Conhecimentos essenciais


Teoricamente, o “conhecido” seria para nós o corpo físico, a parte mais visível do homem, mas... realmente conhecemos nosso corpo? 

Como bem afirma o investigador I. K. Taimni:

“Muitas pessoas educadas e sensatas não conhecem nem sequer os fatos mais elementares acerca de seu corpo, e se lhes pergunta em que lado fica o fígado, não conseguem responder. Podem dar informação correta sobre a constituição do Sol e dos elementos presentes nele; sabem tudo o que se refere ao motor de um automóvel, mas ignoram o que se refere ao corpo físico com o qual tem de trabalhar durante toda sua existência nesta terra. Este é um comentário triste sobre nosso sistema educacional que nos entope a cabeça com todo tipo de conhecimentos inúteis sobre o não essencial, e descuida quase por completo das coisas que mais importam na vida”. 

O Ser Humano 
Monografia 2 
Opus Philosophicae Initiationis

Como preparar a mente para receber e compreender a vontade?

A vontade vem do Mundo Interior, dos Planos Internos, dos planos superiores. Então a mente, para receber a vontade, deve estar receptiva ao mundo interior. 

Essa mente está num corpo mental. Se nós começarmos a usar excessivamente o lado concreto, dedutivo, analítico da mente, ela vai perdendo a flexibilidade. Parece que raciocinando e analisando a mente se torna flexível, mas é o contrário. A mente se torna flexível e aberta é exatamente quando ela deixa de praticar as coisas, os dons da mente concreta – raciocínios, deduções, análises.

Então, a mente vai se abrindo e ficando flexível é quando ela tem a força e a inspiração de ir deixando essas qualidades de lado e i-las substituindo pela recepção das impressões superiores. Este é o caminho da mente e é assim que a preparamos para receber a vontade.

A evolução da mente, do corpo e do sofrimento e reflexões sobre iniciação
Trigueirinho
Palestra proferida em fevereiro de 2003

Observar o nosso interior

O conhecimento da mente, da natureza interna do homem, do pensamento, jamais será conseguido se não tivermos, antes, desenvolvido o poder de observar o que acontece dentro de nós.

Swami Vivekananda
Raja Yoga

Os pensamentos atuam como ímã


Os pensamentos nobres purificam o corpo astral, mesmo quando não se trabalha conscientemente para  esse fim. 

Além disso, devemo-nos lembrar que este trabalho íntimo exerce uma influência poderosa sobre os pensamentos do exterior que o corpo astral atrai. Um corpo ao qual o possuidor permite responder habitualmente aos pensamentos malignos, atua como um ímã sobre todas as formas de pensamentos semelhantes que vagueiam no ambiente. O mesmo não sucede ao corpo astral puro que, pelo contrário, atua sobre esses pensamentos com uma energia repulsiva, e só atrai as formas de pensamentos de natureza idêntica à sua. 

O homem e seus Corpos 
Annie Besant

Tao Te Ching - Aforismo 1 - O Tao

O caminho que pode ser seguido
Não é o Caminho Perfeito.
O nome que pode ser dito
não é o Nome eterno.
No principio está o que não tem nome.
O que tem nome é a Mãe de todas as coisas.

Lao Tsé

Passos do Caminho

CONHECER-SE
O primeiro ponto a cumprir é conhecer-te. Não é sem causa que os antigos tinham feito deste conhecimento o primeiro estágio da sua iniciação.

Sabes quais são as tuas qualidades e os teus defeitos. Deves desenvolver umas e eliminar outros. Purificar-se é a primeira parte de todas as iniciações tal como se tem praticado em todos os templos e em todos os agrupamentos de filósofos.

CONDUTA DO CORPO FÍSICO
Em primeiro lugar deves depurar teu corpo, dar-lhe por uma higiene racional, forças e um poder talvez perdidos pela doença e por insuficiência de alimentação, pela falta de ar e de exercícios igualmente prejudiciais. Tu deves adotar uma regra na tua vida mais sã, baseada sobre os princípios que dirigem toda a tua conduta. Teu corpo deve obedecer a teu espírito, e se não está em estado de seguir
o movimento de teu pensamento de que lhe servirá este pobre servidor?

Se seguires as regras que te aconselhei, adaptarás a tua economia material, todos estes órgãos
que te são submetidos, ao ritmos que são o eco dos ritmos superiores. Já, por esta cultura, aderirás ao plano divino.

LIGAÇÃO COM O ESPÍRITO
Tomando este cuidado, precisarás fazer a educação de teu espírito. Esforçar-te-ás para ter deste espírito uma direção mais segura, uma vontade calma e operadora. Deves desenvolver em ti as faculdades e não partir desta idéia de que não poderás adquiri-las. 

