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Pratique
A prática é definitivamente imprescindível.
Podeis vos assentar e escutar-me, uma hora, diariamente, mas se não praticais, não dareis um só passo adiante. Depende, tudo, da prática. Nunca entenderemos estas coisas enquanto não fizermos a experiência. Temos de vê-las, senti-las, nós mesmos.
Somente ouvir explicações e teorias não basta.
Swami Vivekananda
Raja Yoga
Meditação Raja Yoga - Parte 12 - A sétima etapa: Dhyana
A fim de atingir o estado superconsciente de uma maneira científica, é necessário passar através dos vários estágios de Raja-Yoga. Depois de Pratyahara e Dharana, chegamos a Dhyana, a meditação. Dhyana é a sétima etapa da Raja Yoga.
Quando a mente foi treinada para permanecer fixa em um determinado local interno ou externo, chega a ela o poder de fluir em uma corrente ininterrupta, por assim dizer. Este estado é chamado Dhyana.
Em Dhyana o foco no objeto atingido em Dharana se estabiliza e nele permanece. A concentração do iogue permanece no ponto entre as sobrancelhas e a meditação pode ser feita utilizando um pensamento semente. O pensamento semente se torna o objeto da meditação.
Causas externas, movimentos internos e a reação
Estas idéias devem ser compreendidas ao estudarmos Dhyana, ou meditação. Ouvimos um som. Primeiro há a vibração externa; segundo, o movimento dos nervos que a leva à mente; terceiro, a reação da mente, com a qual surge, como relâmpago, o conhecimento do objeto que era a causa externa dessas diferentes mudanças, desde as vibrações etéreas às reações mentais. Estes três fenômenos sã chamados, na yoga, sabda (som), artha (significado), e jnana (conhecimento).
Na linguagem da fisiologia são chamados a vibração etérea, o movimento no nervo e cérebro, e a reação mental. Os três, através de processos distintos, misturaram-se de maneira a tornar-se indistinguíveis. De fato, não podemos agora perceber nenhum deles; apenas percebemos seu efeito culminado, que chamamos objeto externo. Cada ato de percepção inclui os três e não hã razão por que não podemos distingui-los.
Quando por prévia preparação, a mente se tenha tornado forte e controlada e obtido poder mais fino de percepção, deve ser utilizada na meditação. Esta, deve começar com objetos grosseiros e vagarosamente elevar-se a objetos mais finos, até tornar-se sem objeto. A mente deve primeiro dedicar-se a perceber as causas externas das sensações, depois os movimentos internos e depois sua própria reação. Quando conseguir perceber, isoladas, as causas externas das sensações, obterá o poder de perceber todas as existências materiais sutis, todos os corpos e formas finos
Quando assim consegue perceber os movimentos internos em si mesmos, terá o controle de todas as ondas mentais, em si mesma ou nos outros, antes mesmo que se tenham traduzido em energia física. E quando a mente do iogui estiver apta a perceber a reação mental em si mesma, terá adquirido o conhecimento de tudo, desde os objetos sensíveis, como todo pensamento, são o resultado dessa reação. Então o iogui verá os alicerces da mente e ela estará sob seu perfeito controle.
Swami Vivekananda
Raja Yoga
Meditação Raja Yoga - Parte 11 - A sexta etapa: Dharana
A sexta etapa da Raja Yoga é chamada de Dharana.
Dharana consite em concentrar a mente em um único ponto ou objeto, sustentando essa concentração. O propósito é investigar a verdade por traz do objeto da meditação. Mantendo a distinção do objeto e suas propriedades, daquilo que o circunda, conduz a uma clara e vigorosa consciência do objeto.[1]. A meditação ocorre com Dharana e Dhyana juntamente.
Em Dharana investigamos as "Quatro Perspectivas" (Forma, Qualidade, Propósito e Causa) de um objeto de meditação e depois a registramos em um papel.[2]
Patanjali [3] diz "A consciência de um objeto é alcançada pela concentração em sua quádrupla natureza:
- A forma - através do exame
- A qualidade (gunas) - através da participação discriminadora
- O propósito - através da inspiração
- A causa (Alma) - através da identificação."
