade.
O Eu é Brahman, e Brahman é tudo.
* Atman, Alma
** Deus, Criador
Swami Prabhavananda
Os Upanishads
Por outro lado, a renúncia significa renúncia do ego, do egoísmo - não da vida. A finalidade, tanto do trabalho como da renúncia, é conhecer o Eu* interiormente e Brahman** exteriormente, e perceber sua identidade.
O Eu é Brahman, e Brahman é tudo.
* Atman, Alma
** Deus, Criador
Swami Prabhavananda
Os Upanishads
Os três aspectos do homem
Um dos principais meios pelos quais o homem chega a uma compreensão daquela grande totalidade à qual chamamos de Macrocosmo - Deus, funcionando através de um sistema solar - é pela compreensão de si próprio (...).
Através da Lei da Analogia, ou das correspondências, os processos cósmicos e a natureza dos princípios cósmicos são indicados nas funções, estrutura e características de um ser humano. São indicadas mas não explicadas ou elaboradas. Servem simplesmente como sinais na estrada (...).
A compreensão da triplicidade do espírito, alma e corpo permanece, todavia, além do alcance do homem, mas uma idéia quanto às suas relações (...) pode ser indicada por uma apreciação do homem a partir do seu aspecto físico e seu funcionamento objetivo.
Há três aspectos do organismo humano que são símbolos, e somente símbolos, dos três aspectos do ser.
1. A energia, (...) que se retira misteriosamente na morte, retira-se parcialmente nas horas de sono ou da inconsciência, e que parece usar o cérebro como sua sede principal de atividade e daí dirigir o
funcionamento do organismo.
Esta energia tem uma relação direta primária as três partes do organismo a que chamamos cérebro, coração e aparelho respiratório. Este é o símbolo micro cósmico do espírito.
2. O sistema nervoso, com sua complexidade de nervos, (...) para produzir a resposta sensitiva que existe entre os muitos órgãos (...), também para o tornar consciente do, e sensível ao, meio que o cerca. Esta aparelhagem sensorial inteira é a que produz a conscientização organizada e a sensibilidade coordenada do ser humano, primeiro dentro dele mesmo como uma unidade e, secundariamente, capacidade de resposta e estrutura nervosa, coordenando, correlacionando e produzindo uma atividade grupal externa e interna.
(...) Ele está intimamente associado com o aspecto energia, sendo o instrumento utilizado por aquela energia para vitalizar o corpo, para produzir sua atividade e funcionamento coordenados e para conseguir um relacionamento inteligente com o mundo no qual tem de participar.
(...) Por sua vez, é motivado e controlado por dois fatores:
a) A totalidade da energia que é a quota individual da energia vital.
b) A energia do meio ambiente na qual o indivíduo se encontra e na qual tem de atuar e desempenhar seu papel.
Este sistema nervoso coordenador (...) é o símbolo, no homem, da alma, e uma forma e exterior de uma realidade espiritual interior.
3. Há, finalmente, o que poderia ser descrito como o corpo, a totalidade de carne, de músculos e de ossos que o homem vai carregando, correlacionados pelo sistema nervoso e tonificados pelo que vagamente chamamos sua "vida".
Nestes três, a vida, o sistema nervoso e a massa corporal, nós achamos o reflexo e o símbolo do todo maior, e por um detalhado estudo destes e uma compreensão de suas funções e relações grupais, podemos chegar a uma compreensão de algumas das leis e princípios que dirigem as atividades de "Deus na natureza" - uma frase, sublimemente verdadeira e igualmente finitamente falsa.
Os três aspectos da divindade, a energia central, ou espírito; a força coordenadora, ou alma, e aquela que estas duas usam e unificam são, na realidade, um princípio vital se manifestando na diversidade.
Estes são os Três
em Um, o Um em Três, Deus na natureza e a própria natureza em Deus.
Transportando o conceito, à guiza de ilustração, para outros reinos do
pensamento, esta trindade de aspectos pode ser vista atuando:
> no mundo
religioso como o ensinamento esotérico, a simbologia e doutrinas fundamentais
das grandes religiões mundiais e das organizações exotéricas;
> no governo, ele é
a totalidade da vontade do povo seja ela qual for, as leis formuladas e a
administração exotérica;
> na educação, é a vontade de aprender, são as artes e
ciências e os grandes sistemas educacionais exotéricos;
> na filosofia, é a sede de
sabedoria, são as escolas de pensamento inter-relacionadas e a apresentação
exterior dos ensinamentos.