DISCERNIMENTO / MENTE
Desenvolve também o teu discernimento, porque, sem ele, a vontade é uma barca sem piloto entre os escolhos da vida. Assim, obterás o império sobre ti mesmo, que te fará senhor do teu inconsciente. Não sofrerás mais o seu impulso, porém, não cedendo senão ao teu espírito, serás tu mesmo em verdade. 

SILÊNCIO      

Cultiva também o silêncio em que te serão revelados os poderes ocultos. Obtém a calma para os teus sentimentos, a fim de que desenvolvam harmoniosamente. Cala-te e reflete na manifestação das opiniões adversas. 


PALAVRA CORRETA / INOFENSIVIDADE
Enfim, será a tua força dizer a palavra conciliadora que religa toda as opiniões. Tu não podes, por ti mesmo, possuir toda a verdade. Por que impões o teu pensamento aos outros? Sê calmo e o teu exemplo pregará melhor ainda do que as palavras. É o primeiro passo a fazeres para a obtenção dos altos poderes, a conquista das forças em ti e ao redor de ti.

CORAÇÃO / SENTIMENTOS
(...) em seguida, farás a educação de teu coração. É um cuidado que muitos negligenciam; eles têm sofrido pelo sentimento, crêem não poderem fazer nada de melhor do que negar o coração.

Mas, estes males provêm de uma impulsividade muitas vezes atendida. Deverás primeiramente refrear está impulsividade, estas perturbações.


AUTO ESQUECIMENTO
Atraído pelas qualidades exteriores, estás talvez muito triste por amar pessoas que não respondem ao teu ideal elevado; pedes-lhes sentimentos que florescem em teu próprio coração e, como elas são diferentes de ti, a ternura delas é desviada ou se manifesta de outro modo não desejado por ti, sofrerás profundamente.

Seu papel é nos tornar clarividentes ao encontro do que mais nos seduz, nos ensinar a paciência para atingir o desabrochar dos sentimentos dos outros. 

Muitas vezes a falta está em julgar os outros de acordo consigo mesmo. É uma  escolha a evitar. As dores passadas têm isso de bom: elas te servirão de guia para os acontecimentos futuros. 

Refrear, porém, o coração não é suprimi-lo; pelo contrário, quando o caminho parecer seguro, tu poderás, em belo surto, procurar a ternura e a glória de uma afeição partilhada. E, quanto esta alegria, apurada pela pesquisa de um ideal comum, será mais alta e mais pura! 

Isto não será uma vitória ou um prazer passageiro como o objeto de tua pesquisa, mas uma comunhão de idéias que te conduzirá a querer o bem do ser amado antes do teu próprio.

O teu coração alargar-se-á, e, à margem das ternuras costumeiras, aprenderás a amar a Natureza, a obter de seu seio amigo as lições da calma, de expansão de uma vida nova, de bondade, de doçura, de fraternidade universal. Gozarás a expansão de uma vida nova, a alegria superior de compreender o que começaste a amar cegamente.

Durville
A Ciência Oculta

Trabalho com Entusiasmo

Junte-se à todos que fazem seu trabalho com entusiasmo.
Mas para que você possa ser útil a eles como eles são úteis a você, é preciso saber quais são as suas ferramentas, e como poderá aperfeiçoar suas habilidades.

Paulo Coelho
O Caminho do Arco

Algumas notas sobre a voz


1. "A Respiração, Voz, Eu e a Palavra é a síntese dos sete sentidos." (Doutrina Secreta, vol I, pg. 205.)

2. A voz que você ouve é o requerente é:

a) A voz do silêncio.
b) A voz das nuvens.
c) A voz mansa e delicada.

3. Teremos de desenvolver o sentido oculto da orelha.

a) A audição é o primeiro sentido que se desenvolve ocultamente.
b) Corresponde a primeira atividade de Deus. "Deus disse"
c) precede a visão.
"Eu tenho ouvido falar de você, ouvido ouvido, mas agora meus olhos te vêem." (Jó)
"Se você não ouve, você não pode ver."

4. Se as vozes são silenciadas, a voz pode ser ouvida.

a) As vozes do mundo que nos rodeia. Os sons do plano físico.
b) As vozes de nossos desejos.
c) As vozes de outros homens.

5) "Eles dizem. O que eles dizem? Vamos dizer!

6) A voz do de opinião e de doutrina em matéria de religião ou filosofia.

7) A voz de nossos próprios pensamentos.

Conseqüentemente, a linguagem tem de ser convertida em som.

As palavras têm de transformar em A PALAVRA.

O destino é guiado pela voz celestial do protótipo invisível ou o nosso homem interior astral. " (Doutrina Secreta, vol II, pg. 584.)