Essa é uma das etapas mais interessantes da meditação Raja Yoga, pois é nessa etapa que o conhecimento da Alma começa fluir para a personalidade. Dharana deve ser aprimorada pelo pelo discípulo através da prática e do estudo mais aprofundado. Esse texto é apenas um passo inicial.
[1] Sharma, Devinder Enlightenment Is the Secret to Fly, p.541
[2] Saraydarian, Torkom "Meditação Caminho da Auto-Realização" p.116
[3] Saraydarian, Torkom "Meditação Caminho da Auto-Realização" p.99
Meditação Raja Yoga - Parte 10 - A quinta etapa: Pratyahara
A quinta etapa da Raja Yoga é chamada de Pratyahara.
O que é Pratyahara? Sabemos como nascem as percepções. Em primeiro lugar há os instrumentos externos, depois os órgãos internos, funcionando no corpo através dos centros cerebrais, e por último, a mente. Quando todos se juntam e se ligam a algum objeto externo, então, percebemo-lo. Ao mesmo tempo, é bastante difícil concentrar a mente e ligá-la a apenas um órgão; a mente é a escrava de objetos físicos.
Todas as ações, internas e externas, ocorrem quando a mente se liga a determinados centros, chamados órgãos. Querendo ou não, as pessoas juntam suas mentes aos centros. Essa, a razão por que cometem ações tolas e sentem-se infelizes.
Porém, se tivessem a mente sob controle, não agiriam assim. Qual seria o resultado de controlar-se a mente? Seria o de evitar que eia ficasse ligada aos centros de percepção, e, naturalmente, o sentir e o querer estariam sob controle. É claro até aqui. Mas, isto é possível?
Mente o macaquinho maluco
Quão árduo é controlar a mente! Bem foi ela comparada ao macaquinho maluco, da história. Havia um macaquinho, inquieto por sua própria natureza, como todos os macacos. Como se não bastasse isso, alguém o fez beber bastante vinho, de forma que se tornou ainda mais irrequieto. Então, um escorpião o ferrou. Quando uma pessoa é ferrada por um escorpião, salta de dor durante todo um dia, O pobre macaquinho sentiu-se absolutamente miserável. E para completar sua desgraça, um demônio o possuiu. Que palavras podem descrever a sua incontrolável inquietação?
A mente humana assemelha-se ao macaquinho. Incessantemente ativa por sua própria natureza, embriaga-se com o vinho do desejo, que lhe aumenta a turbulência. Depois que o desejo apoderou-se dela, vem o ferrão do escorpião do ciúme pelo sucesso dos outros; e por fim o demônio do orgulho instala-se na mente, fazendo-a atribuir-se muita importância. Quão árduo o controle da mente!
Acalmando a mente
Portanto, a primeira lição é sentar-se por um tempo e deixar vagar a mente. Ela está em efervescência durante a maior parte do tempo. Assemelha-se àquele saltitante macaquinho. Que o macaco salte quanto queira; simplesmente esperai e observai.
Conhecimento é poder, diz o provérbio, e é verdadeiro. A menos que se saiba o que a mente está fazendo, não se pode controla-la. Entregai-lhe as rédeas, talvez surjam muitos terríveis pensamentos; ficareis admirados ao ver que é possível ter tais pensamentos; mas encontrareis que a cada dia que passa, as divagações da mente serão menos violentas, que gradualmente ela se vai tornando mais tranquila.
Nos primeiros meses notareis na mente uma infinidade de pensamentos; depois, que vão diminuindo e que em mais alguns meses serão bem poucos, até que, por fim, a mente estará sob perfeito controle.
Controlar a mente e não permitir que ela se ligue aos centros, é Pratyahara. Como consegui-lo? É um trabalho imenso; não pode ser feito num dia. Somente pelo esforço contínuo, paciente, durante anos, teremos êxito.