Assim esta eterna triplicidade percorre cada
departamento do mundo manifestado, seja visualizada como aquilo que é
tangível, ou como aquilo que é sensível e coerente, ou o que é tonificante. É
aquela atividade inteligente que foi desajeitadamente chamada conscientização,
é a capacidade de estar consciente, envolvendo, como faz a resposta sensitiva
ao meio ambiente e o dispositivo daquela resposta, a divina dualidade da alma;
é finalmente a totalidade daquilo que é conhecido e que se contata; é aquilo do
qual o aparelho sensitivo se toma consciente. Esta, como veremos mais tarde, é
uma compreensão gradualmente crescente, deslocando-se sempre para os
ramos mais internos e mais esotéricos.
De Um Tratado sobre a Magia Branca - Tomo I - Alice Bailey
O que é um Mestre?
'Há poucos minutos, você me chamou de mestre. O que é um mestre? Pois eu lhe respondo: não é aquele que ensina algo, mas aquele que inspira o aluno a dar o melhor de si para descobrir um conhecimento que ele já tem em sua alma."
Paulo Coelho
O Caminho do Arco
Paulo Coelho
O Caminho do Arco
Passos do Caminho
CONHECER-SE
O primeiro ponto a cumprir é conhecer-te. Não é sem causa que os antigos tinham feito deste conhecimento o primeiro estágio da sua iniciação.
Sabes quais são as tuas qualidades e os teus defeitos. Deves desenvolver umas e eliminar outros. Purificar-se é a primeira parte de todas as iniciações tal como se tem praticado em todos os templos e em todos os agrupamentos de filósofos.
CONDUTA DO CORPO FÍSICO
Em primeiro lugar deves depurar teu corpo, dar-lhe por uma higiene racional, forças e um poder talvez perdidos pela doença e por insuficiência de alimentação, pela falta de ar e de exercícios igualmente prejudiciais. Tu deves adotar uma regra na tua vida mais sã, baseada sobre os princípios que dirigem toda a tua conduta. Teu corpo deve obedecer a teu espírito, e se não está em estado de seguir
o movimento de teu pensamento de que lhe servirá este pobre servidor?
o movimento de teu pensamento de que lhe servirá este pobre servidor?
Se seguires as regras que te aconselhei, adaptarás a tua economia material, todos estes órgãos
que te são submetidos, ao ritmos que são o eco dos ritmos superiores. Já, por esta cultura, aderirás ao plano divino.
que te são submetidos, ao ritmos que são o eco dos ritmos superiores. Já, por esta cultura, aderirás ao plano divino.
LIGAÇÃO COM O ESPÍRITO
Tomando este cuidado, precisarás fazer a educação de teu espírito. Esforçar-te-ás para ter deste espírito uma direção mais segura, uma vontade calma e operadora. Deves desenvolver em ti as faculdades e não partir desta idéia de que não poderás adquiri-las.
DISCERNIMENTO / MENTE
Desenvolve também o teu discernimento, porque, sem ele, a vontade é uma barca sem piloto entre os escolhos da vida. Assim, obterás o império sobre ti mesmo, que te fará senhor do teu inconsciente. Não sofrerás mais o seu impulso, porém, não cedendo senão ao teu espírito, serás tu mesmo em verdade.
SILÊNCIO
Cultiva também o silêncio em que te serão revelados os poderes ocultos. Obtém a calma para os teus sentimentos, a fim de que desenvolvam harmoniosamente. Cala-te e reflete na manifestação das opiniões adversas.
PALAVRA CORRETA / INOFENSIVIDADE
Enfim, será a tua força dizer a palavra conciliadora que religa toda as opiniões. Tu não podes, por ti mesmo, possuir toda a verdade. Por que impões o teu pensamento aos outros? Sê calmo e o teu exemplo pregará melhor ainda do que as palavras. É o primeiro passo a fazeres para a obtenção dos altos poderes, a conquista das forças em ti e ao redor de ti.