Alice Bailey
ESTUDIOS SOBRE LA "DOCTRINA SECRETA"
Parte 1: Sonido y Lenguaje

O Objetivo do Processo Evolutivo



Pela distribuição das partículas constituintes dos nossos veículos físico-etérico, astral e mental inferior, segundo a densidade e o raio, em consequência da imensa quantidade de interações e reações entre si e com as energias exteriores, é que a nossa personalidade é definida.

A atuação da MÔNADA via Alma, ao longo das muitas encarnações e experiências, vai controlando esses corpos, substituindo as partículas mais densas pelas mais sutis e ampliando as qualidades dos raios.

Eis o objetivo do processo evolutivo: o domínio total de todos os planos, subplano a subplano, para que a Mônada possa expressar toda a sua divindade em qualquer plano. Pelo controle completo dos nossos veículos chegaremos ao controle completo do meio exterior.

A sentença CONHECE-TE A TI MESMO deve ser acrescida de DOMINA-TE A TI MESMO .

Alice Bailey
Tratado sobre Fogo Cósmico

Experientar: o caminho da realização

Que direito tem um homem de dizer que possui uma alma, se não a sentiu? Ou que há um Deus, se não o viu? Se há um Deus, devemos vê-lo ; se há uma alma, devemos percebê-la; do contrário, melhor não crer. É preferível ser um ateu confesso que um hipócrita.

(...) Se os homens acreditam num Deus, podem tornar-se bons, morais e perfeitos cidadãos. Não podemos culpá-los de alimentarem essas idéias, pois tod o ensinamento que recebem é simplesmente o de que acreditar num eterno palavreado sem conteúdo substancial.

(...) O homem deseja a verdade, que experimentá-la por si mesmo. Quando ele a possuir, realizá-la, sentí-la no profundo de seu coração, só então (...) as dúvidas serão dissipadas, desparecerá a escuridão e toda sinuosidade endireitar-se-á.

Swami Vivekananda
Raja Yoga

Ostra feliz não faz pérola


“Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão...” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz...”

Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

Quarto de Badulaques LXXV 
Rubem Alves
http://www.rubemalves.com.br/quartodebadulaquesLXXV.htm

Corpo físico, um instrumento


O nosso dever é, indubitavelmente, submeter o corpo a uma certa preparação, visto que ele constitui um instrumento indispensável para nos orientarmos em direção ao verdadeiro Caminho.

Devemos compreender, antes de mais nada, que nós não fomos feitos para o corpo, mas sim o corpo para nós; devemos utilizar-nos dele, mas não devemos, de modo nenhum, prestar-nos a servi-lo.

O corpo é um instrumento que tem de ser purificado, aperfeiçoado, moldado numa forma própria e constituído pelos elementos mais aptos a torná-lo o instrumento dos mais sublimes desígnios do homem no plano físico. Tudo quanto se fizer com esse objetivo em vista, deve ser alvo de maior interesse e incitamento.

A própria natureza do corpo físico faz dele uma coisa fácil de se transformar num servo ou num instrumento. Possui certas particularidades que nos ajuda a desenvolvê-lo, a guiá-lo e a amoldá-lo, segundo o nosso desejo. Uma dessas particularidades consiste na sua prontidão em seguir uma certa linha de conduta, logo que a ela tenha sido habituado, trabalhando para isso com o mesmo afã e o mesmo gosto com que antes se dedicara a outra tarefa muito diferente. Se o corpo adquiriu qualquer mau hábito, oporá indubitavelmente uma resistência tenaz a todas as tentativas para modificar esse hábito; porém, se o forçarmos a ceder, se for vencido o obstáculo com que nos embarga o caminho, se o homem obrigar a agir segundo o seu desejo, não tardará muito que o corpo se conforme espontaneamente a um novo hábito que o homem lhe imponha, enveredando para bom o caminho com a mesma complacência com que enveredara para o mau.

Excertos de O Homem e seus Corpos
Annie Besant

Dhyana (Meditação)



Para a imensa maioria das pessoas, meditar significa projetar nossa mente em vários cenários e idéias, em um vasto ciclo de imagens e símbolos.

Nas tradições religiosas superiores (sejam estas ocidentais e orientais), meditar é algo bem diferente; na realidade, trata-se da busca de um estado elevado de consciência, visando a comunhão divina.

O grande objetivo é contatar com o “Reino de Deus”, dentro de nossos corações, segundo as mensagens dos Grandes Mestres da Humanidade. “Dhyana é a porta de ouro que, uma vez aberta, conduz ao Reino de Deus. Dhyana (meditação ou contemplação), é a contínua e prolongada corrente de pensamento, dirigida a um determinado objeto, até chegar a se unificar com ele”. (Helena P, Blavatsky).