Swami Vivekananda
Raja Yoga
Meditação Raja Yoga - Parte 9 - A quarta etapa: Pranayama
A função do Pranayama é possibilitar ao aspirante o controle sobre o sistema nervoso. Um gradual controle sobre esse sistema possibilita o controle da mente e do "prana" (energia vital). Pranayama também é o processo que objetiva auxiliar a nos mantermos não afetados por pensamentos perturbadores, mantendo o corpo e a mente perfeitamente alinhados e com saúde.
Na Raja Yoga, o Pranayama é realizado de forma simplificada. Deve-se manter a respiração normal, sem qualquer controle sobre ela, apenas observando seu ritmo (influxo e efluxo). A concentração na respiração ajuda a mente a se acalmar, aumentando a concentração no objeto da meditação.
O Pranayama na Raja Yoga é um método acessório e não o objetivo em si.
Swami Rama
Path of Fire
Meditação Raja Yoga - Parte 8 - A terceira etapa: Asana
A terceira etapa da Raja Yoga é Asana, ou postura. Apesar da Raja Yoga ter foco no desenvolvimento da mente, algumas observâncias podem ser feitas quanto à postura física mais adequada.
Vejamos abaixo as instruções de Swammi Vivekananda sobre Asana:
Devemos cumprir, diariamente, uma série de exercícios, físicos e mentais, até alcançarmos estados mais elevados. Portanto é absolutamente necessário que encontremos uma postura na qual possamos permanecer durante muito tempo. Essa postura, a mais cômoda, deve ser a escolhida. Para pensar, uma determinada postura pode ser muito cômoda para uma pessoa, enquanto que para outra pode ser desconfortável. Saberemos mais tarde, que durante o estudo destes assuntos psicológicos, o corpo se torna teatro de grande atividade.
Correntes nervosas serão deslocadas e encaminhadas através de um novo canal. Surgirão novas espécies de vibrações; a constituição inteira será remodelada, por assim dizer. Mas a parte essencial da atividade permanecerá ao longo da coluna vertebral; portanto a única coisa necessária para a postura é manter a coluna livre, sentando-nos eretos, de modo que as três partes – peito, pescoço e cabeça – fiquem em linha reta. Que o peso total dessas partes descanse nas costelas, e teremos uma postura natural e cômoda, com a coluna reta. Notamos, facilmente, que não conseguiremos produzir pensamentos elevados, com o peito para dentro.O foco da postura é muito mais em uma posição onde possamos permanecer por algum tempo, para podermos praticar as reflexões com semente e a contemplação. Não é foco da Raja Yoga o desenvolvimento de posturas para fortalecimento do corpo físico como é feito na Hatha Yoga. Uma mente treinada pode harmonizar todo o sistema corporal sem a necessidade de posturas e exercícios físicos que exijam grande esforço.
Na Raja Yoga a postura é apenas observada para que permita ao meditador permanecer o tempo que for necessário em uma postura, sem estressar seu corpo e mantendo a coluna ereta. Sentar-se em um poltrona ou cadeira, de forma confortável, com a coluna ereta é o suficiente.
Meditação Raja Yoga - Parte 7 - A segunda etapa: Niyama
A segunda etapa da Raja Yoga, conforme os Yoga Sutras de Patanjali, é o Niyama.
Niyama, do sanscrito "contenção", "observância", "regra", "restrição", "necessariamente" denota o dever ou obrigação adotado por um aspirante espiritual no caminho da Raja Yoga.
Segundo Patanjali são cinco as regras de observância:
Shaucha (Çauca): limpeza.
Da limpeza [Çauca] vem a indiferença ao próprio
corpo e o desinteresse por se misturar aos demais.
(Yoga Sutras de Patanjali 2:40)
Santosha: contentamento.
Do contentamento vem a obtenção da mais elevada
felicidade [bem-estar].
(Yoga Sutras de Patanjali 2:42)
Tapas: sacrifício, austeridade, penitência.
Tapas traz a destruição das impurezas, o que leva à
perfeição dos sentidos do corpo [káya ]. (Yoga Sutra de Patanjali, 2:43)
Svadhyaya: auto-estudo das escrituras.
A busca do saber interior [svádhyáya ], orientada pela
presença divina, traz a integração mais elevada
[ samprayoga ]. (Yoga Sutra de Patanjali, 2:44)
Ishvarapranidhana: auto-entrega.