CORAÇÃO / SENTIMENTOS
(...) em seguida, farás a educação de teu coração. É um cuidado que muitos negligenciam; eles têm sofrido pelo sentimento, crêem não poderem fazer nada de melhor do que negar o coração.
Mas, estes males provêm de uma impulsividade muitas vezes atendida. Deverás primeiramente refrear está impulsividade, estas perturbações.
AUTO ESQUECIMENTO
AUTO ESQUECIMENTO
Atraído pelas qualidades exteriores, estás talvez muito triste por amar pessoas que não respondem ao teu ideal elevado; pedes-lhes sentimentos que florescem em teu próprio coração e, como elas são diferentes de ti, a ternura delas é desviada ou se manifesta de outro modo não desejado por ti, sofrerás profundamente.
Seu papel é nos tornar clarividentes ao encontro do que mais nos seduz, nos ensinar a paciência para atingir o desabrochar dos sentimentos dos outros. Muitas vezes a falta está em julgar os outros de acordo consigo mesmo. É uma escolha a evitar. As dores passadas têm isso de bom: elas te servirão de guia para os acontecimentos futuros.
Refrear, porém, o coração não é suprimi-lo; pelo contrário, quando o caminho parecer seguro, tu poderás, em belo surto, procurar a ternura e a glória de uma afeição partilhada. E, quanto esta alegria, apurada pela pesquisa de um ideal comum, será mais alta e mais pura!
Isto não será uma vitória ou um prazer passageiro como o objeto de tua pesquisa, mas uma comunhão de idéias que te conduzirá a querer o bem do ser amado antes do teu próprio.
O teu coração alargar-se-á, e, à margem das ternuras costumeiras, aprenderás a amar a Natureza, a obter de seu seio amigo as lições da calma, de expansão de uma vida nova, de bondade, de doçura, de fraternidade universal. Gozarás a expansão de uma vida nova, a alegria superior de compreender o que começaste a amar cegamente.
Durville
A Ciência Oculta
O Objetivo do Processo Evolutivo
Pela distribuição das partículas constituintes dos nossos veículos físico-etérico, astral e mental inferior, segundo a densidade e o raio, em consequência da imensa quantidade de interações e reações entre si e com as energias exteriores, é que a nossa personalidade é definida.
A atuação da MÔNADA via Alma, ao longo das muitas encarnações e experiências, vai controlando esses corpos, substituindo as partículas mais densas pelas mais sutis e ampliando as qualidades dos raios.
Eis o objetivo do processo evolutivo: o domínio total de todos os planos, subplano a subplano, para que a Mônada possa expressar toda a sua divindade em qualquer plano. Pelo controle completo dos nossos veículos chegaremos ao controle completo do meio exterior.
A sentença CONHECE-TE A TI MESMO deve ser acrescida de DOMINA-TE A TI MESMO .
Alice Bailey
Tratado sobre Fogo Cósmico
Ostra feliz não faz pérola
“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...”
Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.
Quarto de Badulaques LXXV
Rubem Alves
http://www.rubemalves.com.br/quartodebadulaquesLXXV.htm
A comunicação com a Mônada através da Alma
Os nossos corpos físico, emocional e mental são formados segundo leis hereditárias e segundo leis genéticas. Na sua composição entram elementos que são incompatíveis com a energia e com o ritmo que a Mônada (o nosso núcleo no cosmos) tenta imprimir nos corpos e na vida.
Os vórtices energéticos desses corpos estão em sintonia com uma determinada espiral evolutiva, da evolução natural, da evolução material. Esses vórtices tem uma vibração muito mais lenta do que aquela que a mônoda tenta imprimir nesses veículos e na vida desses veículos. Não raras vezes esses vórtices dos corpos giram até em sentido contrário àquele que a mônoda, o espírito, está tentando imprimir.
A purificação, o ajuste desses vórtices, a reordenação desses ritmos no corpo físico, no corpo emocional e no corpo mental, isso é uma tarefa da mônada, é uma tarefa desse núcleo nosso no campo cósmico. Essa é uma tarefa que a Mônada é ajuda por certas hierarquias que ajudam no processo de adaptação desses vórtices.