Na realidade, a meditação tem como objetivo alcançar a Graça, a Sabedoria Divina e a plena felicidade. Se nós efetuarmos um retrospecto da história e da vida dos Grandes Mensageiros da Humanidade, tais como Krishna, Buda, Jesus Cristo e Moisés, iremos comprovar que a grande meta desses elevados Mensageiros era estabelecer o contato com a presença de Deus em seus corações. através da prática da Dhyana. E esse é o grande objetivo do verdadeiro discípulo religioso: estabelecer essa sagrada comunhão espiritual, que nos proporcionará sabedoria e felicidade.

A sede de nosso espírito, de nossa supra-consciência, se encontra no centro de nosso peito, o “Reino de Deus”, onde nós encontramos (em todas as religiões), as imagens dos Avataras com um “sol luminoso” no peito, tradicionalmente conhecido pelos yoguis como chakra anahata.


Dhyana, a meditação, é portal divino 
que nos conduz ao Reino de Deus.

As mensagens dos Grandes Avatares, dirigida a todos os seres, consiste precisamente em orientar os seus discípulos a estabelecer essa sagrada comunhão, a qual sómente será possível através da Dhyana. O conhecimento teórico, a leitura dos textos sagrados, por si só, não pode conduzir o discípulo à realização espiritual.

Essa é a suprema e divina chave que nos conduzirá à sabedoria e à felicidade. Dominar esse turbilhão de pensamentos, através da serenidade mental, imobilidade física e ausência de imagens, são as ferramentas fundamentais para o pleno contato com a Divindade em nossos corações. Se nós observamos a vida dos grandes santos (sejam yoguis, cristãos ,budistas, muçulmanos, judeus e grandes filósofos) iremos comprovar que todos adotaram o mesmo procedimento para a completa realização espiritual.

Sri Vayera Yogui Dasa (Dom Benjmain Guzman Valenzuela) em um magnífico estudo sobre esse tema, nos ensinou:

“Meditar não é pensar, não é articular o pensamento, levando a imaginação  de um lado para outro. Meditar espiritualmente é aquietar a mente, descansando-a, fazendo com que ela repouse em um objeto formoso e agradável . . .essa é a meditação da quietude ou contemplação, para tranquilizar a mente e receber as bênçãos do Sêr Venerado. . esse é um dos benefícios que se alcança mediante a YOGA. As pessoas que seguem esse caminho, cada dia aumentam, com suas almas, as forças espirituais, vibrantes de felicidade.”

Se nós estudarmos a vida dos grandes santos, iremos verificar que o supre- mo objetivo dessas almas era contatar com essa presença divina, a qual se encontra latente em todos os seres. Podemos comprovar também que, em todas as Religiões, esse é o princípio fundamental para a comunhão espiritual.

Sri Vayera, que foi nosso instrutor espiritual, sempre nos transmitiu essa mensagem, a qual é também universal e eterna, adotada em todas as épocas por grandes filósofos, religiosos e sábios.

Todos os grandes seres, que alcançaram a sabedoria divina e o amor universal, nem todos possuíam a cultura escolástica e acadêmica, mas se tornaram grandes sábios e santos, unicamente através da dhyana (meditação). Devemos sempre nos lembrar dos Grandes Missionários da Humanidade, entre eles, Jesus Cristo, que nos transmitiu um sagrado ensinamento espiritual:




“Não busqueis o Reino de Deus 
aqui ou acolá, mas dentro de vós!”.



Concluindo nossa palestra, achamos oportuno transmitir algumas instruções práticas, principalmente para aqueles que estão presentes em nossa reunião e que ainda não pertencem à nossa Organização espiritual,a Suddha Dharma Mandalam. A vivência da Dhyana é de suma importância para todas as pessoas que se encontram interessadas no Caminho Espiritual, independentemente de sua cultura religiosa, seja cristã, budista, muçulmana ou quaquer outra doutrina. Em nossa época, a Ciências acadêmicas já comprovaram também a extraordinária eficácia da prática da meditação diária para todas as pessoas, e seus efeitos extraordinários na saúde física e mental. Com essas considerações, achamos oportuno transmitir a todos os presentes, algumas orientações para se realizar, com êxito, a prática da diária da meditação:

1) Em um cômodo tranqüilo, sem ruídos e com meia-luz, sentar-se em uma cadeira ou poltrona agradável;

2) Fechar suavemente os olhos;

3) Manter a cabeça em linha com a coluna;

4) Respirar suavemente, sem nenhum esforço;

5) Fixar o pensamento entre as sobrancelhas;

6) Colocar o pensamento em um Grande Ser de sua preferência, (Krishna, Buda, Jesus, Moisés etc.)

7) Efetuar seus apelos pessoais e, depois, permanecer em silêncio por alguns minutos.




Sérgio Fonseca B. Barretto

Palestra proferida em Florianópolis-SC, no IX Congresso da SUDDHA DHARMA MANDALAM, em Julho/2008
Textos relacionados