Da entrega ao Íçvara, a perfeição no samadhi.
(Yoga Sutra de Patanjali, 2:45)
Swami Jnaneshvara Bharati
Meditação Raja Yoga - Parte 6 - A primeira etapa: Yama
Yama compõem a primeira etada do Caminho Óctuplo dentro da Raja Yoga, segundo os Yoga Sutras de Patanjali. Yama constitui uma regra ou código de conduta para viver com um estado de consciência virtuoso. Eles definem como devemos orientar as nossas relações externas e internas.
Patanjali lista cinco Yamas em seu Yoga Sutras:
Yama é a não-agressão [ahi,sa], a autenticidade
[satya], o não roubar [asteya], a prática de uma vida
espiritualmente regrada [bráhmacarya] e o não cobi-
çar [aparigraha]. (Yoga Sutras de Patanjali, 2:30)
1. Ahimsa
Não violência, inofensividade, abster-se de agredir os outros, não causar dor aos demais seja por pensamentos, palavras ou ações
Com o estabelecimento da não-agressão [ahi,sa], a
inimizade desaparece das proximidades (Yoga Sutras de Patanjali, 2:35)
2. Satya
Verdade e correção. Aplicação dessas tanto aos pensamentos como às palavras.
Com o estabelecimento da autenticidade [satya], há o domínio sobre as ações e seus frutos. (Yoga Sutras de Patanjali, 2:36)
3. Asteya
Asteya refere-se a não roubar, não cobiçar, nem acumular, assim como não obstruir desejos de outras pessoas na vida.
Com o estabelecimento do não-roubar [asteya], há a presença de todas as coisas excelentes. (Yoga Sutras de Patanjali, 2:37)
4. Brahmacharya
Uma vida devotada à espiritualidade. Abstinência, particularmente no caso da actividade sexual. Implica necessariamente o celibato. Além disso, o comportamento responsável em relação ao nosso objetivo de avançar em direção à verdade. Ele sugere que devemos formar relacionamentos que promovam a compreensão das verdades mais elevadas. Praticar brahmacharya significa que usamos a nossa energia sexual para regenerar a nossa conexão com nosso eu espiritual. Isso também significa que nós não usamos essa energia em qualquer forma que possa prejudicar os outros.
Com a prática de uma vida espiritual [brahmacarya], a obtenção de vigor (Yoga Sutras de Patanjali, 2:38)
5. Aparingaha
Não possessividade, não realização através dos sentidos, não cobiça, não apego, não indulgência, não ganância. O termo normalmente significa limitar posses para o que é necessário ou importante.
Com o não cobiçar [aparigraha], a percepção correta do como e do porquê do nascimento. (Yoga Sutras de Patanjali, 2:39)
Swami Jnaneshvara Bharati
Meditação Raja Yoga - Parte 5 - Caminho Óctuplo
A meditação Raja Yoga foi dividida por Patânjali em um caminho óctuplo.
- Yama: constituiu um código de conduta (moralidade).
- Nyama: observância religiosa, comprometimento com a prática, com o estudo e devoção.
- Asana: integração do corpo e mente através da atividade física.
- Pranayama: regulação da respiração promovendo a integração corpo e mente.
- Pratyahara: abstração dos sentidos, retirada dos sentidos de seus objetos de percepção.
- Dharana: concentração unidirecional da mente.
- Dhyana: meditação, estabilização da concentração.
- Samadhi: estado de consciência tranquila, superconsciente, absorvida.
Essas caminho não é linear, porém certas condições são necessárias para uma realização de uma determinada etapa. Por exemplo, não se alcança estados de concentração uni-direcionada se o praticante tiver problemas de conduta moral e de comprometimento com a prática.
Swami Jnaneshvara Bharati
Meditação Raja Yoga - Parte 4 - Consciência, Transformação e Serviço
A Raja Yoga é, em essência, a verdadeira psicologia. É uma aproximação prática, experimental, à Alma, uma técnica de tornar-se um com a Alma.