Hoje em dia, na nossa evolução atual, o corpo da Alma, que é esse núcleo que nós temos no nível intuitivo, é o único corpo nosso que está mais afinado com essa vibração da Mônada e com esses ritmos que a Mônada está tentando imprimir no ser. Então o corpo da Alma, o corpo do Eu Superior, este corpo invisível, não material, que nós temos num nível intuitivo, esse é o primeiro corpo nosso que começa a se afinar com aquilo que a Mônada, com aquilo que o Espírito, com aquilo que nosso núcleo vivo no Plano Cósmico está tentando imprimir. Então cabe a este corpo da Alma, que é o primeiro afinado com essas coisas, servir de ligação entre a Mônada (o Espírito no Plano Cósmico) e os nossos corpos materiais, o nosso ser material, o nosso ser mental, emocional e etérico físico. E este corpo da Alma que nós chamamos de corpo causal, que está no nível intuitivo, além dele ser a ligação do que é superior e estes corpos (esta personalidade humana), ele tem a tarefa de participar dos grupos de almas, de estar nos grupos de almas no plano das almas. Nós temos esse corpo causal (o corpo da Alma) que é o primeiro corpo nosso que está em contato com outras almas. É o primeiro corpo nosso que tem um contato superior. É o primeiro corpo nosso que vive em um nível, em um ritmo, mais compatível com os ritmos propostos pelos nossos núcleos superiores.
Há indivíduos, muitos dentre nós, que estão trabalhando para que a mente que está num nível muito vulnerável, para que a mente fique concentrada nesse corpo causal, nessa Alma. Há seres que estão trabalhando isso bem conscientemente, que estão fazendo esse esforço, esse exercício de manter a mente e de manter o coração nesse nível da Alma, do Eu Superior como nós chamamos também. E há outros indivíduos que já estão trabalhando um pouco mais além. Já estão trabalhando um contato com um núcleo mais profundo. Já conseguiram um certo contato com esse mundo da Alma (o mundo causal) e estão trabalhando um contato mais profundo, isto é, já estão buscando com sua consciência, com seu trabalho, com seus exercícios, núcleos mais profundos além destes. Isto é um pouco misterioso para nós nesse momento. Mas enquanto nós estamos conscientemente já buscando esse Eu Superior, esse núcleo da Alma, há seres na superfície da Terra que já estão buscando núcleos mais profundos. Estão buscando essa área de consciência que está lá no Plano Cósmico, que é a Mônada, o Espírito.
Para estes que já estão se voltando para esse núcleo mais profundo lá no Plano Cósmico, para estes os laços aqui no mundo tridimensional, os laços aqui na vida humana, teriam que ser mais liberados do que estão atualmente e as consciências teriam que estar mais elevadas e mais identificadas com os níveis supra-físicos do que com os níveis tridimensionais. E aqui há um equilíbrio que o indivíduo deve conseguir. O indivíduo deve se ajustar à essa situação.
Novas luzes de Mirna Jad
Trigueirinho
http://www.irdin.org.br/todos/por/colecao_detalhes.html?cod=CO-2400/5
A riqueza interna
"Nada lhe posso dar que já não existe em você mesmo.
Não posso abrir-lhe um mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma.
Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso e a chave.
Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo."
Hermann Hesse
Oração da alma
“A alma, quando encontra a sua plenitude, está em constante oração?”
Existem almas que já estão a serviço. E existem almas que já tem consciência do serviço. E a consciência da alma em serviço é a oração. A alma consciente do seu serviço, a alma coligada com seu serviço, isso é oração da alma. O serviço é sua oração.
Agora, sim, pode haver almas que façam outro tipo de serviço; almas orantes, por exemplo. Mas o serviço da alma é considerado uma oração.
Conversas especiais – 48
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011
http://www.irdin.org.br/palestra/por/audicao.php?cod=12206
Existem almas que já estão a serviço. E existem almas que já tem consciência do serviço. E a consciência da alma em serviço é a oração. A alma consciente do seu serviço, a alma coligada com seu serviço, isso é oração da alma. O serviço é sua oração.
Agora, sim, pode haver almas que façam outro tipo de serviço; almas orantes, por exemplo. Mas o serviço da alma é considerado uma oração.
Conversas especiais – 48
Trigueirinho
Palestra proferida em 10/Jul/2011
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