Um raja iogue pode ter poderes paranormais altamente desenvolvidos. Devido à esses poderes ele é chamado de raja, de rei, alguém que tem grande controle sobre o seu eu inferior e sobre as energias e leis da natureza. Um das coisas importantes do que devemos nos lembrar é que o raja iogue não trabalha para o desenvolvimento psíquico, mas para a expansão de sua consciência, vivendo uma vida de sacrifício, de amor e de luz.
Qualquer movimento equivocado para desenvolver poderes paranormais pode ter consequências funestas no nosso organismo. A verdadeira paranormalidade é resultado de uma consciência que se expande, de um mecanismo que se transforma e de uma vida de serviço abnegado.
A verdadeira consciência de grupo começa no caminho da raja ioga, quando o homem entra na consciência anímica e responde como Alma, não como personalidade.
Saraydarian
Meditação Raja Yoga - Parte 3 - Parando a mecanicidade da mente
O método da Raja Yoga tem como objetivo parar a mecanicidade da mente, parar seus movimentos, suas mudanças (alterações) e torná-la um espelho límpido que reflita as grandes visões, idéias e belezas vistas através dos olhos da Alma.
Um raja iogue deve estar muito vigilante em relação a seus pensamentos, palavras e ações, de modo a não prejudicar nenhum ser vivo, e fazer do seu coração uma fonte de compaixão para com todos os seres vivos. Ele terá que usar toda as suas energias para a construção da ponte interior (antakarana) e para o serviço da humanidade.
Terá de estar focalizado na sua meta com todo o seu coração e mente, e permanecer sempre na luz da alma. Deve tentar fazer de toda a sua vida uma meditação extensiva, um processo de sublimação, de modo que possa atingir sua meta, que é a infusão e a realização da Alma.
À medida que seu trabalho avança e traço de hábitos seculares, ações mecânicas, memórias, impulsos e ilusões ocultas são purificadas, a alma humana gradualmente muda seu fogo de consciência e focaliza-se no Lótus, no mecanismo da Alma, e obtém a grande sabedoria do Cálice, acumulada através de eras.
O homem torna-se uma Alma e, até a quarta expansão maior de consciência, ele atua como uma Alma resplandecente de luz no seu Guia, o Anjo. No momento devido, o Anjo o deixa e o homem se torna Senhor de si mesmo.
Saraydarian
Meditação Raja Yoga - Parte 2 - Eu sou uma Alma
Nos Yoga Sutras de Patanjali a técnica científica (da Raja Yoga) nos é dada para expandir nossa consciência de Alma de modo a atuarmos como Almas.
Os Yoga Sutras de Patanjali eram o livro texto das escolas secretas, onde os discípulos e iniciados eram treinados. O Bhagavad Gita e o Novo Testamento são demonstrações, através de um drama existencial, dos resultados desta técnica interior.
Na Raja Yoga, a alma humana em expansão permanece na Luz do Anjo Solar e procura absorver essa luz e ser una com sua fonte. Por essa razão, Patanjali sugere a técnica dos Quatro Pontos de Vista que leva o homem à consciência causal, aos planos mentais superiores ao matrimônio místico com a Alma.
Um ser humano liberado é alguém que é capaz de alcançar esse estado de consciência e agir como Senhor da personalidade.
Saraydarian
Meditação Raja Yoga - Parte 1 - Introdução
Raja significa real, de rei, grandioso ou majestoso. Yoga significa comunhão, conexão, ligação. Raja Yoga é a técnica de unificação com o Senhor Interior, com o Anjo Solar, a Consciência de cada Ser ou Alma.
A Raja Yoga teve início na Índia através de Patanjali. Em seus sutras ele discorre sobre o caminho real, majestoso, de tornar-se um homem consciente da Alma.
Nesta técnica, o intelecto humano encontra a inteligência divina, ou a luz da Alma e, finalmente, em segurança, é conduzido à realização da Alma. Através desta técnica o filho pródigo se transforma no filho que retorna a Alma.
Os Yoga Sutras de Patanjali são a base para o estudo e a prática da Raja Yoga.
Saraydarian
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